Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 02 – Adoração em Êxodo: Compreendendo Quem é Deus


“Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. Não terás outros deuses além de Mim” (Êxodo 20:2, 3).

Prévia da semana: Embora Deus pessoalmente tivesse libertado Israel do Egito e Se manifestado ao Seu povo de muitas formas, Ele requeria profundo reconhecimento e respeito por Sua natureza transcendente e santa.

Leitura adicional:Êxodo 3; 12:1-13 e 21-30; 20:4, 5; 32:1-6. Leia também, em Patriarcas e Profetas, “O Êxodo”, p. 281-290.


Domingo
Introdução

Um deus ou o Deus?

As palavras um e o são frequentemente usadas de maneira incorreta. Mesmo não sendo professor de Português, sei que a primeira é usada para especificar um elemento, ao passo que a outra é utilizada para se referir a elementos de maneira mais geral. Por exemplo: quando um homem encontra aquela mulher especial, com quem deseja passar o resto de sua vida, refere-se a ela como “a mulher”. Se ele fosse se referir a ela de maneira não exclusiva, como “você é uma mulher especial”, poderia causar a impressão de que existem outras mulheres especiais pelas quais ele teria se interessado. Isso poderia dar origem a alguns problemas!

Quando o povo de Israel deixou o Egito, não estava adorando a Deus com tanta devoção quanto deveria. Na verdade, muitos tinham se esquecido dEle. Devido ao longo tempo que os israelitas passaram no Egito, onde muitos deuses eram adorados, a figura de um Deus verdadeiro e exclusivo perdeu sua importância. Por isso, foi necessário ocorrer um processo por meio do qual Deus Se reapresentasse a eles. Podemos testemunhar o início desse processo, bem como os sacrifícios exigidos por ele, no decorrer do livro de Êxodo.

Um dos principais conceitos que Deus precisava imprimir na mente dos israelitas foi o fato de que somente Ele é Deus. E fez isso mostrando que era amplamente diferente de tudo o que qualquer pessoa tivesse anteriormente invocado como deus.

Ainda existem muitas pessoas, objetos e ideias que competem por nossa atenção e pela supremacia em nossa vida, os quais podem facilmente se tornar um deus. Compreender exatamente quem é Deus é essencial para direcionarmos nossa adoração a Ele. Alguns dizem que Deus é um lugar. Outros dizem que Ele é uma experiência ou um sentimento. “No coração de toda religião reside um firme compromisso de definir, de uma forma particular, quem é Deus e, portanto, de definir o propósito da vida” (Ravi Zacharias, Jesus Among Other Gods).

Nesta semana, olharemos para os primeiros registros dos filhos de Israel e nos concentraremos em como seus encontros com Deus revelam a natureza dAquele a quem nós também servimos e adoramos.

Mãos à Bíblia

1. Leia Êxodo 3:1-15. Que elementos fundamentais da verdadeira adoração podem ser vistos nesses versos?

Deus ordenou a Moisés que tirasse as sandálias, pois aquela era terra santa. O Senhor deixou clara a distinção entre Ele e Moisés. Reverência, admiração e temor são as atitudes cruciais para que possamos nos envolver na verdadeira adoração. Além disso, a mensagem do êxodo do Egito também simboliza a realidade da salvação (I Coríntios 10:1-4). Cristo veio para pagar a penalidade pelos nossos pecados e assim nos dar verdadeira libertação, a salvação simbolizada em parte pelo que o Senhor fez para Israel, ao libertar a nação do Egito.

Adam RamdinNottingham, Inglaterra


Segunda
Evidência

Um Deus em 3D

O título da lição dessa semana é impressionante! Como podemos entender quem é Deus quando a Bíblia indica que o sentido mais amplo de Sua presença é encontrado no Céu, onde não existe pecado? Deus está tão acima e tão distante de nós que logicamente não há nada que possamos fazer para aprender a Seu respeito, a menos que Ele escolha Se revelar a nós.

No livro Mere Christianity, C. S. Lewis expõe a capacidade desconhecida de Deus ao argumentar que Sua dimensão, por assim dizer, é fundamentalmente outra. É como se vivêssemos em um mundo bidimensional – capaz de compreender qualquer coisa desde uma linha até um quadrado num pedaço de papel – considerando que Ele habitasse em um mundo tridimensional, isto é, uma realidade bem mais complexa. Nosso quadrado é o Seu cubo. Podemos enxergar somente uma face, quando na realidade existem seis. Considerando Sua qualidade desconhecida, é realmente essencial compreender Deus a fim de adorá-Lo?

