Uma Vida de Louvor – Lição da Escola Sabatina de 2007

Lição da Escola Sabatina de 24 de novembro a 1º de dezembro de 2007

por: Gavin Anthony


Verso Para Memorizar: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4).


Leituras da Semana: Josué 5:13-15; 6:1-20; II Crônicas 20:1-30; Salmos 145; Atos 16:16-34; Filipenses 4:4-7


Sábado à tarde

É sempre fácil exclamar de alegria ao Senhor quando sentimos alegria. Mas não é tão fácil quando as coisas vão mal, quando estamos na pior situação imaginável, quando o crisol é aquecido. Mas é justamente nessas ocasiões que precisamos, talvez, mais que nunca, louvar a Deus, pois o louvor é um meio de nos ajudar a sustentar a fé.

Realmente, o louvor pode transformar até as circunstâncias mais adversas, talvez não no sentido de mudar os fatos ao nosso redor, mas no sentido de que pode nos mudar e os que estão ao nosso redor, de modo que nos ajuda a enfrentar os desafios.

O louvor é a fé em ação. Nem sempre será natural para nós, mas quando praticarmos o louvor de forma que se torne parte natural da vida, ele terá o poder tanto de converter como de conquistar.

Prévia da semana: O que é louvor? Como o louvor pode ser uma arma espiritual poderosa em circunstâncias difíceis? Como o louvor pode nos transformar e mudar a situação ao nosso redor?


Domingo

Moldura para o louvor

O grande escritor russo Fyodor Dostoyevski foi condenado à morte, mas teve a sentença comutada no último instante. Depois disso, ele passou anos na prisão. Falando sobre sua experiência na prisão, ele escreveu: “Creia até o fim, mesmo que todos se percam e você seja deixado como o único fiel; traga sua oferta mesmo então e louve a Deus em sua solidão.”

Nestas lições, já vimos como Paulo havia suportado incrível oposição e perseguição. Agora, ele estava em uma prisão romana. Mas não estava deprimido; ao contrário, escrevia zelosamente para encorajar os crentes de Filipos!

1. Como Paulo podia escrever essas coisas quando ele mesmo estava em uma prisão? Quais são os segredos neste verso para obter a “paz de Deus”? Filipenses 4:4-7

Uma coisa é se regozijar quando tudo vai bem. Mas Paulo nos exorta a regozijar-nos sempre. Isso pode soar estranho. Se tomarmos literalmente o que Paulo escreveu, existem duas implicações críticas para nós.

Primeira, se devemos nos regozijar sempre, isso deve significar que devemos nos regozijar mesmo quando as circunstâncias não parecem dar motivos para alegria. Segunda, se devemos nos regozijar sempre, deve significar também que vamos ter que aprender a nos regozijar em tempos em que não sentimos vontade de fazê-lo.

Paulo está nos convidando a louvar a Deus, embora muitas vezes isso nos pareça bastante antinatural. Pode até parecer irracional. Mas, como veremos, é justamente porque existem ocasiões que parecem irracionais que somos chamados a nos regozijar. Em outras palavras, o louvor é um ato de fé. Assim como a fé não está fundada em nossas circunstâncias, mas na verdade sobre Deus, o louvor é algo que não fazemos porque nos sentimos bons mas por causa do que Deus é e do que nos prometeu. E é uma fé assim que começa a moldar nossos pensamentos, sentimentos e circunstâncias.

Resposta sugestiva: Como outras virtudes cristãs, o louvor não depende dos sentimentos, mas da fé que temos em nosso Deus.

Que verdade sobre Deus Paulo identificou no texto de hoje e que lhe permitia regozijar-se, mesmo na prisão? Escreva uma pequena lista do que sabe ser a verdade sobre Deus. Repasse a lista e louve a Deus em cada item. Como esse hábito muda a sua maneira de sentir e ver suas circunstâncias?


Segunda

Orações que derrubam muros

Existe uma expressão em português: “Estar num beco sem saída”. Imagine entrar dirigindo por uma rua estreita e perceber, no fim, que você não tem por onde sair a não ser dando marcha-à-ré pela rua estreita. Você tem que se espremer de volta até a rua mais larga!

Às vezes, nossa fé parece nos colocar em um beco. Chegamos a uma situação e, como a rua estreita, nossa fé “nos prende”. Olhamos para a situação e temos que rejeitar Deus, a fé e tudo em que acreditamos ou a fé nos obriga a acreditar no que parece impossível.

