Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 01 – Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores

Comentários do Prof. Sikberto Renaldo Marks


Texto Central: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus”. (Gênesis 28:16 e 17)


Sábado à tarde
Introdução

Não restam dúvidas, estamos no final do fim dos tempos. A sociedade está se comportando de um modo estranho. A família e a moral estão perdendo importância, e tudo o que é reprovável está recebendo proteção legal. O que é certo está sendo depreciado, mas o que é errado está sendo exaltado, e os legisladores estão legalizando. A vontade de DEUS, o amor que DEUS instituiu, está sendo, no mínimo, banalizado, mas em grande parte, está sendo desconsiderado ou combatido e ridicularizado. A vontade de DEUS está sendo banida do coração dos seres humanos, com apoio dos governantes.

Em meio a esse caos social e moral, DEUS manterá (já está fazendo isso) um grupo de pessoas fiéis a Ele, que permanecerão em pé diante dos homens e de DEUS, firmes e obedientes à vontade do Criador. DEUS tem homens, mulheres, crianças e idosos, prontos, preparados, decididos a tudo, mesmo que seja à morte, e que não abrem possibilidade de se renderem aos poderes do mundo. São pessoas que, tal qual é sua crença também é o seu pensamento e procedimento. Com a força que recebem do alto, porque pedem, não há ser humano nem demônio que os possa subverter.Não há propaganda, nem poderes da televisão, nem atrativos sedutores de vaidade que os possa vencer. Há um grupo de santos e fiéis servos de DEUS dentro da IASD, e outro grupo de santos e fiéis servos de DEUS, ainda em babilônia. O primeiro grupo está agora mesmo sendo qualificado por DEUS para ir ao mundo e buscar o outro grupo. E se unirão numa mesma fé. É então que babilônia cai, ou seja, cai a casa de satanás. E nesse processo de busca dos santos que ainda estão em babilônia, a questão fundamental a ser debatida é a adoração.

Dentro de babilônia, há algum tempo, DEUS está agindo por meio de seu ESPÍRITO SANTO, e preparando pessoas sinceras, que se levantarão ao lado daquelas que nesse momento já estão sendo preparadas na IASD, e, quando vier o decreto dominical, ou seja, quando a grande controvérsia iniciar, esse grupo ainda em babilônia, perfeitamente preparado, se unirá ao que já está na igreja de CRISTO, e concluirão a obra que hoje ainda está bem lenta. Esse é o Alto Clamor. E a questão fundamental será sobre a adoração.

Por isso, aqueles privilegiados que já estão na igreja de CRISTO, a que guarda os mandamentos e tem a fé de JESUS (Apocalipse 14:12), esses devem ter em alta conta o lugar de adoração, a igreja que frequentam – para que não aconteça como a Jacó – estando dentro da igreja, se comportando como em um lugar qualquer, e nem se dando conta de quem mais está ali. E mais: é alto tempo de sabermos como Moisés, que onde nós estivermos, ali é terra santa. É que DEUS também está ali, ou seja, onde estiver um filho Seu, ali estará também o Criador dessa pessoa. Portanto, nós devemos a todo momento viver como estando na presença de DEUS, pelo fato de que, realmente, assim é.


Primeiro dia
Adoração no Éden
(Gênesis 3:1-13)

“Adão e Eva asseguraram aos anjos que nunca transgrediriam o expresso mandamento de Deus, pois era seu mais elevado prazer fazer a Sua vontade. Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden…” (História da redenção, 24).

“O jardim do Éden, lar de nossos primeiros pais, era extremamente belo. Graciosos arbustos e flores delicadas deleitavam os olhos a cada passo. Havia ali árvores de toda espécie, muitas delas carregadas de frutos fragrantes e deliciosos. Em seus galhos, trinavam os pássaros seus hinos de louvor. Adão e Eva, em sua pureza imaculada, deleitavam-se no que viam e ouviam no Éden” (Conselhos Sobre Saúde, 266).

“O santo par foi colocado no Paraíso e cercado com tudo o que era agradável aos olhos e bom para alimento. Um belo jardim fora para eles plantado no Éden. Nele havia majestosas árvores de toda espécie, tudo o que podia servir para consumo ou ornamento. Flores de rara beleza, e de todo matiz e coloração, perfumavam o ar. Alegres cantores de variada plumagem entoavam jubilosos cantos de louvor ao Criador” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, p. 20).