Quando Paulo visitou Atenas, notou que os atenienses adoravam muitos deuses, incluindo um a respeito do qual não sabiam absolutamente nada (Atos 17:23). Alguns cientistas, como Einstein*, defendem a crença numa força impessoal, a qual chamam de “deus”, que está por trás das incontestáveis maravilhas do mundo natural.

O registro do Êxodo está cheio de autorrevelações de Deus, expressas de forma ainda mais clara nos Dez Mandamentos. Ele ouviu o choro de Israel. Libertou o povo da escravidão. Mostrou-lhes Seu poder no Mar Vermelho e falou com eles no Sinai, revelando os valores de Seu reino. Ele poderia ter aceitado a adoração dos israelitas quando O viram em uma coluna de nuvem, em um fogo ardente, um forte vendaval, um vento dividindo o mar; mas Ele é muito mais que isso. Deus quer ser adorado em espírito e em verdade (João 4:23), de forma que possamos manter com Ele um relacionamento real aqui e, especialmente, na eternidade, quando nos uniremos a Ele na glória tridimensional do Céu (I Coríntios 13:12).

* Rich Deem. Did Einstein believe in a personal God? Disponível em: <http://www.godandscience.org/apologetics/einstein.html#FovJAuNxEQ6G>.

Mãos à Bíblia

2. Leia a história da primeira noite de Páscoa, em Êxodo 12:1-36. Como esses versos revelam o evangelho, que deve ser o centro de toda a nossa adoração?

A menos que fossem cobertos pelo sangue, os filhos de Israel sofreriam a perda de seus primogênitos. Para eles, o primogênito tinha privilégios e responsabilidades especiais. No Novo Testamento, Jesus foi chamado de “Primogênito” (Romanos 8:29; Colossenses 1:15, 18). Embora os primogênitos de Israel tivessem sido poupados, na realidade, Cristo, “o Primogênito”, deveria sofrer a morte simbolizada pelo sangue colocado sobre as portas das casas. Esse ato surge como poderosa representação da morte substitutiva de Jesus.

Maroria OrokoGlasgow, Escócia


Terça
Exposição

Compreendendo quem é Deus

Uma grande quantidade de temas fascinantes pode ser estudada por meio do livro de Êxodo. Vejamos alguns deles a seguir:

Deus é o único digno de adoração (Êxodo 3:1-5). Deus é digno de nossa adoração porque não existe outro como Ele. Assim, o Senhor ordenou a Moisés que removesse as sandálias para que não misturasse o mundo comum com o local sagrado em que Ele estava naquele momento. Hoje, da mesma forma, a atitude mais sábia parece ser aproximar-se de Deus de uma maneira única, sendo que Ele é o mais exclusivo Ser entre todos. Mostremos respeito onde o respeito é necessário (Eclesiastes 5:1, 2) e estejamos prontos a obedecer às orientações que Ele nos dá, pois obediência também é uma forma de adoração (Eclesiastes 12:13).

Deus é Aquele que vê e ouve (Êxodo 3:7-9). Nos dias de Abraão, quando Hagar e Ismael foram expulsos do acampamento e ficaram vagando no deserto, Deus ouviu seu clamor e lhes ofereceu Seu compassivo auxílio (Gênesis 21:16, 17).

Deus disse a Moisés que via e escutava as súplicas de Seu povo, e que pretendia fazer algo a respeito disso. Ele é o único a quem podemos recorrer a qualquer hora. Podemos crer que jamais seremos negligenciados ou não ouvidos.

Deus é o Libertador e o Redentor de Israel (Êxodo 3:8, 10-12). Deus não é um observador cósmico, que passivamente vê o Universo girando em torno de si. É o Deus que corrige os erros que acontecem. Não importa a gravidade do problema, Ele promete nos libertar da opressão, especialmente daquela causada pelos nossos pecados. Deus tem planos para libertar todos aqueles a quem o mal tem oprimido. Ele nos chama para fazer o mesmo, da melhor forma que pudermos (Isaías 58:6, 7; Amós 5:14, 15; Miquéias 6:8).

Deus é o grande “EU SOU” (Êxodo 3:13-15). “EU SOU.” Esse nome misterioso tem criado muitas conjecturas sobre seu significado. Falando de forma prática, quando se trata da nossa compreensão a respeito de quem é Deus, esse nome descreve Aquele que está presente eternamente, que nunca Se ausenta (Êxodo 33:15, 16), que jamais Se esquece das promessas que faz aos Seus filhos. Como categoricamente declarou o autor de Hebreus: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8). Sempre que precisamos, mesmo agora, Ele é fiel.

