Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 03 – O Sábado e a Adoração

Esquema para Apresentação da Lição – USB – MIPES

Pr. Alex Escher


Texto Central: “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas da sua mão”. (Salmos 95:6 e 7)


Objetivos

  1. Mostrar que o sábado está em conexão direta com a verdadeira adoração.
  2. Levar o aluno a entender os benefícios do descanso sabático para a vida espiritual.

Verdade Central

A criação, a redenção e a santificação, elementos básicos na adoração, são plenamente revelados no sábado.

Domingo – Criação e redenção: o fundamento da adoração

Rabbi Jacób, conhecido líder judeu da Alemanha, que viveu entre os anos 1270 e 1340, chama a atenção para o fato de que o sábado é o sétimo dia da semana, no original hebraico começa com a sétima letra do alfabeto e sua observância foi pedida a sete diferentes criaturas: “…nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro.” Êxodo 20:10.

Como podemos perceber, existe um planejamento inteligente na maneira como o sábado foi apresentado. Inserido no contexto da adoração a Deus, ele é portador de inúmeros benefícios à raça humana.

No mundo antigo a veneração a outros deuses era comum. As deusas da fertilidade eram entidades presentes em formas de culto de povos distintos. Para os Babilônicos a deusa era Ishtar, Isis para os Egípcios, Aserá para a antiga Canaã, Diana ou Artemis para os gregos e Cibele era a deusa adorada pelos romanos.

Segundo o Dr. Reinaldo Siqueira, professor de teologia da Universidade Adventista de São Paulo, o sábado, cuja observância é requerida na criação e confirmada no Sinai, surge como um divisor de águas. Enquanto todas as conhecidas deusas na concepção dos povos antigos precisam ter sua ira apaziguada através de oferendas e presentes, o “Criador” adentra este cenário trazendo um presente cujo principal beneficiário é o adorador e não o adorado.

Segunda – Lembra-te do teu Criador

Vivemos em um contexto em que a ciência evolucionista, ateus e homens que desfrutam de grande exposição na mídia e na sociedade moderna, zombam da criação do mundo conforme está descrito na bíblia. Você já teve sua fé provada por pessoas incrédulas alguma vez? Como você reagiu?

  • Quem adora ao Criador, observando tudo quanto foi por Ele ordenado, está na contramão da vida. Suas convicções são um testemunho em favor da verdade.
  • O sábado foi nos dado como “a cereja do bolo”, um “grand finale” para celebrar a majestosa obra da criação.
  • O verbo usado para indicar a criação de Deus é “Bara”, que denota um poder que apenas Deus possui, o único que cria a energia e a matéria “do nada”.
  • O primeiro mandamento nos ensina quem adorar, o segundo e o terceiro nos ensinam como adorar e finalmente o quarto nos instrui quando adorar. O adorador deve ter uma comunhão diária de adoração, mas o sábado requer uma adoração integral e exclusiva.

Terça – Liberdade da escravidão

Ao introduzir os dez mandamentos, o Senhor se apresenta no verso 2 de Êxodo: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão…”. Primeiro Deus dá a liberdade para seu povo e em seguida Ele estabelece Sua lei. Por isso qualquer um dos mandamentos, inclusive o quarto, nos lembra do ato de libertação de Deus no passado e no presente diário, quando nos liberta de nossos pecados através de Jesus.

  • A teologia da prosperidade, adotada por alguns movimentos modernos, prega que primeiro devemos dar e obedecer e depois então o Senhor retribui com bênçãos. Quão longe da verdade estão estas teorias ao analisarmos detalhadamente os dez mandamentos em Êxodo. Primeiro Deus liberta, dá sua benção e depois pede, ordena. É lógico que o cumprimento de suas ordenanças agrega outras infinitas bênçãos, mas a grande obra é Deus quem faz primeiro.
  • O Sábado é a nossa celebração. Antes éramos escravos, agora, como homens livres, adoramos ao libertador e nos reunimos em culto de gratidão com toda a congregação.

Com que espírito estamos adorando a Deus a cada sábado? Encaramos este dia como uma obrigação ou uma festividade solene e uma experiência maravilhosa? O que poderia mudar em nossa adoração e até mesmo em nossa igreja para que o sábado seja melhor celebrado?

Quarta – Lembra-te do teu santificador

A palavra “santo” poderia ser traduzida, como “separado para um propósito especial” conforme o hebraico. Quando observamos o sábado, somos separados dos demais, destacados dentre a multidão de milhares de supostos adoradores e levados a comunhão especial em um dia que por sua vez, também foi separado de todos os outros dias.

  • Enumere as atividades do sábado que são distintas de outros dias da semana. Como eu estou me santificando e me separando para os propósitos de Deus neste dia?
  • A escola sabatina e o culto são apenas uma parte do sábado, mas a adoração deve continuar ao longo do dia. Como eu posso adorar neste dia?

“O sábado não deve ser passado em ociosidade, mas tanto em casa como na igreja, cumpre-nos manifestar espírito de adoração. Aquele que nos deu seis dias para nossas ocupações materiais, abençoou e santificou o sétimo dia e o separou para si. Nesse dia, Deus Se propõe abençoar de maneira especial todos os que se consagram a Seu culto”. Testemunhos Seletos Vol. 03, Pág 23

“A Escola Sabatina e o culto de pregação ocupam apenas uma parte do sábado. O tempo restante poderá ser passado em casa e ser o mais precioso e sagrado que o sábado proporciona. Boa parte desse tempo os pais deverão passar com os filhos”. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 24.

“Desagrada a Deus que os observadores do sábado durmam muito tempo no sábado. Eles desonram a Seu Criador em assim fazer… Depois, desculpam-se, dizendo: ‘O sábado foi dado para dia de descanso. Não me privarei do repouso para ir à reunião; pois preciso descansar.’ Essas pessoas fazem uso errado do dia santificado.”. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 292.

Quinta – Descansando na redenção

Jesus Cristo se autodenominou o “Senhor do Sábado”. Ele chamou os cansados e oprimidos e prometeu alívio. Ao analisar este contexto chegamos à conclusão de que o sábado prefigura o próprio Jesus e se apropria de uma tarefa que somente Cristo pode trazer. A Paz que experimentamos no sábado é o próprio Jesus quem concede.

“Foi-me apresentado todo o Céu como a contemplar e observar no decorrer do sábado aqueles que reconhecem as reivindicações do quarto mandamento, e estão observando o sábado. Os anjos estavam anotando o interesse deles e o elevado respeito que nutrem por essa divina instituição. Aqueles que santificavam o Senhor Deus no próprio coração mediante uma estrutura estritamente religiosa da mente, e que buscavam aproveitar as horas santas em observar o sábado da melhor maneira que lhes era possível, e honravam a Deus ao chamar o sábado deleitoso – a esses, beneficiavam especialmente os anjos com luz e saúde, e era-lhes comunicada força especial”.Testemunhos Seletos, Vol. 2, Pág. 292

Conclusão

O Sábado é um “templo no tempo”. Um período separado em benefício da alma humana, uma dádiva festiva outorgada pelo Criador que nos relembra a libertação. No deserto desta vida tão corrida, marcada por inúmeras preocupações infinitas e inquietudes, o sábado é um oásis. Que possamos usufruir deste tempo especial e oportuno que o sábado nos proporciona.


O Pr. Alex Escher é Departamental de Escola Sabatina na MOSR.


Fonte: http://usb.adventistas.org/


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