Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 01 – Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores

Comentários do Prof. Gilberto Brasiliano


Texto Central: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus”. (Gênesis 28:16 e 17)

Meditação central: “Somente a adoração realizada em sinceridade, com um coração contrito e humilde, é aceitável a Deus” (E.G.White, Carta 39, 1903).


Sábado
Introdução: Que tipo de adorador sou?

Vivemos nossa vida pessoal e cristã girando em torno de nossa luta pela sobrevivência e envolvidos em momentos de devoção, meditação, comunhão e adoração. Temos essa necessidade interior porque a palavra “Ser humano” ou “Homem”, se olharmos para o significado bíblico-teológico, significa literalmente, “aquele que olha para o alto ou para o céu”, ou seja, aquele que olha para Deus. Por isso, desde o princípio, quando Deus terminou a criação do homem e da mulher, eles viveram momentos felizes de adoração. Nesse sentido, era alegre a rotina do primeiro casal no Éden.

“Os anjos uniam-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e enquanto seus cânticos ressoavam cheios de alegria pelo Éden, havia reverência no som destas melodias de adoração ao Pai e ao Filho” (A Verdade sobre os Anjos, pág. 52).

Hoje Deus nos concede o privilégio da adoração, mas precisamos cuidar para que essa adoração seja genuína e centralizemos nossa devoção no Criador e não na criatura ou em suas obras humanas. Isso aconteceu desde o princípio, quando Abel adorou a Deus de forma aceitável e Caim adorou de forma errada, oferecendo como sacrifício não o que Deus havia pedido, mas os frutos da terra, símbolo de suas próprias obras. O pior é que esses dois tipos de adoradores sempre irão existir, até que Jesus volte a este mundo pela segunda vez. Devemos, porém, buscar sempre a forma de adoração aceitável, honrando e respeitando nosso Criador. No dia 23 de março de 1743, foi apresentado pela primeira vez, “O Messias”, música composta por Hendell, em Londres. Todos ficaram muito comovidos ao ouvir o coro “Aleluia” e, quando chegaram ao ponto onde são cantadas as palavras “O Deus onipotente reina”, todo o auditório se levantou, inclusive o rei. Desde aquele tempo é costume do povo levantar-se, quando um coral canta. Sem constrangimento de quem quer que seja, o auditório se levanta, numa atitude reverente de adoração ao Senhor, grandioso Deus.

Na lição desta semana veremos como ser um verdadeiro adorador.


Domingo
Adoração no Éden
(Gênesis 1; Gênesis 2:1-3; Gênesis 3:1-13)

Quando o bondoso Criador em sua infinita sabedoria criou nosso mundo e colocou nele os primeiros habitantes, havia uma harmonia tão solene que levou o Senhor a exclamar que tudo era muito bom. Um mundo perfeito, com seres perfeitos que viam no Seu benfeitor o motivo maior de sua gratidão e adoração. O próprio Deus ensinava-lhes as lições da natureza.

“Adão e Eva, no Éden, foram postos nas mais favoráveis circunstâncias. … Não estavam sob a condenação do pecado. A luz de Deus e dos anjos estava com eles e a sua volta. O Autor de sua existência era seu professor” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 280).

1. Leia Gênesis 3:1-13. Que mudanças ocorreram no relacionamento de Adão com o Criador? (v. 8-10). Como Adão respondeu às perguntas de Deus? (v. 11-13). O que isso revela sobre o que lhe havia ocorrido?

Resposta: Adão desobedeceu e, com medo e vergonha, escondeu-se de Deus. Tentou se explicar, colocando em Eva a culpa pelo ocorrido. O pecado, a desconfiança, quebrou o relacionamento com Deus.

Foi ouvindo os cânticos de adoração a Deus, proferido por Adão e Eva juntos com os anjos, que o diabo cheio de inveja e ódio resolveu levar o primeiro casal à desobediência. Manipulando a serpente, primeiro convenceu Eva de que Deus não havia sido totalmente bondoso com eles, subtraindo-lhes algo importante como o conhecimento pleno do bem e do mal. Desconfiada da bondade divina, ela tomou a decisão de acelerar o processo e obter logo essa sabedoria que a serpente já possuía. O resultado do conhecimento que ambos obtiveram, mostrou-lhes o primeiro problema: estavam nus e envergonhados disto. Esse conhecimento eles não possuíam antes, inclusive também o raciocínio de que deveriam se esconder para não serem punidos por Deus. É incrível como o pecado retirou deles a beleza e pureza mental que possuíam e que produzia um santo relacionamento e um sentimento de gratidão e adoração.

