Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 04 – Alegria Diante do Senhor: Santuário e Adoração

Comentários do Prof. Sikberto Renaldo Marks


Texto Central: “E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Deuteronômio 12:12 – NVI)


Sábado à tarde
Introdução

O ritual de adoração do santuário era impressionante, envolvente, participativo e diário. O povo devia participar ativamente. E para tudo havia motivos e explicações das razões. Por exemplo, quando um adorador cometesse um pecado, devia providenciar um sacrifício para obter o perdão dele. Isso requeria um impactante procedimento, tudo simbolizando a futura morte de JESUS. E tudo fazia sentido. Nada do que ali se fazia era sem algum propósito.

Em nossos cultos de adoração modernos, o que se faz tem seu sentido. Via de regra é assim. Mas temos gravíssimos problemas. Para muitas pessoas, os cultos e a adoração perderam o sentido. Quer dizer, essas pessoas não sabem o que fazem lá, porque estão lá, porque se ajoelham, porque cantam, qual o significado de tudo o que é feito. Então a adoração torna-se um mero ritual, ou melhor, uma rotina. Muitas vezes se torna numa rotina cansativa. Nesses casos, qualquer pequena provação, ou outro motivo banal, faz com que a pessoa relaxe na adoração, ou deixe tudo de lado. Um dos motivos mais frequentes para acontecer isso é a oportunidade de ganhar dinheiro, em princípio, envolvendo a santificação do sábado.

Um culto sem sentido, ou uma adoração sem sentido é algo que se desenvolve na mente das pessoas. Pode ser que a pessoa ao lado, na igreja, esteja adorando em espírito e em verdade, e nós, apenas de corpo presente, mas pensamento distante, ou vagueando por diversos assuntos. É preciso ter cuidado, pois muitas vezes, o sentido dos cultos é perdido por outros dois motivos: O primeiro, podem ser cultos maçantes, monótonos, sempre a mesma coisa, sem criatividade; E o segundo pode ser o oposto, cultos barulhentos, pessoas descuidadas falando entre si, sem reverência. Os nossos cultos devem ser envolventes, atraentes, de ambientes felizes, de participação, onde todos tenham alguma incumbência relevante; devem ser criativos e racionais, mas, sobre tudo, solenes e harmoniosos. Devem ser uma atração à parte em relação às coisas do mundo. Em resumo, uma santa solenidade onde nós possamos nos sentir felizes ao lado de DEUS.


Primeiro dia
“Para Que Eu Possa Habitar no Meio Deles”
(Êxodo 25:1-9)

DEUS é Criador porque quer ver esse Universo com sistemas de luz, com planetas, com cometas, com lugares lindos para se ficar e ser feliz, povoado por seres à Sua semelhança que o amem assim como Ele os ama. Ele cria coisas lindas formando ambientes favoráveis para amar os seres à Sua semelhança. Ele quer fazer bem a esses seres. Ele não cria para esquecer, mas para estar com Suas criaturas.

Infelizmente o pecado gera o efeito contrário. Quem foi o descobridor desse efeito, que DEUS já sabia antes de haver pecado? Foi Lúcifer. Ele sentiu na pele que pecando se provoca a separação entre a criatura e DEUS. Isso deve ter sido horrível para ele. Mas, continuando a sua aventura, ele foi separando outras criaturas da intimidade com DEUS, no caso, Adão e Eva e seus descendentes. DEUS, que é amor, sempre trabalha pela harmonia e intimidade; mas satanás, que é ódio, trabalha pelo desentendimento e separação. Ele hoje está enchendo o mundo de intrigas, de brigas e guerras, de separações nos lares, de facções nas igrejas. Ele é a antítese de DEUS, em tudo; ele é o contrário, e do contra. E o que vemos no mundo, produto das ações de satanás, é a sua imagem e semelhança; um mundo cujo efeito final é o sofrimento, a destruição e a morte.