Deus é a solução para a morte (Êxodo 12:1-13, 21-30). Nesses versos, Deus prescreveu um ritual que poderíamos considerar como barbárie, uma vez que consistia em derramar o sangue de animais inocentes. Contudo, todos os que são “cobertos pelo sangue” de Cristo estão protegidos das forças do mal que tentam destruí-los (Salmos 91).

O objetivo do ritual era não só demonstrar a confiança em Deus (ao obedecer às Suas instruções, nenhuma vida era perdida), mas também prenunciar o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo (João 1:29; Apocalipse 5:6-10). É o sangue dEle que liberta o mundo das garras aparentemente inquebráveis do pecado e da morte (Hebreus 2:14, 15).

Deus nos chama para adorar (Êxodo 20:4, 5; 32:1-6). O segundo mandamento trata das penas associadas à idolatria. Êxodo 32:1-6demonstra porque isso é necessário. Quando nos esquecemos da origem de todas as bênçãos que recebemos, também nos esquecemos da verdadeira e única fonte de vida em si mesma. Ao nos esquecermos dAquele a quem adoramos, perdemos nossa identidade, uma vez que fomos feitos à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26, 27). Foi isso o que aconteceu aos israelitas no deserto e os levou a pecar contra Deus.

Deus é o doador do descanso (Êxodo 33:14). Muito frequentemente lidamos com Deus como se Ele fosse apenas mais uma pessoa a ser atendida, mais uma tarefa a ser executada. Vez ou outra, optamos até por “tirar uma folga” dEle. Contudo, a Bíblia O descreve como fonte de descanso (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11; Mateus 11:28-30). Quão tolos somos ao tentar encontrar descanso em qualquer outro lugar…!

Deus é Aquele que está oculto, Aquele que revela (Êxodo 33:12, 13, 18-23). Algumas vezes, nossa conexão com Deus é muito vaga. Ele está envolto em aparentes “nuvens escuras e espessas” (Salmos 97:2), que nos impedem de compreender Seus caminhos. “Você consegue perscrutar os mistérios de Deus? Pode sondar os limites do Todo-poderoso?” (Jó 11:7). Apesar de ter sido descrito pelo apóstolo Paulo como um Alguém “insondável” (Romanos 11:33), Deus, ainda assim, revelou Sua glória a Moisés. Ele também transmitiu a João a mensagem contida no livro do Apocalipse, que nos mostra Seu caráter revelado por meio de Jesus Cristo. Dessa forma, concluímos que também podemos conhecê-Lo; para tanto, basta estarmos prontos para ouvi-Lo.

Pense nisto

1. Considerando os versos bíblicos estudados hoje, o que mais você aprendeu a respeito Deus? 2. A leitura da Bíblia é uma das maneiras pelas quais podemos compreender melhor o caráter e as ações de Deus. De que outras formas isso é possível?

Mãos à Bíblia

No Monte Sinai, em meio a nuvens e fumaça, Deus Se revelou em terrível grandeza. A voz do Libertador proclamou os primeiros quatro mandamentos, diretamente ligados à adoração.

3. Examine Êxodo 20:1-6. Que pontos importantes sobre adoração podemos encontrar nesses versos?

Os Dez Mandamentos começam com um lembrete de Deus aos filhos de Israel, sobre sua libertação. Somente o Senhor, o Deus verdadeiro, o único Deus, poderia ter feito isso por eles.

4. Como esse contexto nos ajuda a entender melhor o que o Senhor disse em Êxodo 20:4, 5? Como podemos aplicar esse princípio em nossa vida? 

Ellen G. White escreveu: “Qualquer coisa que acariciemos e que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou seja, incompatível com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus” (Patriarcas e Profetas, p. 305)

Jerry SmithLondres, Inglaterra


Quarta
Testemunho

Uma presença eterna

“Disse Deus a Moisés: ‘EU SOU O QUE SOU. É isto o que você dirá aos israelitas: ‘EU SOU me enviou a vocês.'” (Êxodo 3:14).

“EU SOU representa uma presença eterna; passado, presente e futuro são a mesma coisa para Deus. Ele vê os mais remotos acontecimentos da História passada e o longínquo futuro com tão clara visão como vemos as coisas que ocorrem diariamente. Não sabemos o que se acha adiante de nós, e se o soubéssemos, isso não contribuiria para nosso bem eterno” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo[MM 1965], p. 12).

