Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 01 – Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores

Comentários do Pr. Otoniel Tavares de Carvalho


Texto Central: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus”. (Gênesis 28:16 e 17)

Leitura Bíblica da Semana: Gênesis 3:1 a 13; 4:1 a 4; 6:1 a 8; 12:1 a 8; 22:1 a 18; 28:10 a 22; Tito 1:2.


Introdução

Estamos iniciando um novo trimestre de estudos das lições da Escola Sabatina. Até ao final de setembro estaremos estudando sobre ADORAÇÃO. Um tema muito importante para a vida espiritual de todos os seres humanos. O anjo de Apocalipse 19 aconselhou ao apóstolo João: “ADORA A DEUS” Ap 19:10, grifo nosso. E como se deve adorar “a Deus”? Jesus responde esta pergunta: “…Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” João 4:23, negritos nossos. Logo, somente IAVÉ, o Deus Único e Eterno, deve ser adorado: “Não terás outros deuses diante de mim”, diz IAVÉ (Êxodo 20:3). Jesus disse a Satanás, citando Deuteronômio 6:13: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto” Lucas 4:8.

Neste assunto de adoração, pelo menos três filosofias de adoração são destacadas:

  • Os que adoram somente a Deus, em espírito e em verdade;
  • Os que dizem adorar a Deus, mas não O adoram em espírito e em verdade, pois lhe prestam uma adoração superficial, formal e externa, sem comprometimento;
  • Os que se recusam abertamente a adorar a Deus, preferindo cultuar Buda, Maomé, a Natureza, duendes, ídolos, espíritos, Satanás, Confúcio, o Dalai Lama, o Papa, etc.

E você, amigo leitor, a quem adora? O que adora? E como adora? Estude a lição 1 e tire suas próprias conclusões.


Domingo
Adoração no Éden
(Gênesis 1; Gênesis 2:1-3; Gênesis 3:1-13)

Adão e Eva foram criados por Deus para viverem em contínuo processo de adoração e culto a IAVÉ, o Deus Criador. Foram criados como seres inteligentes, habilitados a aprender pelas observações que faziam da Natureza criada, e através dos ensinos que recebiam de Deus e dos anjos que os visitavam. Havia entre Adão e Eva e o Criador deles um perfeito e total relacionamento, com base na confiança mútua. Eles sabiam que o Deus que os criara buscava sempre a felicidade e o bem-estar deles. Então, Adão e Eva louvavam a Deus por Suas obras magníficas, e pelo cuidado diário que o Senhor Deus lhes dispensava. Eles conviviam com animais, árvores, rios e os astros celestes, tais como Sol, Lua e Estrelas, mas nunca lhes prestavam culto. Somente a IAVÉ eles prestavam adoração, reverência e culto. E eles eram felizes agindo assim.

Gênesis 3:1 a 6 informa que Satanás, travestido numa serpente, dialogou com Eva e a motivou, mediante mentira e engano, a comer do fruto da árvore que o Senhor Deus lhes proibira comer, conforme Gênesis 2:16 e 17. Primeiramente, Eva aceitou comer desse fruto maldito; depois, Adão também o comeu. Ambos desobedeceram a Deus, pois escolheram fazer o que Satanás, o adversário, lhes aconselhou fazer. Adão e Eva pecaram contra Deus e pecaram contra eles mesmos. A partir desse ato pecaminoso, Adão e Eva nunca mais foram os mesmos. Mesmo que eles ainda cultuassem a IAVÉ, o culto deles não era puro e perfeito. Era um culto manchado pelo pecado. Como um câncer enraizado num organismo vivo, o Pecado afetou todos os espaços da mente e do corpo humano; ocupou também todos os setores da Terra. Toda a humanidade ficou cativa a Satanás. Todo o planeta Terra ficou cativo a Satanás. A Terra se tornou em um planeta amaldiçoado. A raça humana se tornou em uma raça de seres amaldiçoados, necessitados de redenção e restauração. Foi tão grave o pecado de Adão e Eva, que até em seu culto a Deus eles precisaram matar um inocente animal para servir de substituto provisório a eles, para que Deus não os matasse e pusesse fim a toda a raça humana. Mais tarde, o MESSIAS-CRISTO, Jesus de Nazaré, iria morrer como Substituto de toda a raça humana, a fim de que esta não fosse aniquilada para sempre. A promessa de Gênesis 3:15, feita por Deus, seria para Adão e Eva, e para sua futura descendência, uma garantia de que Deus iria providenciar um SEGUNDO ADÃO, ou seja, um SEGUNDO HOMEM, o qual iria substituir o Primeiro Adão na vida e na morte. Cada cordeiro morto e oferecido sobre o altar do sacrifício, tanto na era patriarcal, como também no regime do santuário hebreu, em Israel, era a garantia de que a promessa divina ainda iria ser cumprida em definitivo. Eles tinham de viver pela fé nessa promessa relatada em Gênesis 3:15. Eles deveriam olhar para o passado e para o presente, para verem seu pecado e sua culpa; eles deveriam olhar, com fé, para o futuro, quando a REDENÇÃO e a RESTAURAÇÃO aconteceriam, pela Graça e Poder de IAVÉ, o Deus provedor de Vida e Redenção. Era uma adoração que olhava para o passado, para o presente e para o futuro.