DEUS que ama, portanto que quer estar entre os que Ele criou, quis ter um povo aqui na Terra. A gênese desse povo foram Adão e Eva. E DEUS queria viver aqui com eles, assim como Ele vive com os seres em outros planetas. Querer estar junto com Suas criaturas em todos os lugares do Universo talvez seja uma das explicações das razões porque DEUS é onipresente. Então, após o dilúvio, Ele chamou Abraão e Sara para formar um povo Seu, e em seus descendentes esse povo se constituiu. Eram agora, lá no Sinai, uns dois milhões de pessoas, e DEUS almejava morar com eles. Como DEUS gosta disso, estar com os Seus, sendo eles dois milhões, ou, sendo só dois ou três! Ou mesmo um só, nesse caso, esse um não está reunido, a não ser, com DEUS.

Aquele grande povo estava liberto do Egito e da idolatria. Finalmente chegou o tempo de DEUS poder morar com o Seu povo. Lá no Egito isso seria impossível. Imagine um grande templo construído ao lado de outros, dedicados a ídolos. Aqui DEUS iria instruir o povo para um ritual todo específico, dedicado à preparação deles para o recebimento de JESUS, o Salvador do mundo. E eles deveriam anunciar isto ao mundo. Eles seriam o povo pelo qual viria a salvação a toda humanidade. E esse DEUS que os tirara do Egito, queria morar entre eles, numa casa especialmente feita para esse fim.

Essa casa seria construída pelos homens, mas o modelo veio diretamente da parte de DEUS. Assim o modelo como todo o ritual de adoração. Nada deveria ser inventado pelo homem. Por qual razão? Simples de descobrir: no paganismo, ou idolatria, o homem inventava os deuses, fabricava esses deuses e imaginava um ritual para eles e também projetava e construía um templo. Mas com o DEUS verdadeiro seria exatamente o contrário: o homem receberia todas as instruções de um DEUS vivo e poderoso, infinitamente inteligente e capaz de criar do nada. Caberia ao homem obedecer ao Ser infinitamente superior que o ama eternamente, e deseja viver com o homem, e deseja salvar o ser humano para a vida eterna em ambiente de amor, pois DEUS é amor.

E por que DEUS mesmo não construiu a Sua casa de habitação? Ora, como é que nesse planeta em que tudo deteriorado, em que outros povos atacam para destruir (como foi com o primeiro templo, pelos babilônios), iria o DEUS perfeito e infinito colocar um imóvel perfeito, para os homens o aviltarem com sua presença e com seus atos? Seria o povo de DEUS um digno mordomo para zelar por tal templo até a volta de JESUS? É certo que não. Portanto, nessa Terra DEUS Se contentou em habitar num templo feito por mãos humanas, mas cujo projeto era divino, e cujo ritual também viera do Céu.

Aqui encontramos lições solenes para nós hoje. Como estamos zelando pelo templo onde congregamos? É bem fácil encontrar templos onde se colocam móveis que foram descartados pelos adoradores; tapetes velhos; vasos feios de tanto uso; bancos estragados; teto depreciado e pinturas sem gosto ou deterioradas pelo tempo. Sem falar, muitas vezes, em goteiras, que um deixa para o outro consertar. E quando se chega à casa de moradia dos adoradores, tudo é de primeira qualidade, ou no mínimo, sempre bem limpinho. Está certo, DEUS habita em templos construídos por mãos humanas, mas também não é necessário que Ele se contente com as sobras. Isso veremos amanhã.

E outra coisa, DEUS queria envolver o ser humano na construção de Sua habitação. Ele tanto queria ensinar a importância da obediência à vontade de DEUS (repetimos sempre, essa vontade é a melhor para nós), como queria que os seres humanos se dedicassem a DEUS. Ele queria ensinar reverência para a adoração. Em resumo, DEUS queria reconstruir o caráter dEle em Seus filhos, em Seu povo.


Segunda
Corações Dispostos
(Êxodo 35)

Que privilégio tiveram os israelitas! Foram os primeiros a construir um templo, no caso, de madeira, peles e panos, além dos móveis de metais de diversos tipos. Isso, pouco depois do fracasso do bezerro de ouro, foi uma prova de amor do povo para com DEUS. Eles doaram materiais para o Tabernáculo, mais que o necessário, bem mais. A construção desse prédio móvel seria uma prova para eles, algo parecido como a árvore da ciência do bem e do mal fora para Adão e Eva. Nisso eles demonstrariam se amavam de fato a DEUS, se O queriam no meio deles e se desejavam dar o melhor de si para DEUS. Há algo bem curioso aqui: parte do que eles doaram foi recebido dos egípcios, quando do dia de sua saída. Portanto, para a construção dessa morada de DEUS, os egípcios também contribuíram. Ou seja, quem adorava outros deuses, de forma indireta, participou da construção da morada do DEUS verdadeiro. Isso vale como símbolo de que, esse Tabernáculo, deveria servir de morada do DEUS do mundo inteiro, não só dos israelitas. E quem estava dirigindo tudo isso, era o próprio DEUS.

