Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 04 – Alegria Diante do Senhor: Santuário e Adoração

Comentários do Pr. Otoniel Tavares de Carvalho


Texto Central: “E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Deuteronômio 12:12 – NVI)

Leitura Bíblica da Semana: Êxodo 25:1 a 22; 29:38 e 39; Êxodo 35; Deuteronômio 12:5 a 7, 12 e 18; 16:13 a 16


Introdução

Tudo o que é feito com amor e por amor sai bem feito. Deus disse a Israel, por intermédio do profeta Jeremias: “Buscar-me-eis e me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” Jeremias 29:13. E o salmista escreveu: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” Salmos 122:1. Está faltando mais alegria e prazer em adorar a Deus, e em frequentar a Casa de Deus, por parte da membresia da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Quando falamos em “alegria”, não nos referimos a cultos barulhentos, com gritos e êxtases, palmas e movimentos rítmicos. Nada disso havia no templo de Jerusalém, mas ainda assim o salmista afirma: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Falta em grande parte de nossa membresia o prazer de ir ao templo para adorar. Nossos cultos de domingos e quartas-feiras à noite são muito pouco freqüentados. Muitos bancos vazios, e uns poucos que ainda vão ao templo não parecem muito animados e felizes por terem ido até ali. É certo que os que dirigem o culto nesses dias nem sempre colaboram para que o programa de adoração seja animado e atraente aos adoradores. Hinos mal cantados, pregadores despreparados para falar aos irmãos, pedidos de oração longos e enfadonhos, e outras coisas mais explicam um pouco essa ausência coletiva dos adventistas ao culto fora do Sábado. No entanto, não é motivo real para a ausência. Mesmo com bons programas de culto, costumo ver nossos templos com pouca gente no domingo e na quarta-feira. Somente no Sábado de manhã aumenta a frequência. A razão maior para alguém ir até ao templo é a presença do Senhor nosso Deus ali. Nada é mais importante do que isto. Que cada ancião, pastor e dirigente de nossas igrejas repensem o programa de culto que estão oferecendo à membresia, e melhorem em tudo o que precisa melhorar, pelo pode do Espírito Santo.


Lição de Domingo
“Para Que Eu Possa Habitar no Meio Deles”
(Êxodo 25:1-9)

Deus deseja fazer de cada adorador um amigo Seu. “Já não vos chamo servos…mas vos tenho chamado AMIGOS…” João 15:15. “Vós sois Meus AMIGOS se fazeis o que vos mando.” João 15:14.

Disse Deus a Moisés: “E ME FARÃO UM SANTUÁRIO [um lugar santo, sagrado] PARA QUE EU POSSA HABITAR NO MEIO DELES.” Êxodo 25:8, com grifos e interpolação nossos.

Deus queria habitar junto a Seus amigos em Israel. Deus queria que TODO O ISRAEL fosse uma nação de amigos, com Ele se relacionando pacifica e alegremente. O Deus transcendente estava-se oferecendo a Israel como Deus Imanente, Deus presente ali, junto deles. Nenhuma outra nação da Terra gozou este privilégio. Mas a IGREJA tem esse prazer, pois Deus Se acha presente “em Seu santo templo”. Cada crente deve ir ao templo com a certeza de que vai ali ter um encontro especial com seu Deus. Mesmo não O vendo, sabe, pela fé, que Ele está ali, participando junto no culto de adoração e louvor. É essa certeza de que Deus está ali, que motiva o adorador a ser reverente, e de se regozijar por se achar na presença do Senhor. Vá ao templo do Senhor com essa DISPONIBILIDADE de coração, pronto para ter esse encontro com Deus, pela fé. Vá na certeza de que Deus está ali e quer ser Seu amigo na adoração.


Lição de Segunda-Feira
Corações Dispostos
(Êxodo 35)

“Tomai do que tendes uma oferta para o Senhor, cada um de coração disposto [disponível, aberto para], voluntariamente a trará por oferta ao Senhor: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, pelos de cabra, peles de carneiro…” Êxodo 35:5 e 6.

É certo que o texto acima se refere à oferta que os israelitas deveriam dar para a edificação do Santuário no deserto. Mas o princípio de DAR UMA OFERTA, fazer uma doação de bens materiais a Deus, na hora do culto, faz parte integrante do ato de adorar a Deus no templo. “…Porém não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor” Êxodo 16:16, última parte. Corações dispostos a cantar, a orar, a ouvir a Palavra de Deus e a doar sua oferta de louvor e ação de graça ao Deus que tudo dá ao adorador.