Segunda-Feira
Adoração Fora do Éden
(Gênesis 4:1-7)

A primeira pessoa a imolar um cordeiro foi o próprio Deus. Não sabemos exatamente se foi Deus quem o matou, ou se Deus pediu a Adão que matasse o cordeiro. O que sabemos é que Deus “fez vestimentas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu” Gn 3:21. Donde saíram essas peles? É lógico que de dois cordeiros imolados, mortos em sacrifício de substituição. A vida dos cordeiros pela vida de Adão e Eva. A partir daí, este seria o padrão de referência para a adoração e culto a IAVÉ. O homem (humanidade) compareceria perante IAVÉ, em culto de adoração, expressando fé na promessa divina de Gênesis 3:15, reconhecendo sempre que havia pecado, e que se fazia necessário uma reparação por esse pecado, mesmo que fosse uma reparação provisória, temporária, até que viesse o “Descendente” de mulher, o qual faria uma reparação definitiva.

Adão e Eva coabitaram. Eva ficou grávida. O filho recebeu o nome de Caim. Eles coabitaram outra vez; Eva ficou grávida. O filho recebeu o nome de Abel. Os dois meninos cresceram e se fizeram rapazes. Cada um deles tinha seu jeito de ser e de agir. Caim era mais dedicado à caça, à pesca, às coisas materiais. Abel era mais reflexivo, voltado para as coisas do espírito. Ele tinham uma mente que o levava a pensar mais em Deus, na Salvação, na obediência a Deus, no cumprimento futuro da promessa de Deus. Adão, o pai desses dois filhos, os criou ensinando ambos a adorar IAVÉ. Adão e Eva chamavam seus filhos para, juntos, edificarem um altar de pedras toscas, como Deus ensinara. Adão, o líder espiritual da família, matava o cordeiro, à vista da esposa e dos filhos, e repetia a todos eles a promessa divina citada em Gênesis 3:15, para que eles soubessem que aquele cordeiro morto era um solução provisória, para IAVÉ os conservar vivos e salvos da extinção. Caim e Abel foram ensinados nesse processo de culto e adoração desde tenra infância. Não eram ignorantes sobre o Plano da Redenção que Deus estabelecera.

Ao se tornarem adultos, Caim e Abel assumiram a direção de suas vidas, e passaram a, eles mesmos, edificarem o ALTAR PARA O SACRIFÍCIO. Gênesis 4:1 a 7 nos informa que cada um deles levantou um altar. Era seu culto individual a Deus. Abel, fiel à promessa divina, e obediente às instruções divinas, matou o cordeiro sacrifical, e o pôs sobre o altar, para ser queimado. Caim, por seu lado, decidiu seguir um caminho alternativo, fruto de suas ideias pessoais. Abel seguiu um “assim diz o Senhor”, pela fé. Caim seguiu o “ACHISMO”. Ele criou um processo novo e diferente de cultuar. Ele decidiu, por conta própria, oferecer frutas sobre o altar. Rejeitou o sacrifício de uma vida, a qual seria dada em resgate de outras vidas, como Deus lhes propusera. Caim achou que seu jeito de fazer as coisas era melhor e menos dolorido do que o jeito de Deus. Caim desobedeceu as ordens divinas e pecou contra a Lei divina de adoração. Deus aprovou o culto feito por Abel. Deus rejeitou o estilo de adoração e culto prestado por Caim. Por causa disso, Caim se revoltou contra Deus e contra Abel. Não podendo matar a Deus, Caim decidiu matar Abel, o crente fiel a Deus. Formaram-se dois modos de adorar a Deus: (1) O modo estabelecido por Deus, seguindo o que Deus manda; (2) modos alternativos de adoração, seguindo o humanismo, isto é, seguindo concepções puramente humanas de adoração e culto.