“Ao ouvir Satanás o som das melodias de adoração ao Pai e ao Filho. Ouvindo-as, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e ele expressou a seus seguidores a ansiedade de incitá-los [Adão e Eva] à desobediência” (A verdade sobre os Anjos, pág. 52).

Ilustração: C. S. Lewis, renomado pregador antes de sua conversão, costumava perguntar a si mesmo: “Que Deus vaidoso é esse que está a exigir sempre que seus seguidores o adorem?” Após tornar-se cristão, Lewis descobriu que não é Deus quem precisa ser adorado. Adorado ou não, Ele continua sendo o mesmo Deus. Nós é que precisamos adorá-Lo. Nós temos essa necessidade interior de prestar-Lhe culto e de reconhecer o amor e o cuidado de um Ser superior dando sentido à vida e à história. Era isso que Adão e Eva sentiam no Éden antes do pecado. Por isso cantavam, adoravam e se sentiam felizes naqueles momentos. Tornemos então nossa adoração a Deus o reflexo da nossa gratidão por seu glorioso cuidado conosco.


Segunda
Adoração Fora do Éden
(Gênesis 4:1-7)

A vida fora do jardim não parecia tão agradável quanto antes. Havia a falta de algo: a adoração junto com os anjos cuja harmonia tornava o Éden um verdadeiro paraíso. O primeiro casal deveria agora conviver com algo que eles não contavam: a morte. Eles viram isso acontecer quando Deus providenciou-lhe roupas feitas de peles de animais os quais tivera que matar e depois quando os ensinou a oferecer sacrifícios, cujos animais eles deveriam matar. Esse sistema foi ensinado por Adão aos seus filhos, bem como as razões porque deveriam fazê-lo.

“Caim e Abel, filhos de Adão, diferiam grandemente em caráter. Abel tinha um espírito de fidelidade para com Deus: via justiça e misericórdia no trato do Criador com a raça decaída, e com gratidão aceitou a esperança da redenção. Caim, porém, acariciava sentimentos de rebeldia, e murmurava contra Deus por causa da maldição pronunciada sobre a Terra e sobre o gênero humano, em virtude do pecado de Adão”.

2.Leia atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração (Gn 4:1-7). Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi?

Resposta: O sistema de adoração seria a morte de um cordeiro em um altar de sacrifício. Abel ofereceu um animal do seu rebanho, conforme a vontade de Deus. Caim fez diferente, escolheu sua própria oferta e levou os frutos da terra e Deus não aceitou essa oferta, porque o Cordeiro simbolizava Jesus, o Salvador.

Duas ofertas oferecidas por dois adoradores, tendo cada um o seu pensamento de adoração e, no entanto, observamos a reação divina. O fogo santo consumiu a oferta oferecida por Abel, mas a sua oferta de Caim foi rejeitada, pois representava obras próprias. Caim perdeu a noção da santidade da adoração e do simbolismo que uma oferta possuía da parte do adorador para com o Deus eterno. Na verdade, Caim estava desprezando a figura de Jesus como a solução para o pecado da humanidade.

“Caim ficou encolerizado quando Deus aceitou a oferta de Abel e não deu sinal de ter reconhecido a sua, porque ele deixara de fora a verdadeira figura, a representação do Redentor do mundo” (Meditações Matinais, 2002, pág. 36).

Abel representa os adoradores verdadeiros que reconhecem em Jesus, seu único salvador, enquanto Caim representa aqueles que tentarão se salvar por suas obras. Adoramos a Deus de verdade quando reconhecemos em cada culto nossa impossibilidade de salvação e libertação do pecado ao mesmo tempo em que mostramos dependência total da Sua Graça.