“Adão estava cercado por tudo aquilo que desejava o seu coração. Todo o seu desejo era satisfeito. Não havia pecado nem sinais de decadência no glorioso Éden. Anjos de Deus conversavam livre e amorosamente com o santo par. Felizes pássaros canoros entoavam livres e regurgitantes seus cânticos de louvor ao Criador. Os animais pacíficos, em feliz inocência, brincavam ao redor de Adão e Eva, obedientes a sua palavra. Adão estava na sua perfeição de varonilidade, a obra mais nobre do Criador. Era a imagem de Deus, um pouco menor do que os anjos” (No Deserto da Tentação, 39).

“Dez mil vozes da natureza falam em Seu louvor. Na terra, no ar e céu, com suas maravilhosas tintas e colorações variantes de magnífico contraste ou levemente confundidas em harmonia, observamos Sua glória. As eternas montanhas dizem-nos de Seu poder. As árvores agitam suas verdejantes copas à luz do Sol, e apontam para seu Criador. As flores que embelezam a Terra com sua beleza, segredam-nos recordações do Éden e fazem-nos desejar suas belezas indescritíveis. A verde relva que atapeta a terra fala-nos do cuidado de Deus pela mais humilde de Suas criaturas. As cavernas do mar e os abismos da terra revelam Seus tesouros. Aquele que colocou as pérolas no oceano e a ametista e o crisólito nas rochas, é um amante do belo. O Sol que brilha no firmamento é um representante de Deus, o qual é a luz e a vida de tudo que criou. Toda luz e beleza que adornam a Terra e iluminam em cima os Céus falam de Deus” (Minha Consagração Hoje, MM, 1989 e 1953, p. 175).

Nas citações acima estão alguns vislumbres de como deveria ser boa a vida no Jardim do Éden. O louvor era constante, por meio dos pássaros, das flores e das cores; tudo lindo, harmonioso e atraente. A qualquer momento, vindo os anjos, e conversando com o casal, se entusiasmavam e já entoavam algum hino em louvor ao Criador. Nisso uniam-se as vozes de humanos, anjos, pássaros e outros animais, bem como a suave brisa e toda a criação. E era no sétimo dia que o louvor a DEUS se exaltava em máxima magnitude. Quantas e quantas vezes ali estava o próprio Criador, participando do louvor.

Vamos ainda dar uma olhada no louvor no Céu, antes de Lúcifer ter pecado. “A hora dos alegres e felizes cânticos de louvor a Deus e Seu amado Filho chegara. Satanás tinha dirigido o coro celestial. Tinha ferido a primeira nota; então todo o exército angelical havia-se unido a ele, e gloriosos acordes musicais haviam ressoado através do Céu em honra a Deus e Seu amado Filho” (História da Redenção, 25).

“Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. Era a alegria da hoste celestial cumprir o propósito do Criador. Deleitavam-se em refletir a Sua glória, e patentear o Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias celestiais” (Patriarcas e Profetas, 35).

“O Céu todo se regozijava com refletir a glória do Criador e celebrar o Seu louvor. E, enquanto Deus assim fora honrado, tudo era paz e alegria” (O Grande Conflito, 494).

Dá dor no coração imaginar como era a vida nesses lugares, no Céu e no Éden, em contraste com a que vivemos aqui na Terra. Tudo no Céu e no Éden era motivo de louvor a DEUS, a qualquer momento. Em nossa vida, em todos os momentos, devemos ao menos ensaiar sermos gratos a DEUS.


Segunda
Adoração Fora do Éden
(Gênesis 4:1-7)

Fora do Éden, imediatamente desenvolveu-se o conflito sobre adoração, entre os seres humanos. E foi com os dois filhos de Adão e Eva. Se fosse entre netos, ou bisnetos, teria demorado um pouco mais de tempo para se desencadear esse tipo de conflito; mas não, começou com os dois filhos. E resultou em morte. É muito parecido com o que se sucedeu ao longo da história da humanidade, e com o que ainda será no final dessa história. Uma grande intensidade de conflito por adoração ocorreu durante a Idade Média, entre a Igreja Católica e qualquer outra forma de adoração, que não era tolerada. Quem fosse adorar de modo diferente, principalmente se respeitasse a Bíblia, era punido com a morte cruel. Uma igreja se fazendo como se fosse DEUS. Enquanto a lei de DEUS pune com a morte a transgressão à adoração verdadeira, satanás resolveu fazer o mesmo, porém, em relação à adoração falsa. Ele quer ser DEUS, e procura agir como DEUS, porém, às avessas, punindo quem adora como DEUS estabeleceu. Assim será em breves dias, não vai levar tempo. É uma questão de bem poucos anos; bem poucos!