Até hoje, esses dois modos de adorar e cultuar a Deus estão em evidência. Os que adoram a Deus e O cultuam seguindo um modelo ensinado por Deus na Bíblia; e os que adoram a Deus seguindo concepções e formatos humanistas de adoração e culto. Alguns dizem: “O que importa é a intenção, não a forma de adoração. O que vale é o sentimento.” Será isso mesmo? De que vale uma boa intenção e um bom sentimento, quando a vontade e os ensinos de Deus são deixados de lado e não são respeitados? Uma adoração humanista, fundamentada no “achismo” de cada um, jamais pode atender aos requisitos divinos de adoração e culto. Deus não disse que cada pessoa estava livre para O adorar do jeito que quisesse. Ele estabeleceu regras, normas, estatutos, parâmetros a serem fielmente seguidos, tanto no Antigo como no Novo Testamento. A Bíblia Sagrada é nosso manual de culto e adoração a IAVÉ. Sigamos a Bíblia, e façamos a coisa certa, para a glória de Deus.


Terça
Duas Classes de Adoradores
(Gênesis 4:25-26; Gênesis 6:1-8; Gênesis 8:20)

“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.” Gn 6:5.

Vivendo fora do Éden, a humanidade foi-se afastando dali, e também da presença de Deus. A humanidade preferiu seguir o modo de Caim em relação ao culto, à adoração, e não o modo de Abel, em obediência a Deus, uma adoração que expressava fé no Deus Criador. Satanás se tornou vitorioso em continuar enganando os humanos pecadores, e estes se deixaram enganar facilmente pelo diabo, pois se entregaram completamente à prática do mal e da desobediência a Deus. Não havia a civilização humana na Terra chegado ainda a dois mil anos de existência, e já o Senhor Deus contemplou e viu que “era continuamente mau todo desígnio” do coração humano. A humanidade se pervertera por completo, restando apenas um pequeno remanescente que insistia em ficar fiel em adorar e cultuar a IAVÉ, dentro dos parâmetros da promessa de Gênesis 3:15. Noé e sua família são citados como exemplo de remanescente fiel. Por causa disso, veio o Dilúvio de águas sobre a Terra, e somente oito pessoas da família de Noé, e que se achavam vivos nesse tempo, se salvaram do desastre. Por que Noé e sua família se salvaram? Porque decidiram adorar e cultuar a IAVÉ segundo a maneira como Deus lhes ensinara. Eles foram o remanescente fiel a Deus em sua geração. Escaparam porque agiram conforme Deus lhes ensinara.

Uma lição a ser tirada desse episódio: Não há salvação para quem, por incredulidade, não obedece a tudo o que Deus manda. Boas intenções, ou bons sentimentos, nada disso importa, nem salva ninguém da perdição, se tais pessoas se recusam a seguir o que Deus mandou fazer. Ser religioso; pertencer a uma igreja; fazer caridade; frequentar cultos; dar dízimos e ofertas; ler a Bíblia; ser um bom cidadão; tudo isso é bom, mas nada fará por sua salvação, se você se recusa obedecer a Deus em tudo o que Ele ordena. Você precisa agir sempre com base na fé em Deus. Viver na dependência de Deus. Paulo afirma que “tudo o que não provém da fé é pecado” Romanos 14:23, última parte. Salvação é um ato da livre Graça de Deus (Efésios 2:8 e 9). E Deus decidiu salvar os que vivem pela fé: “Mas o justo pela fé viverá” Romanos 1:17. Obras humanas nada fazem pela salvação humana, se não são obras humanas fundamentadas e derivadas da fé no Deus que fez a promessa e na promessa feita por Deus.