Ilustração: O viajante, nas terras do Oriente, tira as sandálias sujas do pó dos caminhos, deixando-as à porta do palácio no qual vai entrar. Ele tem consciência da sua pequenez diante do rei a quem veio visitar. O peregrino cristão deve também pôr de parte seus pensamentos dos dias de semana, e entrar na igreja devotadamente, dedicando-se à adoração do Altíssimo com a percepção de sua necessidade da graça e do favor divino. O pregador Robert Boyle nunca mencionava o nome de Deus sem fazer em seu sermão uma pausa bem perceptível para deixar claro o respeito que Deus merece dos seus adoradores. Caim perdeu essa noção e por isso foi rejeitado como adorador.


Terça
Duas Classes de Adoradores
(Gênesis 4:25-26; Gênesis 6:1-8; Gênesis 8:20)

Depois de Abel morto e do nascimento de Sete, houve duas classes de adoradores diante do Senhor. Uns se tornaram como Caim, rebeldes, violentos, degradados enquanto outros seguindo o exemplo de Abel e Sete, tornaram-se adoradores consagrados invocando o Senhor como dirigente de suas vidas. O inimigo, porém, faria de tudo para desviar as pessoas do propósito de consagração e adoração ao Senhor.

3. Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

Resposta: Houve a corrupção do gênero humano; uniram-se com pessoas descrentes e houve crescente maldade no coração. O resultado foi o dilúvio e a destruição de todos.

Quando adoradores fiéis deixam de lado sua comunhão para atender os seus sentimentos de forma egoísta, sempre vão encontrar aqueles que irão desviá-los do caminho da fé. Foi isso que aconteceu no princípio do mundo e que logo se mostrou desastroso para o sistema de adoração a Deus. As coisas pioraram a tal ponto, que Deus não viu outra alternativa, a não ser trazer seus juízos sobre aqueles que o desafiavam com uma vida sem regras e totalmente libertina. O texto bíblico, porém, salienta e deixa bem claro que havia ainda pessoas de fé, como o patriarca Noé.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante?Gn 8:20

Resposta: Noé construiu um altar e adorou a Deus com sua família, oferecendo um sacrifício. Era uma forma de demonstrar completa consagração e gratidão a Deus.

Depois que Deus atua em nossa vida, precisamos demonstrar isto por meio de atos de adoração como forma de gratidão e reconhecimento da bondade divina. Foi isso que motivou Noé a fazer um altar, reunir sua família e glorificar a Deus pela preservação da vida de todos, inclusive pelo cuidado com os animais e, sobretudo, pela oportunidade de recomeçar uma nova sociedade com adoradores de verdade. No ato de adoração de Noé vemos a figura de Jesus como Salvador e a dependência de Deus como provedor dessa salvação.

Ilustração: Com certeza, muitos de nós que frequentamos a escola quando crianças, já tivemos de fazer um cartãozinho para o Dia das Mães, que se festeja, todo ano, no mundo inteiro. A professora nos ajudava a elaborar um “cartão” para a mamãe. Então desenhávamos talvez um coração, um passarinho voando entre as nuvens, ou uma casinha, com uma árvore do lado, e o sol (sempre) sorridente. Não eram obras de arte! A maioria fazia o passarinho com a asa quebrada, ou a casa toda torta, ou a árvore inclinada para um lado, ou coração mal feito. Embaixo escrevíamos: “Mamãe, você é a mãe mais bonita do mundo. Te amo”. Apesar de o cartão não valer nem um centavo como obra de arte, a mãe, que recebe um deles, valoriza-o como se fosse o tesouro mais caro que existe. Por quê? Porque é a expressão espontânea, não fingida, de seu filho ou filha. Para ela, não importa que esteja mal feito. O que a comove é o sentimento do coração do seu filho. Assim, quando um adorador mostra sua devoção, seu louvor, sua confiança em Deus de forma sincera, Ele a aceita apesar da imperfeição humana, porque representa o sentimento de adoração de um filho Seu. Foi isto que Noé fez ao sair da arca e depois em sua vida toda.