E tem mais algo bem interessante. Onde aqueles profissionais aprenderam a sua perícia? Eles aprenderam trabalhando no Egito, para o faraó. Eles trabalhavam em várias frentes de ação, e alguns deles, faziam as atividades de acabamento, de arte, que exigia extrema capacidade e dedicação profissional. Eles todos saíram do Egito, e agora, tiveram a oportunidade de, em vez de trabalhar para os adoradores de ídolos, dedicar-se diretamente na obra de DEUS. Hoje podemos fazer o mesmo. Quem é profissional em alguma coisa, pense como pode dedicar a sua capacidade para salvar seres humanos à vida eterna.

Como foi a prova de amor dos israelitas para com DEUS? Eles trouxeram mais que o necessário; do melhor que possuíam; dedicaram os melhores profissionais em cada arte e buscaram fazer o melhor que podiam, segundo os recursos da época. Ou seja, eles fizeram o máximo para DEUS.Eles não eram perfeitos, mas no que podiam e eram capazes, não havia como fazer algo superior. Então, imagine, se esse povo, em nossos dias, construísse o templo de DEUS. Às vezes vemos escritórios administrativos de alto luxo, mas são meros escritórios, e no mesmo Campo, vemos templos dando mau testemunho, devido à falta de manutenção. DEUS não habita em escritórios administrativos, e sim, em templos.

Mais tarde, no tempo de Salomão, o povo deu outra demonstração de amor a DEUS. Outra vez fizeram o seu máximo. Trabalharam milhares de pessoas, buscaram madeira da melhor espécie, e muito ouro, prata e outros metais. As pedras trabalharam longe do lugar onde seria o Templo. Tudo isso, para demonstrar o respeito ao lugar onde, no futuro, seria a habitação de DEUS. Precisamos aprender com os israelitas: respeito e uma atitude solene dentro de Sua casa, mesmo que ela seja humilde. Mas…

Isso tudo é adoração! A construção da igreja, o modo como vamos aos cultos, nossas atitudes nos momentos do culto, nossos pensamentos, o que falamos ali quando é necessário falar, o que falamos quando devemos ficar quietos. Adorar a DEUS, em resumo, é um estilo de vida, seja dentro, seja fora da igreja, em qualquer lugar. Adorar é uma vida de testemunho sobre a que reino pertencemos.


Terça
O Holocausto Contínuo
(Êxodo 29:38-39; Hebreus 10:1-4; I Pedro 1:18-19)

Todos os dias o povo devia oferecer dois cordeiros, um pela manhã, outro pela tarde, como sacrifício contínuo pelos seus pecados. Isso dava 730 animais por ano. Não é tanto assim, pois se considerarmos que cada família tivesse um animal (eles teriam muito mais que isso), deviam, ao todo, possuir ao menos uns 500 mil. Porém, o que significava esse sacrifício contínuo? Que eles necessitavam do Salvador a todo momento, todos os dias, sem interrupção. Cada dia deveriam fazer sua entrega ao Salvador, que viajava com eles, e sempre estava ali, na tenda da congregação. Eles precisavam daquele que os criou e os estava salvando do Egito, e viria morrer por eles, e depois, voltaria outra vez, o que nós ainda estamos aguardando. Aqueles sacrifícios, todos os dias, anunciavam a vinda de CRISTO para morrer em lugar deles, e de nós também.

“Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Esta era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrarem à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecado. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido prefigurado pelo sacrifício expiatório. As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração” (CRISTO em Seu Santuário, 34).