Podemos facilmente perceber que, desde cedo, satanás buscava impor o seu modo de adoração. Qualquer coisa que desagrada a DEUS, para satanás já serve. Por exemplo, um louvor barulhento, gritado, com ritmo mundano, isso flagrantemente desagrada a DEUS. Portanto, é isso que satanás está tentando colocar dentro de nossa igreja, e está obtendo êxito. Há muitas pessoas, não são poucas, que estão verdadeiramente seduzidas por satanás para impor adoração desvirtuada na Igreja Adventista do Sétimo Dia. É preciso ler nosso manual, para minimamente saber o que é correto. Mas enfim, estamos às portas da sacudidura, portanto, na iminência de uma purificação que vai ser realizada pelo Senhor da Obra, pois, nesses dias, em todos os lugares, cada um quer fazer segundo acha mais reto, segundo a sua lei e norma, não segundo “está escrito” ou segundo a vontade de DEUS. Porém, “eu e minha casa seguiremos ao Senhor”.

Mas esse problema não é de agora. Vem de bem perto do Éden. Vem dos filhos do primeiro casal, que foi criado por DEUS.

Abel trouxe uma oferta segundo a orientação de DEUS. Essa orientação havia, pois se DEUS não tivesse dito, como é que Ele iria censurar Caim, e aprovar Abel? Abel trouxe um animalzinho para ser oferecido sobre um altar; Caim trouxe dos frutos da terra, de seu cultivo, para ser oferecido sobre um altar. Abel fez o sacrifício com sangue, que representa a morte de JESUS por nós para sermos salvos. Já a oferta de Caim, que não pode ser chamada de sacrifício, pois isso não aconteceu, por não verter sangue, é evidente que representa a idéia de salvação pelas obras. Essa oferta não aponta para JESUS e Sua morte, ela aponta para o autor da oferta, pois ele escolhe o que quer, não o que foi determinado pelo próprio Salvador. Caim fez semelhante coisa que fizeram seus pais logo após se darem conta de que se tornaram mortais. Eles, à sua maneira, decidiram tentar resolver a questão da nudez se cobrindo com folhas de figueira. Isso era símbolo da justiça própria, da busca de solução pelas obras, mas DEUS logo tratou de fazê-los entender que, sem sangue, sem morte, não haveria solução, e teve que ser morto ao menos um cordeiro para dele fazer roupas e cobrir a vergonha resultante do pecado que cometeram. Abel não escolheu, ele obedeceu e fez segundo a vontade do Salvador; mas Caim escolheu segundo ele queria, e não obedeceu, portanto, ele fez conforme seu modo de entender, de achar que estava certo. É assim que muitos hoje adoram a DEUS, não segundo a vontade de DEUS, mas segundo a vontade própria. E pensam assim: DEUS entende, Ele é amor, ele aceita tudo sempre. Mas a história está para provar o contrário, e o final da história fará o mesmo, surpreendendo a muitos adoradores descuidados e até desleixados.

E qual foi a exortação dada a Caim? Se ele procede mal, isto é, se desobedece, já o pecado está bem diante dele, pronto para o afundar na miséria e na morte eterna. Portanto, a mais ninguém, senão ele mesmo, e cada um por si, cumpre dominar o pecado, antes que se torne tão grande que passe a ser seu senhor em lugar do Salvador.


Terça
Duas Classes de Adoradores
(Gênesis 4:25-26; Gênesis 6:1-8; Gênesis 8:20)

Desde que Caim se tornou adorador rebelde, sempre houve duas classes de adoradores, e só duas. Bem no final essas duas classes se explicitarão de modo bem distinto. Por enquanto há adoradores adorando de modo errado, mas não sabem. Esses, por enquanto, estão perdoados, se a eles não chegar a verdade sobre a adoração. Mas no final, quando a Igreja Adventista do Sétimo Dia tiver pregado o Alto Clamor, então todas as pessoas saberão sobre esse assunto o suficiente para tomar uma decisão consciente, e em seguida se fecha a porta da graça, e bem logo JESUS retorna.