Quarta
A Fé Demonstrada por Abraão
(Gênesis 12:1-8; Gênesis 22:1-18)

Nossa filosofia moderna de auto-confiança sem fé em Deus tem levado muitos a crerem que o homem pode ter sucesso na vida sem Deus. “Religião”, dizem eles, “serve para pessoas emotivas, mas não interessa ao homem que crê em si mesmo”. Lamentavelmente, porém, esta geração auto-suficiente tem produzido muito mais: alcoólatras, drogados, criminosos, guerras, lares desfeitos, assaltos, roubos, assassínios e mais suicídios do que qualquer outra geração que já viveu sobre a Terra. Abraão provou que adorando a Deus pode-se ir pela fé a qualquer parte, pois o sucesso será garantido. A adoração é a base da fé.

5. Leia Gênesis 12:1-8. O que esses versos revelam sobre Abrão (que teve o nome mudado para Abraão) e o chamado de Deus para ele?

Resposta: Abraão era homem de fé, fiel, obediente e temente a Deus; onde quer que chegava, fazia ali um altar para adorar, mostrando sua dependência e ligação com Deus.

O chamado de Abraão não foi algo feito por acaso, mas foi o resultado de sua comunhão com o Criador em meio a um ambiente e uma cultura propícia ao paganismo. Quando ele saiu de Harã, terra dos seus pais, levou por sua influência religiosa o seu sobrinho Ló. Abraão tinha uma vida religiosa bem estruturada e, por isso, quando ouviu o chamado divino não questionou, mas obedeceu pela fé que possuía naquele que nunca o decepcionara.

“Abraão foi testado para ver se obedeceria. Abraão era um homem rico, mas na maior simplicidade obedeceu a Deus e saiu, como peregrino em país estranho” (Meditações Matinais, 2002, pág. 71).

6. Leia Gênesis 22:1-18. Por que Abraão foi submetido a essa terrível prova? Na verdade, que mensagem Deus queria que ele entendesse (v. 8, 13, 14)?

Resposta: Deus provou a fé de Abraão e a confiança na ordem divina. Deus usou um simbolismo do plano da redenção, confirmando a promessa divina; como Pai, daria Seu filho Jesus para ser o Cordeiro que morreria para salvar o mundo.

Deus queria que Abraão soubesse que o cumprimento de Suas promessas exige fidelidade da parte dos Seus adoradores. Mostrou-lhe que os sacrifícios de adoração deviam sempre ser com cordeiros que simbolizavam Jesus e não com pessoas. Por um momento Abraão sentiu o que Deus sentiria ao entregar Seu filho para morrer pela humanidade.


Quinta
Betel, a Casa de Deus
(Gênesis 28:10-22)

Quando as coisas começam de forma errada, elas invariavelmente podem seguir uma sequência errada, a menos que se permita a intervenção divina. Isso aconteceu com Caim que não aceitou a intervenção divina culminando com um desfecho de fatalidade para a vida de Abel. Também ocorreu com Jacó que permitiu que as coisas ficassem fora de controle, tendo que fugir para não morrer nas mãos de Esaú.

“Quando, depois de seu pecado de enganar a Esaú, Jacó fugiu do lar paterno, ficou abatido pela consciência da culpa. Solitário e desterrado como se achava, o pensamento que, acima de todos os outros, lhe oprimia a alma, era o temor de que seu pecado o alienara de Deus, e de que fora rejeitado pelo Céu” (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, pág. 454).

7. Leia a história da fuga de Jacó (Gn 28:10-22). Observe as mensagens de encorajamento e segurança que Deus lhe deu por meio de um sonho. Qual foi a resposta de Jacó?

Resposta: Jacó prometeu obediência; reconhecendo o cuidado divino, fez uma espécie de altar (tipo coluna) diante do qual fez um voto de servir a Deus, prometendo fidelidade nos dízimos.

Jacó estava fugindo, estava solitário e aquelas promessas divinas soaram aos seus ouvidos como um alento, uma motivação para continuar sua viagem e alcançar com humildade seus objetivos. Para tanto, ele sabia que deveria fazer uma entrega pessoal ao Senhor. Fez uma coluna e jurou os votos de fidelidade e serviço. Jacó foi absolutamente sincero naquilo que prometera, pois sua atitude de espanto e surpresa demonstraram quanta reverência ele dedicava a Deus, de quem se tornara totalmente dependente. É uma lição para nós, se quisermos alcançar o favor divino na vida. Devemos adorá-lo e servi-lo fielmente.