Quarta
A Fé Demonstrada por Abraão
(Gênesis 12:1-8; Gênesis 22:1-18)

Fé é algo abstrato em si mesma. Fé é um ato interior de confiança em Deus. Fé em Deus. A fé que leva à salvação não é fé em coisas, nem em homens, mas fé exclusiva em Deus. O Deus que fez aquela promessa primeira, em Gênesis 3:15. Toda a História da Salvação do homem gira em torno da promessa de Gênesis 3:15. Tudo o que está relatado na Bíblia, a partir de Gênesis 3:16, depende do cumprimento divino da promessa relatada em Gênesis 3:15. É impossível a qualquer pessoa ser salva da morte sem exercer fé no Deus que fez a promessa de Gênesis 3:15, e fé na promessa de Deus em Gênesis 3:15. Tudo o que vem a seguir está vinculado e dependente dessa promessa.

Por que a fé de Abraão em Deus foi tão destacada na Bíblia? Porque Abraão decidiu crer e viver na dependência de Deus, segundo a promessa de Gênesis 3:15. O que Abraão veio a se tornar, por haver crido no Deus da promessa? Ele se tornou o progenitor do Messias, do “Descendente” de mulher, prometido em Gênesis 3:15. Sua família, presente e futura, seria a grande família étnica dentro da qual nasceria, cresceria e viveria o Messias, o “Descendente” de mulher, o Salvador da raça humana. Tudo o que aconteceu depois de Abraão crer em Deus, conforme Gênesis 12:1 a 8 e Gn 15:6, foi consequência da obra de Deus entre os homens, preparando o cenário, o mosaico humano, social, religioso, ético, espiritual, no qual o Messias iria nascer e viver. Quando o evangelista Mateus traça a GENEALOGIA de Jesus de Nazaré, o Filho de Maria, ele inicia por ABRAÃO (leia Mateus 1:1 e 2). O que houve de especial na fé de Abraão? Ele creu em Deus, mesmo quando tudo ao seu redor indicava o contrário da promessa que Deus lhe fizera (leia Romanos 4). Outra característica da fé de Abraão é que sua fé em Deus o conduzia sempre à OBEDIÊNCIA A DEUS. Não era uma fé intelectual, que se projetava num vácuo, num vazio, e nada de concreto produzia. A fé de Abraão era fé produtiva. Fé que se tornava concreta, tangível e real nos seus atos de obediência a Deus. Gênesis 22 cita que a fé de Abraão em Deus o levou a levar seu filho até ao monte Moriá; ali, sobre o monte, sobre algumas pedras toscas armadas em forma de altar, Abraão pôs seu filho estimado, e o sacrificaria em holocausto a Deus, se o Senhor Deus não o impedisse de concretizar sua fé na palavra divina que lhe ordenara tal sacrifício. A fé de Abraão em Deus era maior do que seu amor por esposa, filhos ou propriedades materiais. Ele estava pronto a viver e a morrer por essa fé em IAVÉ, o Deus da promessa.

Como é sua fé em Deus? Circunstancial? Momentânea? Ocasional? Ou sua fé em Deus segue o padrão da fé de Abraão? Pense nisto! Há muita gente na igreja, inclusive em nossa igreja, trocando seu Deus por namoros, casamentos, empregos, amizades mundanas, modas, fama mundana, interesses diversos. Tem havido muita religiosidade sem compromisso entre os membros de nossa igreja, e das igrejas em geral. Um cristianismo humanista, dominado pelo “achismo”, pelas ideais e pela vontade do homem, e não de Deus. Tem sido assim com você?


Quinta
Betel, a Casa de Deus
(Gênesis 28:10-22)

Jacó, neto de Abraão, filho de Isaque e de Rebeca, era um rapaz que desejava muito as bênçãos de Deus. Mas Jacó tinha um sério defeito de caráter: ele queria fazer as coisas do seu jeito, e não como Deus ensinara. Jacó seguia a filosofia moderna que ensina: “Os fins justificam os meios”. E se deu mal por causa disso.