No mundo antigo dos antediluvianos, a raça humana se dividiu em dois grupos: os que seguiram a influência de Caim, e os que seguiram a de Abel, e mais fortemente a partir de Enos, filho de Sete, filho de Adão e Eva. A partir de Enos se fortaleceu a distância entre os dois grupos, pois alguns passaram a invocar o nome do Senhor. “E a Sete mesmo também nasceu um filho: e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor.” Gênesis 4:26. Os fiéis haviam antes adorado a Deus; mas, como aumentassem os homens, a distinção entre as duas classes se tornou mais assinalada. Havia uma franca profissão de fidelidade para com Deus por parte de uma, assim como de desdém e desobediência havia por parte da outra” (Patriarcas e Profetas, 80).

Adão e Eva continuaram a guardar o sábado após expulsos do jardim, mas Caim passou a guardar outro dia e a praticar outra forma de adoração. Nele se iniciou o grupo dos que hoje desrespeitam o sábado. “Antes da queda, nossos primeiros pais tinham guardado o sábado, que fora instituído no Éden; e depois de sua expulsão do Paraíso continuaram sua observância. Haviam provado os amargos frutos da desobediência, e aprenderam o que todos os que pisam os mandamentos de Deus mais cedo ou mais tarde aprenderão: que os preceitos divinos são sagrados e imutáveis e que a pena da transgressão certamente será infligida. O sábado foi honrado por todos os filhos de Adão que permaneceram fiéis para com Deus. Mas Caim e seus descendentes não respeitaram o dia em que Deus repousara. Escolheram o seu próprio tempo para o trabalho e para o descanso, sem consideração para com o mandado expresso de Jeová” (Patriarcas e Profetas, 80 e 81).

“Recebendo a maldição de Deus, Caim se retirou da casa do pai. Escolheu a princípio para si a ocupação de cultivador do solo, e então fundou uma cidade, chamando-a pelo nome de seu filho mais velho. (Gênesis 4:17.) Saíra da presença do Senhor, rejeitara a promessa do Éden restaurado, a fim de buscar suas posses e alegrias na Terra sob a maldição do pecado, ficando assim à frente daquela grande classe de homens que adoram o deus deste mundo. No que diz respeito aos meros progressos terrestres e materiais, distinguiram-se os seus descendentes. Não tomavam, porém, em consideração a Deus, e estavam em oposição aos Seus propósitos em relação ao homem. Ao crime de assassínio, para o qual Caim abrira o caminho, Lameque, o quinto descendente, acrescentou a poligamia e, desafiador jactancioso, reconhecia a Deus apenas para inferir da vingança sobre Caim a certeza para a sua própria segurança. Abel levara vida pastoral, habitando em tendas ou barracas, e os descendentes de Sete seguiram o mesmo método de vida, considerando-se “estrangeiros e peregrinos na Terra”, a buscar uma pátria “melhor, isto é, a celestial”. Hebreus 11:13 e 16.

“Por algum tempo as duas classes permaneceram separadas. A descendência de Caim, espalhando-se do lugar em que a princípio se estabeleceu, dispersou-se pelas planícies e vales onde os filhos de Sete haviam habitado; e os últimos, para escaparem de sua influência contaminadora, retiraram-se para as montanhas, e ali fizeram sua morada. Enquanto durou esta separação, mantiveram em sua pureza o culto a Deus. Mas com o correr do tempo arriscaram-se pouco a pouco a misturar-se com os habitantes dos vales. Esta associação produziu os piores resultados. “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas.” Gênesis 6:2. Os filhos de Sete, atraídos pela beleza das filhas dos descendentes de Caim, desagradaram ao Senhor casando-se com elas. Muitos dos adoradores de Deus foram seduzidos ao pecado pelos engodos que constantemente estavam agora diante deles, e perderam seu caráter peculiar e santo. Misturando-se com os depravados, tornaram-se semelhantes a eles, no espírito e nas ações; as restrições do sétimo mandamento eram desatendidas, “e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Os filhos de Sete “entraram pelo caminho de Caim” (Judas 11); fixaram a mente na prosperidade e alegrias mundanas, e negligenciaram os mandamentos do Senhor. Os homens “se não importaram de ter conhecimento de Deus”; “em seus discursos se desvaneceram, e seu coração insensato se obscureceu”. Por isso “Deus os entregou a um sentimento perverso”. Romanos 1:21 e 28. O pecado propagou-se largamente na Terra como uma lepra mortal” (Patriarcas e Profetas, 81 e 82).