Devido à Sua condição eterna, Deus tem acompanhado o processo de degeneração humana ao longo das eras. O mesmo Deus zeloso, que no passado obteve de Seu povo a promessa de fidelidade e exclusividade de adoração, tem chorado ao ver Seus filhos cada vez mais distantes dEle, dedicando seu intelecto, tempo e recursos à adoração de “deuses modernos”.

“O Senhor Deus de Israel zela por Sua honra. Eu pergunto: como, então, Ele considera os habitantes deste mundo, que vivem em Sua casa, e dos Seus liberais tesouros e são providos com alimento e vestuário, mas que nunca sequer disseram ‘Obrigado’ a Ele? Esqueceram-se de Sua bondade. São exatamente como os habitantes do mundo antediluviano, que foram destruídos porque trabalhavam continuamente em oposição ao seu Criador”(The Advent Review and Sabbath Herald, 15 março de 1904).

“Que os homens adorem e sirvam ao Senhor Deus, e a Ele somente! Não permitam que o orgulho egoísta seja alimentado e se torne um deus. Não permitam que o dinheiro se torne um deus. Se a sensualidade não for mantida sob o controle dos nobres poderes da mente, a paixão regerá o ser. Qualquer coisa que seja objeto do pensamento indevido e admiração, absorvendo a mente, é um deus escolhido no lugar do Senhor. Deus é um perscrutador de corações. Ele distingue entre o serviço verdadeiro que emana do coração e a idolatria”. (Sermons and Talks, manuscrito 126, p. 185).

Mãos à Bíblia

5. Leia Êxodo 32:1-6 e responda às seguintes perguntas:

a) Que evento catalisador primeiramente abriu o caminho para essa poderosa expressão de falsa adoração? Como adventistas do sétimo dia, que lições devemos tirar disso? b) De que foi feito esse falso deus, e o que isso diz sobre quanto é infrutífero esse tipo de adoração? c) Como a adoração do bezerro de ouro se contrasta com a adoração ao Senhor?

Quando eles adoraram o verdadeiro Deus, o fizeram com humildade e reverência. Mas, adorando o bezerro de ouro, se comportaram como animais. Eles “trocaram a Glória deles pela imagem de um boi” (Sl 106:19, 20, NVI). Parece ser um princípio da natureza humana que nós não subimos mais alto do que aquilo que adoramos e reverenciamos

Ruth ReiderMilton Keynes, Inglaterra


Quinta
Aplicação

Pisando em solo sagrado

Conhecer o Deus a quem servimos é uma parte vital de nossa adoração. Quando nos achegamos diante de Sua presença por meio da oração, da comunhão em uma igreja, do contato com a natureza, da privacidade do nosso lar ou mesmo do silêncio, em meio aos nossos pensamentos, existem alguns elementos principais que nos levam a uma atitude de adoração:

Reconhecer que Deus é Espírito (I Coríntios 15:45). A Bíblia nos diz que Deus é Espírito. Não podemos alcançá-Lo, tocá-Lo ou vê-Lo, como fazemos uns com os outros. Nós O vemos com “olhos mentais” e O reconhecemos em nosso coração. Dessa forma, nós O adoramos em espírito e em verdade (João 4:23; Filipenses 3:3). A adoração vai além do físico. Adorar é muito mais do que curvar a cabeça, colocar os joelhos no chão, juntar as mãos, ou mesmo cantar louvores a Ele. É enxergá-Lo com visão espiritual, reconhecendo que Ele é real e acreditando que Ele está conosco.

Reconhecer que Deus é santo (Êxodo 3:5). Assisti a um programa de televisão no qual um homem segurava um copo de vinho enquanto falava com Deus. Ao terminar, tomou um gole. Estou certo de que os produtores daquele programa pretendiam evidenciar a irreverência daquele homem. Quão frequentemente agimos como ele, entrando na presença de Deus sem dar a devida importância à Sua santidade?

Enquanto Moisés cuidava do rebanho de seu sogro, aproximou-se de um arbusto em chamas que não se queimava. Deus disse a ele, do meio do arbusto: “Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa!” (Êx 3:1-6). Sempre que nos aproximamos de Deus, pisamos em terra santa. Quando reconhecemos Sua santidade, tornamo-nos humildes e submissos, cuidadosos quanto aos nossos atos, pensamentos e palavras.