“As circunstâncias que moveram Jacó a fazer este voto ao Senhor eram idênticas às que levam homens e mulheres a fazerem votos a Deus em nossos dias” (Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 543).

Ilustração: “Tenhamos cuidado para não sermos adoradores no piloto automático. Vamos sempre pensar no que ouvimos e cantamos, aplicando-o à nossa vida diariamente”. Ao fazer esta declaração em seu livro, Marcos Witt mencionou alguns exemplos de situações nas quais adoramos a Deus nopiloto automático: “Muitas vezes, enquanto ouvimos a Palavra ou louvamos, notamos que a irmã Fulana está com um novo penteado (que aliás, não é muito bonito); ao estar em adoração, prostrado, vemos umas formiguinhas no chão, e começamos a acompanhá-las com o olhar, com as mãos levantadas no apelo da mensagem, olhamos para o alto e contamos todas as lâmpadas,e assim perdemos o alerta mental que nos tornaria como Jacó foi ao descobrir que o lugar onde estava, tinha a presença divina”.


Sexta
Conclusão

Ao encerrarmos o estudo dessa semana devemos estar conscientes de que aprendemos de forma clara o que significou a adoração após a criação da Terra e dos nossos primeiros pais. A adoração resumiu o que Adão e Eva sentiram a respeito do Criador. Essa experiência de adoração foi depois vivenciada por Abel em sua fidelidade, por Noé no seu tempo e depois por Abraão no cumprimento das ordens divinas. Jacó nos mostrou através da adoração a Deus o que podemos alcançar quando fazemos um voto a Ele. Muitos desonram a Deus quando em adoração fazem votos e prometem fidelidade ao Senhor e que depois procuram se esquivar porque acham que se precipitaram no voto.

“Um voto feito a Deus, doador de todas as dádivas, é ainda de maior importância; então, por que havemos nós de buscar ser dispensados de nossos votos a Deus?” (Testemunhos Seletos, vol. l, pág. 549).

Ilustração: O evangelista e cantor Marcos Witt falou de um amigo que tem uma pregação intitulada “Louvor e Adoração: Doutrina Eterna”. Nela, ele trata, basicamente, de todas as doutrinas que os líderes ensinam na igreja. De todas elas, a única que durará por toda a eternidade é a do louvor e a adoração. Pensemos por um instante, em todas as doutrinas em que cremos. A salvação não será necessária no Céu. A justificação também não. No Céu não haverá batismo. Não precisaremos mais do evangelismo. Nem o dízimo será recolhido (muitos irmãos “mão-fechada” poderão dizer: “Glória a Deus!”). No entanto, se fizemos um voto ao Senhor, é bom que o cumpramos com toda fidelidade; caso contrário, não sairemos nem dessa Terra.

Com alegria devemos procurar nossa qualificação de adoradores fiéis, porque isso agrada a Deus. Não que Deus precise que O adoremos, mas nós precisamos adorá-Lo.

Ilustração: Deus não está buscando adoração; Ele já tem muita adoração no Céu, pois lá, anjos, arcanjos, querubins e serafins, em miríades de miríades, O louvam sem parar. Mas a Bíblia diz que Deus está buscando adoradores. É isto que Deus quer: pessoas santas que O adorem com sinceridade de alma.

“Duas pessoas podem empenhar-se nos mesmos atos de culto exterior, contudo a adoração de uma, quando pesada nas balanças de ouro do santuário, pode ser achada em falta, enquanto a adoração da outra pode ser aceita. Somente a adoração realizada em sinceridade, com um coração contrito e humilde, é aceitável a Deus” (E.G.White Carta 39, 1903).

Procuremos orar a Deus de forma respeitosa e solene, tratando-O com a devida reverência que Ele merece, acima de tudo. Se temos sido negligentes em algum aspecto relacionado com a adoração, Deus nos concede nova oportunidade de renovarmos nossos votos de obediência à Sua santa vontade.


“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?” (Salmos 27:1).


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