A partir da ganância pela prosperidade material, e a partir da sensualidade sexual, os filhos de DEUS, que eram os seguidores do exemplo de Abel, se misturaram, aos poucos, com os filhos dos homens, os seguidores de Caim. Assim também foram introduzindo o mundanismo e sensualidade em seu culto. A isso acrescentaram poligamia, violência e lutas por posse de bens, como as guerras atuais. Tornaram-se corrompidos, briguentos, imorais e indiferentes com DEUS. Embora continuassem a praticar culto, já não era mais a DEUS, nem guardavam o sábado.

Adão conviveu com seus descendentes até a nona geração. Ele esforçava-se ao trabalho missionário de ensiná-los os caminhos de DEUS, mas poucos lhe davam ouvidos. E quando aqueles poucos misturaram a sua cultura de santidade com a cultura dos filhos dos homens, o desastre foi tão grande que DEUS teve duas alternativas: ou deixava que a humanidade se desviasse toda dos Seus caminhos e se extinguisse, e então JESUS jamais viria aqui para morrer pelos seres humanos, ou, destruiria os maus, o que fez por meio do dilúvio.

Em nossos dias, outra vez, há um estranho entusiasmo por introduzir a cultura do mundo na igreja, sob o pretexto de assim ganhar almas. Esse não é o caminho, a história o prova, e Ellen White adverte: “Levá-los-emos então a concluir que as reivindicações de Cristo são menos estritas do que uma vez creram, e que pela conformação com o mundo exercerão maior influência sobre os mundanos. Assim se separarão de Cristo; então não terão forças para resistir ao nosso poder, e dentro de pouco tempo estarão prontos para ridicularizar o seu antigo zelo e devoção” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 474).

Noé, em seu tempo, era um dos filhos de DEUS. E nos dias de entrar na arca, esse grupo de pessoas, verdadeiras adoradoras a DEUS, se resumia à família de Noé, e mais ninguém. Uma arca para entrar uma pequena multidão de pessoas foi ocupada por apenas oito.


Quarta
A Fé Demonstrada por Abraão
(Gênesis 12:1-8; Gênesis 22:1-18)

A adoração sempre teve dois motivos: um, que foca no “eu“, e outro que foca em DEUS, e na nossa situação, na morte salvadora de CRISTO e em Sua segunda vinda. “Esta esperança de redenção por meio do advento do Filho de Deus como Salvador e Rei, jamais se extinguiu no coração dos homens. Desde o início tem havido alguns cuja fé tem alcançado além das sombras do presente penetrando as realidades do futuro. Adão, Sete, Enoque, Matusalém, Noé, Sem, Abraão, Isaque, e Jacó – por meio destes e outros homens dignos o Senhor tem preservado as preciosas revelações de Sua vontade. Assim foi que aos filhos de Israel, povo escolhido por cujo intermédio devia ser dado ao mundo o Messias prometido, Deus partilhou o conhecimento dos reclamos de Sua lei, e da salvação a ser realizada graças ao sacrifício expiatório do Seu amado Filho” (Profetas e Reis, 681-683). A linha de sucessão da manutenção da chama da verdadeira adoração nunca se apagou, e ela nos alcançou, e chegou até ao povo do advento que a está proclamando em voz cada vez mais elevada.