Lembrar-se de que Ele é Deus (Êxodo 32:1-6; Salmos 100:3). Logo após sua saída do Egito, o povo de Israel acampou próximo ao Monte Sinai, enquanto Moisés foi à montanha para falar com Deus. A prolongada ausência de Moisés levou os israelitas a temer um possível abandono. Pareciam ter se esquecido do Deus que os havia libertado e, para substituí-Lo, fizeram um deus de ouro, em forma de bezerro. Nós também corremos o risco de conceder a outros “deuses” o lugar que só Deus deveria ocupar em nossa vida. Lembremo-nos de que Ele é o único que merece nossa adoração e louvor.

Mãos à Bíblia

6. Leia Êxodo 33:12-23. Por que Moisés pediu que Deus lhe mostrasse Sua glória? O que Moisés queria conhecer? Por que ele acreditava que necessitava dessas coisas?

O desejo de Moisés de ver a glória de Deus não era curiosidade nem presunção. Ele disse ao Senhor que desejava “conhecê-Lo”. Apesar de tudo que o Senhor havia realizado, Moisés ainda sentia as próprias necessidades e fraquezas. Assim, queria andar mais perto do Senhor. Ele desejava conhecer melhor o Deus de quem era tão dependente. Sendo assim, vemos que Deus deve ser o assunto da adoração. Precisamos nos empenhar em conhecer mais sobre Ele e Seu “caminho”, com humildade, fé e submissão (Êxodo 33:13)

Ann StewartSilver Spring, EUA


Sexta
Opinião

Adorando até o fim

No Velho Testamento, constantemente encontramos a frase “os israelitas pecaram contra o Senhor”. Eu costumava pensar que, se tivesse vivido naquela época, teria sido mais fiel. Mas, conforme leio a Bíblia e observo nosso mundo pós-moderno, mais e mais me convenço de que temos muito em comum com o povo de Israel.

Que tal pensarmos em algumas razões pelas quais nos afastamos de Deus com tanta frequência? A primeira delas poderia ser nossa falta de paciência. Não gostamos de esperar e rapidamente nos esquecemos do que Deus fez por nós. Esquecemos que Seus caminhos e pensamentos não são os nossos. Quando Ele demora um pouco para responder nossos pedidos, não significa que Ele Se esqueceu de nós, mas sim que Sua divina onisciência direciona Suas ações ao tempo mais adequado. Quando Ele faz algo por nós, em vez de sermos gratos, frequentemente nos esquecemos de Sua magnitude e começamos a reclamar.

Outra razão para nosso afastamento frequente de Deus é o fato de que somos facilmente distraídos. Um exemplo perfeito disso: quando alguém chega à igreja atrasado ou trajando uma roupa inapropriada, gastamos tempo analisando seus “erros”. Isso acontece porque, naquele instante, deixamos de contemplar o nosso amorável Salvador.

Nossas dúvidas a respeito de quem é Deus também podem nos distanciar dEle. Assim como no caso dos israelitas, em lugar de amarmos a Deus, é possível que estejamos apenas preocupados em seguir a lei “ao pé da letra” em vez de buscar a compreensão a respeito do espírito da lei. Agindo por mera formalidade, sem entendimento, ficamos cansados de Deus, pensando que Ele está pronto para nos punir quando escorregamos.

Quão errados estamos! Desde o início até o fim da Bíblia, encontramos um Deus amoroso, bondoso, paciente, tolerante. Nenhum outro deus pode tomar Seu lugar! Nenhum outro deus pode fazer o que Ele fez e fará!

Deus não é maravilhoso? Por que, então, desejaríamos outros deuses ou deles precisaríamos? Nossa adoração não deve ser oferecida a ninguém mais, exceto a Cristo!

De hoje em diante, que nossa canção seja, para sempre:

“Santo, santo, santo! Deus onipotente! […] Eras e sempre hás de ser, Senhor” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 18).

Mãos à obra

1. Leia as promessas encontradas em Deuteronômio 31:6, Isaías 40:31, João 14:27, II Coríntios 1:3-4 e Filipenses 4:19. Sublinhe as razões que pelas quais Deus é digno de nossa adoração. 2. Caminhe na natureza e observe a marca de Deus, “O Grande Eu Sou,” no que você vê. 3. Avalie a frequência com que seus pensamentos se voltam para Deus. Compare esses resultados com o tempo dispensado a outras coisas que absorvem sua mente. 4. Dramatize Apocalipse 14:6-13. Dedique especial atenção à forma de adoração praticada pelos anjos. 5. Levante-se de madrugada e medite em Isaías 46:9-11.

MaureenGathariaBanbridge,Irlanda do Norte