Vejo com tristeza que muitos vão ao templo de mau humor. Muitos vão ao templo mau vestidos e até sem tomar banho. Muitos vão ao templo de cara fechada, parecendo bois que se dirigem ao matadouro. Muitos vão ao templo para fazer negócios, para namorar, para ver amigos apenas, para conversas inúteis, para muitas outras coisas, menos para entrar em relacionamento de fé com o Deus que motiva a adoração. Tais pessoas já vivem um processo de apostasia, e não se deram conta disso. Muitos ficam do lado de fora na hora da adoração, conversando com outros cristãos que acham que nada há de interessante para eles dentro do templo. E os filhos dessas pessoas veem esse procedimento de seus pais, e perpetuam seus erros, eles mesmos ficando fora do templo fazendo coisas indevidas. Ninguém deveria ficar do lado de fora do templo, no terreno do templo, na hora de culto, a não ser por um motivo muito justo, e por pouco tempo. Quem não quer adorar a Deus, fique em casa, não vá ao templo para blasfemar e interferir negativamente na adoração dos demais. Mas se vai ao templo, saia de casa com um coração alegre, feliz, disponível para Deus agir em seu favor, abençoando sua vida, respondendo suas preces. Deixe-se enlevar pela atmosfera de culto, e seja espiritualmente enriquecido por todas as coisas boas que acontecem no momento da adoração.


Lição de Terça-Feira
O Holocausto Contínuo
(Êxodo 29:38-39; Hebreus 10:1-4; I Pedro 1:18-19)

“Isto é o que oferecerás SOBRE O ALTAR [do sacrifício]: Dois cordeiros de um ano cada dia, continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã; e o outro ao pôr-do-sol.” Êxodo 29:38 e 39, interpolação e grifo nossos.

Essa recomendação foi dada por Deus a Moisés, para que fosse executada por Arão, no Santuário, diariamente. Era o SACRIFÍCIO CONTÍNUO. Esses dois cordeiros para o Sacrifício Diário Contínuo era provido pelo santuário.

As Duas Faces do Pecado

Precisamos aprender algo sobre o PECADO:

a) O PECADO é algo universal (Adão)

b) O PECADO é algo pessoal (Eu mesmo).

O SACRIFÍCIO CONTÍNUO era uma OFERTA PELO PECADO DE TODO O POVO DE ISRAEL, indistintamente. Era uma oferta UNIVERSAL, e fazia cobertura universal pelo pecado. Todos os israelitas, pecadores que eram, por serem humanos descendentes de Adão e Eva, precisavam de cobertura legal, litúrgica, pelo seu pecado. Isto revelava que Deus estava oferecendo o CORDEIRO como oferta universal pela culpa da raça humana, até que viesse “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo [ou seja, dos humanos]” João 3:16. Todo dia, pela manhã e pela tarde, o SANTUÁRIO, representando DEUS, na pessoa do Sacerdote, fazia provisão legal e cobertura pelo pecado dos homens, indistintamente.

Pecados pessoais dos israelitas provocavam a ida do israelita culpado pelo seu pecado pessoal, individual, até ao santuário, levando consigo uma oferta de sangue – um cordeiro, um pombo, uma rolinha, um bode, um novilho, dependendo da categoria social do pecador –, a qual era imolada pelo pecador e colocada sobre o altar do sacrifício. Esta era a oferta pelo pecado pessoal, individual. Mas esta oferta pela culpa fazia expiação somente pela culpa de um só indivíduo que pecara seu próprio pecado. Não era uma oferta universal pela culpa universal. Era uma oferta pessoal pela culpa pessoal.

Adão era, em sua pessoal, um indivíduo e uma coletividade. Ele era Adão, um homem; e ele era Adão, uma coletividade chamada raça humana. Quando Adão pecou, ele pecou de maneira universal e de maneira pessoal. Seu pecado, que era só dele, foi imputado a toda a raça humana que ele representava. Assim também Cristo foi justo em Si mesmo, de forma pessoal, mas imputou a toda a raça humana sua justiça perfeita, pois Jesus era o Segundo Adão, também um homem universal. Como Deus, em Seu Plano de Redenção, condicionou o recebimento da SALVAÇÃO ao ato de CRER EM JESUS, há salvação disponível em Cristo universalmente, mas somente a recebem os que creem em Jesus (Marcos 16:15 e 16; Efésios 2:8 e 9). Aquilo que, em Jesus é universal, para cada humano pecador se torna algo pessoal, individual, dependente da fé. “CRÊ NO SENHOR JESUS E SERÁS ALVO, TU E A TUA CASA” Atos 16:31. Jesus é o nosso SACRIFÍCIO CONTÍNUO. Os efeitos benéficos do Seu Sacrifício na Cruz, num ponto fixo da História humana, no ano 31AD, em frente a Jerusalém, sob as ordens de Pôncio Pilatos, governador da Judeia em nome de Roma, se estendem a todos os humanos retrospectivamente, até Adão e, pospectivamente, até ao último pecador que for salvo antes do fim do Tempo da Graça. Um sacrifício universal, que provê salvação para todos. Mas esta salvação só é recebida pelos que creem em Jesus e no Seu Sacrifício de Redenção, pois o Plano da Salvação assim o definiu, antes que o homem pecasse (I Pedro 1:18 a 20).