Instigado e motivado por sua mãe, Rebeca, Jacó foi levado a mentir a enganar seu pai, para conseguir a bênção da primogenitura. Deus já havia dito a Isaque e a Rebeca, desde que os gêmeos nasceram, que o filho mais velho, Esaú, serviria ao filho mais novo, Jacó. Isto aconteceria no tempo certo, quando ambos chegassem à idade adulta. O tempo passou; os filhos ficaram adultos; e Isaque não procedeu como Deus lhe dissera (Gn 25:19 a 26). Isaque não deu a primogenitura a Jacó, como era para ser, segundo o mandado de Deus. Como Isaque não obedeceu a Deus, Satanás entrou na história e inspirou Rebeca a usar de mentira e trapaça, para conseguir do esposo, para o filho mais novo, algo que Deus já determinara. Quando as pessoas não agem segundo o mandamento de Deus, passam a agir segundo a instrução de Satanás. E as consequências malignas logo aparecem. Jacó mentiu para seu pai e o enganou, e recebeu por caminhos errados a primogenitura. Esse processo gerou ódio entre os irmãos e sonhos de retaliação e vingança. Esaú decidiu matar Jacó por causa disso. Jacó teve de fugir de casa, indo para as terras de seu tio Labão, homem mentiroso, enganador e trapaceiro. Jacó sofreu na carne as dores de seu erro. Poderia ter evitado tudo isso, se seu pai e sua mãe tivessem agido conforme o mandamento e a determinação de Deus. Todos perderam nessa história. A família foi destroçada. O ódio, não o amor, passou a dominar as relações familiares.

Fugitivo, desesperado, cheio de pavor a respeito do que o futuro lhe guardava, Jacó caminhou dias e mais dias pelos desertos, por montanhas íngremes, por vales secos, passando fome, frio e medo. O sentimento de culpa dominava sua alma. O medo de ser castigado por Deus o atormentava. E foi com tais sentimentos que ele tentou dormir, tendo uma pedra como travesseiro. Naquela noite, Jacó teve um sonho que jamais ele esperava ter. Foi um sonho que ele precisava ter. Entrou em cena a GRAÇA DIVINA. Em vez de palavras de acusação e rejeição, Jacó vê cenas celestiais e ouve palavras confortadoras e consoladoras, vindas do Deus da Graça e do Perdão. Ele vê, em sonhos, uma escada que vem do Céu para a Terra; por essa escada, anjos de Deus, revestidos de luz, descem e sobrem. Então ele ouve a sublime voz de IAVÉ a lhe falar: “Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, Eu ta darei, a ti e à tua descendência. …Eis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir Eu aquilo que te hei referido” Gn 28:13 e 15. Então Jacó desperta do sono e do sonho, e fica maravilhado com a Graça e a misericórdia de Deus para com um pecador como ele. Jacó sabia que merecia a morte, pois agira contra a Lei de Deus. E quando ele esperava condenação e maldição, eis que Deus lhe fala palavras de Graça e Salvação. Quão maravilhoso estava sendo IAVÉ para com ele, Jacó. Encantado e feliz com tudo o que ocorrera naquela noite bendita, Jacó toma uma decisão diante de Deus e diante de si mesmo: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia”. E cheio de santo temor e reverência a IAVÉ, ele disse: “Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus! É a Porta do Céu!” Gn 28:16 e 17. Ele se levanta, e chama aquele lugar de BETEL. Jacó fez um voto ao Senhor, dizendo: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E a pedra que erigi por coluna será a Casa de Deus. E de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo” Gn 28:20 a 22.

Jacó cumpriu o que prometeu a Deus. O Senhor Deus jamais desamparou Jacó. Ele voltou para Canaã, para junto de seu pai. Ele se reconciliou com Esaú, seu irmão. Ele lutou com Deus e, perseverando em luta, foi considerado vencedor. Jacó viu seu filho José sendo abençoado e governando todo o Egito. Jacó morreu em paz junto aos seus. Morreu na fé, aguardando o cumprimento da promessa de Gênesis 3:15.

Todo crente tem suas lutas pessoais. Nenhum crente é perfeito. Por causa de nossa natureza pecaminosas, somos cristãos de carne e osso, sujeitos a cair em pecado de uma hora para outra. Precisamos nos manter em vigilância e em oração. Mas nunca devemos descrer de Deus e do cumprimento da promessa divina. Ela é nossa segurança e certeza de que, no fim de tudo, Deus vencerá, e nós venceremos com Ele (Apocalipse 17:14).


Fonte: http://comentarioes.blogspot.com


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