Abraão recebeu uma ordem de DEUS. Em seu tempo, outra vez a raça humana estava se corrompendo e adorando de forma errada. Estavam inventando ídolos para adorar. Queriam muitos deles. Desse modo, quem governava a adoração não era mais DEUS, e sim, algum espertinho com seus sacerdotes, que ambicionava poder sobre o povo. Até hoje é assim. E como, atualmente, há pastores espertos se enchendo de dinheiro, sendo vistos como homens poderosos (o que eles querem) pelo mundo afora. Desde uns tempos para cá, descobriram a televisão, e ali seus enganos atingem milhões de pessoas incautas, que não examinam, por si, a palavra de DEUS. São pessoas que facilmente se deixam enganar pelos já anunciados sinais e maravilhas de satanás dos últimos dias. E aí estão eles, ao vivo e à cores. Parecem vindos de DEUS, mas são astutos e poderosos enganos de satanás.

Quando DEUS falou com Abrão para sair dentre seus parentes, porque já eram idólatras, isso foi uma providência para salvar a família de Abrão dessa sedutora influência. Por certo, se DEUS não agisse assim, o filho, ou filhos de Abrão também já seriam idólatras. E tem mais: DEUS intentou não só salvar essa família (naqueles tempos não eram os únicos fiéis a DEUS), mas torná-la uma nação de adoradores ao Criador, e uma influência (bênção) sobre o restante do mundo. DEUS desejava para essa nação o mesmo que deseja para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, sucessora daquele povo.

Abrão foi submetido a três grandes provas de fé (ouve outras menores). A primeira foi ele obedecer separando-se de seus parentes, onde já estava confortavelmente instalado e enriquecendo materialmente. Ele deveria ir para um lugar estranho, onde os descendentes não eram de Sem, filho de Noé do qual descendia Abrão, mas iria morar com os descendentes de Cam, outro filho de Noé. Estes se corromperam bem mais que os descendentes de Sem, e DEUS intentava eliminá-los, e em seu lugar, estabelecer a descendência de Abrão. Mas tudo aconteceria a seu tempo. Antes do juízo sobre os camitas, eles deveriam observar a santidade e fidelidade de Abrão, e quem sabe, voltarem-se a DEUS. Enfim, era uma oportunidade.

DEUS teve que esperar por bom tempo para que Isaque nascesse, pois havia uma espécie de cronograma para que a nação santa tivesse o tamanho exato em relação aos acontecimentos do futuro. Nisso Abrão também foi provado, pois a promessa levou 25 anos para que se cumprisse, ou seja, o nascimento de Isaque. E com esse filho, que era o único, Abrão foi submetido a terceira provação, a mais severa. A terceira prova de fé foi uma ordem para que Abrão sacrificasse a Isaque, como se fazia com os animais. Isso muitos pagãos idólatras faziam, e agora DEUS pede que o filho da promessa seja sacrificado. Abrão havia aprendido a confiar em DEUS, e quando Isaque indagou a respeito do cordeiro para o sacrifício ele deu a resposta da fé: “DEUS proverá“. Mas ele ainda não sabia como. E foi em frente, caminhando ao lado dessa prova durante três dias.

Abrão sentiu o que DEUS Pai também sentiu em entregar o Seu Filho único. No momento exato, no último instante, eis que JESUS CRISTO, por meio do simbólico cordeiro, aparece para salvar a vida de Isaque. E Abrão foi considerado um homem de fé.

A vitória do ser humano só pode ser por meio da fé, porque quem lutou e venceu foi JESUS CRISTO, e nós, que não temos capacidade nem de nos defender de satanás sem força externa, temos que confiar em JESUS, e nos apoderar de Sua vitória crendo nEle.


Quinta
Betel, a Casa de Deus
(Gênesis 28:10-22)

Caim e Abel, respectivamente o mais velho e o mais novo filhos do primeiro casal, tornaram-se representante de duas classes de adoradores em confronto. Esaú e Jacó, respectivamente o mais velho e o mais novo filhos do segundo casal de patriarcas, dos quais deveria vir o povo de DEUS, tornaram-se igualmente representantes de duas classes de adoradores em confronto. Toda vez que DEUS quer fazer algo muito significativo pela salvação da humanidade, satanás ataca com força máxima, e consegue fazer seus estragos. Cuidemos nesses últimos dias, pois DEUS está aprontando nesse momento a Sua igreja para dar ao mundo a última mensagem do Alto Clamor de Apocalipse 18:4. O inimigo, portanto, está atento, e tem pronto um arsenal de atos contra a igreja, contra seus pastores e contra seus membros. Consagração diária é mais que necessária hoje, como nunca antes tem sido.