Quarta
Comunhão com Deus
(Êxodo 25:10-22; Salmos 37:23; Salmos 48:14; Provérbios 3:6; João 16:13)

Há duas situações possíveis ao povo de DEUS, quanto ao conhecimento. Uma está em Oséias 5:6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento“. A outra está em João 17:3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” Para sermos cristãos vencedores precisamos conhecer a DEUS, e para conhecê-Lo, precisamos andar com Ele, ter comunhão com Ele. Comunhão significa estar intimamente associado com alguém; no caso, com DEUS. “Para Enoque não foi mais fácil viver uma vida justa em seus dias do que o é para nós no tempo presente. O mundo nos dias de Enoque não era mais favorável ao crescimento na graça e santidade do que agora, mas Enoque dedicou tempo à oração e comunhão com Deus, e isso o habilitou a escapar da corrupção das paixões que há no mundo. Foi sua devoção a Deus que o capacitou para a trasladação” (CRISTO Triunfante, MM: 2002, p. 44).

Em nossos dias, da mesma forma como foi com Enoque, também necessitamos andar com DEUS (isto é comunhão com DEUS) para vencermos as ciladas que o mundo prepara para todas as pessoas. “Todas as nossas ações são influenciadas por nossa experiência religiosa, e se essa experiência se baseia em Deus e se compreendemos os mistérios da piedade, se estamos recebendo diariamente algo do poder do mundo por vir e mantendo comunhão com Deus e tendo a presença do Espírito, se cada dia nos apegamos com mais firmeza à vida mais elevada e nos aproximamos cada vez mais do lado sangrante do Redentor, ser-nos-ão inculcados princípios que são santos e enobrecedores. Então nos será tão natural buscar pureza, e santidade e separação do mundo, como o é para os anjos de glória cumprir a missão de amor que lhes é designada em salvar os mortais da influência corruptora do mundo. Todos os que entrarem pelas portas de pérola da cidade de Deus serão praticantes da Palavra. Serão participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. É nosso privilégio alcançar a plenitude existente em Cristo e ser favorecidos pela provisão feita por Seu intermédio. Foi feita ampla provisão para que sejamos erguidos acima das depressões da Terra e tenhamos nossas afeições firmadas em Deus e nas coisas celestiais” (Este Dia com DEUS, MM: 1980, 920.

Andar com DEUS não é difícil. É orar todos os dias, é estudar um pouco da Bíblia, é estudar a lição da Escola Sabatina daquele dia, dar bom testemunho e fazer algo para que outras pessoas se salvem. É também, no trabalho secular, fazer tudo com DEUS, falando com Ele e trocando idéias com Ele. Isso para muitos parece impossível, mas na verdade parece assim por falta de prática, por falta de vivência com DEUS. Nesse caso, DEUS, para estas pessoas, é como um estranho, que não conhecem como ele age.


Quinta
Alegrar-se Diante do Senhor
(Levítico 23:39-44; Deuteronômio 12:5-7; Deuteronômio 12:12; Deuteronômio 12:18; Deuteronômio 16:13-16)

Há três tipos de culto em nossas igrejas: o desanimado; o gospel e o reavivado. O culto desanimado é rotineiro, sem criatividade, chato, tedioso, lamurioso, sem atividade, sempre a mesma coisa, tipo ambiente de despedida. O culto gospel é barulhento, tipo show, impositivo e dominante, vibração sem espiritualidade mas muito emocional, envolvimento mecânico à base de som alto e movimentos corporais, com o foco no ser humano, ambiente de festança. O culto reavivado tem a presença do poder do ESPÍRITO SANTO, atrai pelo testemunho sincero, há muitos voluntários engajados e ativos, criatividade original e santa, foco em DEUS, hinos harmoniosos e com entusiasmo, humildade e um ambiente feliz e contagiante. Ali há esperança e certeza, em meio à simplicidade de gente humilde de coração.

Muitas de nossas igrejas estão migrando do culto desanimado para o culto gospel. E as pessoas, percebendo uma alegria do tipo show, movido a barulho e emoções, pensam: agora sim, temos o ESPÍRITO SANTO. Puro engano, pois DEUS jamais se manifesta nesse tipo de culto. Ele deixou bem claro, por escritos na Bíblia e no Espírito de Profecia, como deve ser o culto. Sobre isso Ele expressou a Sua vontade, e devemos ter cuidado em não oferecer fogo estranho.