Lição de Quarta-Feira
Comunhão com Deus
(Êxodo 25:10-22; Salmos 37:23; Salmos 48:14; Provérbios 3:6; João 16:13)

Ali, no Santuário, Deus Se fazia presente sobre o Propiciatório, onde brilhava a luz do Chequiná, a luz da presença de Deus no lugar mais interior do Santuário, sobre a Arca da Aliança. Dentro da Arca estava a Lei de Deus, símbolo de Sua Justiça. Cobrindo a Arca, ou fazendo cobertura à Lei, que fora violada pelos pecadores, estava o PROPICIATÓRIO, símbolo da GRAÇA de Deus. Foi a Graça de Deus que providenciou a COBERTURA LEGAL, o Pagamento de sangue, para a Redenção do pecador culpado. “Pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto [esta salvação] não vem de vós, é dom [dádiva, presente, doação] de Deus. Não vem de obras [boas obras, religiosidade], para que ninguém se glorie” Efésios 2:8 e 9, interpolações nossas. A fé no Deus que provê salvação gera comunhão com esse mesmo Deus. Essa comunhão gera companheirismo, boa convivência, bom relacionamento, amizade contínua. Deus salva inimigos e os transforma em amigos (Romanos 5:6 a 10). E essa COMUNHÃO COM DEUS; essa convivência com Deus, que é Santo, produz em nós SANTIFICAÇÃO, sem a qual ninguém verá o Senhor.

A presença do Santuário em Israel era símbolo da presença de Deus no meio do Seu povo. Eles olhavam para o Santuário e sabiam que Deus estava ali, pertinho deles. Não era um Deus distante, indiferente, alienado. Era um Deus presente, que estava sempre interferindo na vida e na história de Israel. Deus era uma permanente fonte de bênçãos e salvação para Seu povo. Quem tinha fé viva e operante em IAVÉ vivia em santificação, uma vida abençoada.


Lição de Quinta e Sexta-Feira
Alegrar-se Diante do Senhor
(Levítico 23:39-44; Deuteronômio 12:5-7; Deuteronômio 12:12; Deuteronômio 12:18; Deuteronômio 16:13-16)

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os Seus filhos e filhas, os Seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades.” Deuteronômio 12:12, Nova Versão Internacional.

Com que postura e espírito você costuma realizar seu culto a Deus em família (se o realiza)? Com que postura e espírito você costuma ir ao templo de sua igreja em dia de culto? Você sente-se alegre, feliz, motivado em ir aos cultos públicos de sua igreja no templo? Ou você já sai de casa mau humorado, nervoso, sem ânimo e disponibilidade para cultuar a Deus? E que tipo de adorador você é? Você fica dentro do templo, participando de todos os atos de adoração – cantando, orando, acompanhando o sermão pela Bíblia, prestando atenção na mensagem? Ou você é daqueles adoradores que ficam impaciente e procurando outras coisas para fazer na hora da adoração? Você é daqueles adoradores que preferem a roda de amigos na porta, nos fundos ou ao lado do templo, em vez de ficar dentro do templo com a esposa e os filhos? Você vai ao templo para adorar, de coração disponível para Deus? Ou vai somente para criticar as coisas que acha erradas, ou que não atendem às suas expectativas perfeccionistas? Você ouve o sermão como adorador ou como crítico de oratória e homilética? Com que sensação você volta para casa, costumeiramente, após o culto público? Feliz? Infeliz? Frustrado? Decepcionado? Vazio? Enraivecido? Quanto de investimento emocional você faz no ato de adorar? Quanto de investimento intelectual-racional você faz no ato de cultuar? Quanto de investimento espiritual você faz no ato de adorar? Quão motivado você está agora para cultuar a Deus de todo o seu coração, entendimento e emoção? Você está decepcionado com o Deus a quem você adora? Sente-se desmotivado para continuar adorando a esse Deus? Tem pensado ultimamente em abandonar a Deus, à Igreja, à fé? Por que vem tendo esses pensamentos? Já se examinou a si mesmo com honestidade e descobriu onde está a causa de sua fragilidade espiritual e falta de interesse em cultuar? Por que você só vai ao templo no Sábado? Deus está ali somente nesse dia? E se Deus está no templo na quarta e no domingo, por que você não se sente motivado e interessado em se encontrar com ele, no templo, nesses dias fora do sábado? O que dificulta sua ida ao templo durante o domingo e a quarta-feira: preguiça, cansaço, trabalho, estudo, apatia espiritual, desmotivação, apostasia, televisão, Internet, amigos, jogos de futebol na TV, novelas, filmes, trânsito difícil, o quê? Pretende continuar com essa apatia e preguiça espirituais? Deseja passar por um forte reavivamento interior e reforma de vida pessoal e familiar? O que está fazendo para que isso ocorra rápido?

Pense nessas perguntas com carinho, e tome a decisão que o levará à fiel e correta adoração e à salvação somente pela fé em Jesus. Vou orar por você até ao fim dos meus dias neste mundo, mesmo não o/a conhecendo.

Que Deus salve você de você mesmo!


Fonte: http://comentarioes.blogspot.com


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