Jacó, que queria a primogenitura para ser servo de DEUS, naqueles dias não confiava ainda inteiramente em DEUS. Então ele tratou de participar do plano de sua mãe para que o prometido por DEUS desse certo. Já sabiam que a primogenitura deveria ir para Jacó. Mas o seu pai a queria dar a Esaú, seu filho preferido. Isaque também estava criando problemas ao não dar ouvidos ao que DEUS já havia revelado. Aliás, se você for analisar bem, nessa família todos estavam atrapalhando os planos de DEUS, que no entanto, se cumpriram como foram anunciados. DEUS executa os Seus planos independente do que faça o homem; portanto, confie e participe do modo certo, e não atrapalhe, pois não vai evitar esses planos. Quem tenta ajudar os planos de DEUS pelo modo errado, portanto, que atrapalha, o que pode conseguir é problemas para si mesmo, como foi com Jacó.

Devido à ação desastrosa dos seres humanos, Jacó teve que fugir. Na fuga, na segunda noite em que estava longe de casa, sentindo-se só, durante o sono teve o sonho da escada que ligava aquele lugar ao Céu, e subiam e desciam anjos por ela. Então DEUS falou com Jacó, e lhe deu a promessa que estaria com ele em suas jornadas. Jacó acordou e percebeu do que se tratava. Ali mesmo adorou a DEUS, erigiu uma singela coluna com a pedra que lhe servira de travesseiro, e prometeu fidelidade em tudo, inclusive nos dízimos. Por aquele lugar, vinte anos depois, ele voltava, com uma família, filhos e muita riqueza. Jacó cumpriu o prometido e DEUS também. Foi na crise que Jacó tomou a decisão certa, e por isso DEUS continuou com ele em todos os seus dias. Na crise alguns decidem certo, mas muitos pioram a sua situação. De Jacó DEUS fez uma grande nação, de onde veio ao mundo o Senhor JESUS CRISTO, e nos trouxe a salvação. Essa nação, atualmente os judeus, existe ainda, e dentre eles, muitos se salvarão, como também se salvarão muitos vindos de todas as igrejas ao redor do planeta. Muitos judeus, fiéis e sinceros, ratificarão a santificação do sábado e crerão no Messias que veio dentre eles, e O aguardarão nas nuvens do Céu, juntamente com o povo adventista. Esses formarão um só povo.


Aplicação do estudo
Sexta-feira, dia da preparação para o santo Sábado:

Como entender o voto de Jacó, em Betel, observando que Betel quer literalmente dizer “casa de DEUS”? É o lugar em que Jacó foi dormir e teve aquele sonho da escada. Anteriormente a cidade dali perto se chamava Luz, mas mudou para Betel porque Jacó sentiu a presença de DEUS.

O homem fugia de seu irmão Esaú, e estava atormentado com isso. Só, caminhando, tendo perdido tudo, mas com a primogenitura recebida, fugia, e isso o deixava em extremo abatido. Agora se sentia sozinho entre as feras da noite. Mas descobriu que não estava só: alguém mais que um ser humano o acompanhava. E quando Jacó soube disso, tanto se alegrou que fez um voto de ser fiel a DEUS em tudo. Daquele dia em diante, Jacó foi seguro em frente, com a certeza de que tinha a proteção de um ser superior, de seu Criador.

“Há uma ligação entre a Terra e o Céu por meio de Cristo, a escada mística que Jacó viu na sua visão em Betel. Quando estávamos separados de Deus, Cristo veio reconciliar-nos com o Pai. Com compassivo amor, pôs o Seu braço humano em volta da raça decaída, e com o braço divino apegou-Se ao trono do Infinito, ligando assim o homem finito com o Deus infinito; por meio do plano da salvação somos unidos com os agentes do Céu. Por meio dos méritos de um Redentor crucificado e ressurreto, podemos olhar para cima e ver a glória de Deus brilhando do Céu para a Terra. Devemos ser gratos a Deus pelo plano da salvação. Temos sido agraciados com muitas bênçãos, e, em troca, devemos dar a Deus um coração não dividido” (Exaltai-O, MM, 1992, p. 240).


Sikberto Renaldo Marks é professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)


Fonte: http://www.cristovoltara.com.br


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