Para reanimar cultos muitos usam de uma criatividade sem inteligência nem sabedoria. Faz-se muito plagio (cópia ilegal) das coisas do mundo. E muitas vezes, justificando que faz parte da cultura. A nossa cultura aceitável é a celestial, a de cima, e nenhuma daqui da Terra serve para enriquecer o culto a DEUS. Simplesmente copiar do mundo para tentar tornar o culto a DEUS mais alegre, é uma declaração de fracasso mental e de desconhecimento de quem, afinal, é o nosso DEUS.Esse DEUS, como nós, também tem vontade, e devemos considerar isto. Ou melhor, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu.

Os cerimoniais israelitas eram bem ricos e cheios de símbolos e significados. Por exemplo, o sacrifício contínuo era um lembrete permanente que necessitavam de um Salvador, e que esse Salvador viria para morrer em lugar deles, e de nós também. Todos os dias, duas vezes, eram lembrados disso. Todos os dias eles se entregavam a DEUS, no início e no final do dia. Isso quer dizer, todos os dias devemos confiar em DEUS para que Ele nos transforme, e nos mude segundo a sabedoria dEle, não segundo nós queremos. Devemos ir a DEUS como estamos, para voltar diferentes. “Eu venho como estou” mas retorno diferente do que vim. A cada culto devemos ir a DEUS como somos, e retornar diferentes do que viemos. Se não for assim, o nosso culto será uma mera rotina sem sentido e sem resultado prático.


Aplicação do estudo
Sexta-feira, dia da preparação para o santo Sábado

Vamos seguir a imaginação baseada em informações seguras da Bíblia. Entremos no Tabernáculo, ou tenda da congregação. Havia o primeiro compartimento, o lugar santo, com três móveis, a mesa dos pães, o candelabro e o altar do incenso. Passando por uma espessa cortina se entra no segundo compartimento, o lugar santíssimo. Ali se encontrava a arca do concerto. Dentro dela estavam as duas tábuas com a escritura dos Dez Mandamentos. A arca, que era uma caixa, cuja tampa media 1,10 metro de comprimento por 0,66 metro de largura era o trono de DEUS. A tampa da arca se chamava propiciatório, que quer dizer lugar onde DEUS faz expiação e perdoa os pecados. Esse era também o lugar onde o sumo sacerdote aspergia o sangue pelos pecados, um dia ao ano. Sobre o propiciatório de madeira de acácia revestida em ouro, em cada lado, estavam dois anjos de ouro. E o mais importante, sobre a tampa, entre os dois anjos, se manifestava uma luz que não se originava por providência humana. Essa luz era a própria presença de DEUS. Era ali que DEUS morava. A arca e o propiciatório eram o Seu trono. Ele sempre estava ali. Até o dia em que tudo foi destruído pelos babilônios de Nabucodonosor. Imagina só, por falta de fidelidade, o anticristo da época destruiu a habitação de DEUS. E o que mais dói é que, depois de reconstruído, para aquele lugar nunca mais voltou a arca do conserto nem aquela luz de DEUS. Contudo, muito depois da reconstrução, naquele lugar JESUS entrou, em pessoa. Ele, que antes fora a luz da presença de DEUS. Pois Ele voltou, em pessoa, para cumprir o que anunciava o ritual diário.

Agora vem um aprendizado muito importante. Lembra o que havia dentro da arca? Além da vara de Arão, que floresceu, havia também os Dez Mandamentos. E o que significava isso? Que DEUS perdoava ou condenava com base naqueles mandamentos. Eles retratavam o caráter de DEUS. Portanto, esses nada têm a ver com a morte ou ressurreição de JESUS, eles têm a ver com o amor de DEUS, principal item de Seu caráter. Ou seja, DEUS perdoa não porque mereçamos, mas porque Ele nos ama. JESUS morreu por nós não porque temos dignidade, mas por que nos ama. Seremos salvos não porque nosso advogado é muito bom e poderoso, e sim, porque Ele nos ama. Os Dez Mandamentos são uma transcrição do amor, e o amor não pode mudar. Se o amor mudar, então, ou antes ele não era perfeito, ou depois não o é. Provavelmente nunca seria perfeito, isto é, nunca seria amor de verdade. Esse não é o caso, pois o amor de DEUS, que é Ele mesmo, sempre foi o mesmo e sempre será o mesmo. Ele é eterno e imutável, assim como a Sua lei. Graças a DEUS!


Sikberto Renaldo Marks é professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)


Fonte: http://www.cristovoltara.com.br


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