Deus levou os israelitas a um beco sem saída. Depois de vaguearem por 40 anos no deserto, Deus não levou Seu povo a pastos verdejantes e pacíficos. Deus o levou a uma das cidades mais fortificadas da região. Então, os israelitas tiveram que rodear Jericó em silêncio por seis dias. No sétimo dia, Deus lhes ordenou que gritassem – e aquele grito, junto com as trombetas, traria a vitória.

2. Leia Josué 5:13-15; 6:1-20. O que Deus estava tentando ensinar aos israelitas?

Altos gritos não provocariam vibrações suficientes para fazer os muros desmoronarem. Quando Deus chamou os israelitas a “gritar”, foi o mesmo tipo de grito que Davi descreve no Salmo 66: “Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do Seu nome, dai glória ao Seu louvor” (vs. 1 e 2). Essa voz significava louvor! Depois de seis dias olhando para os enormes muros, eles devem ter concluído que, por si mesmos, eles não tinham chance de derrubá-los.

3. Como essa idéia nos ajuda a entender o significado de >Hebreus 11:30?

Respostas sugestivas: Pergunta 2: Que a vitória cristã não depende da ação humana, mas do poder de Deus. Pergunta 3: O louvor dos israelitas pôs em ação o poder de Deus.

Quando Deus está pronto a fazer algo novo em nossa vida, Ele pode nos levar a uma Jericó, pois precisa nos ensinar que o poder para triunfar não vem em nossa força e nossas estratégias. Tudo de que precisamos vem de fora de nós. Então, não importa o que esteja diante de nós, não importa quão insuperável pareça, nosso papel é louvar a Deus – a fonte de tudo o que precisamos. Isso é fé em ação.


Terça

A vida de louvor

Louvar ao Senhor pode não ser natural para nós, mesmo em boas circunstâncias. Assim, quanto mais difícil é fazer isso em épocas ruins! Mas é isso que somos chamados a fazer. O louvor é algo que deve ser praticado até que deixe de ser uma atividade feita em ocasiões específicas e passe a ser a atmosfera em que vivemos. O louvor não deve tanto ser um ato isolado quanto um estilo de vida.

4. Que razões Davi dá para louvarmos a Deus? Como as palavras deste salmo devem ser as suas próprias? Salmos 145

O grande pregador britânico Charles Haddon Spurgeon escreveu um livro chamado A Prática do Louvor. Ele está baseado no verso 7 do salmo de hoje. Nesse pequeno verso, Spurgeon chama nossa atenção para três coisas importantes que podem ajudar no louvor em desenvolvimento em nossa vida.

1. O louvor é praticado quando olhamos ao nosso redor. Se não olharmos ao redor para ver a grandeza de Deus, não teremos razão para louvá-Lo. O que você pode ver no mundo criado que é louvável, como a beleza de criação de Deus? O que você pode ver no mundo espiritual que é louvável, como a fé crescente em um jovem cristão?

2. O louvor é praticado quando lembramos o que vimos. Se queremos viver em uma atmosfera de louvor, devemos ser capazes de recordar a razão para isso. Como podemos nos lembrar das grandes coisas de Deus, de forma que Sua bondade e a verdade sobre Ele não fujam de nossa mente (como desenvolver novas cerimônias ou símbolos que nos lembrem de Sua bondade)?

3. O louvor é praticado quando falamos sobre Deus. O louvor não é algo que fazemos apenas mentalmente. Deve sair de nossos lábios, ser ouvido pelos que nos cercam. Que motivos você pode imaginar para louvar a Deus verbalmente? Qual deve ser o efeito desse louvor, e sobre quem?

Resposta sugestiva: Por Seus atributos: grandeza, magnificência, bondade, misericórdia, domínio, ajuda, salvação (Beacon).

Pegue uma caneta e um papel e tome algum tempo elaborando esses três pontos. O que você pode fazer para desenvolver o hábito do louvor em sua vida?


Quarta

Um testemunho que convence

No livro de Atos, o louvor teve um efeito surpreendente sobre os que o ouviram. Leia Atos 16:16-34. Depois de despidos e espancados, Paulo e Silas foram lançados na prisão. Não havia ninguém para aplicar ungüento em suas costas cortadas e contundidas. Sofrendo grande dor física e com os pés em algemas, foram lançados na escuridão da prisão interior. Mas com os outros prisioneiros sentados e ouvindo, Paulo e Silas começaram a orar e cantar.

Depois do terremoto, e depois que o carcereiro descobriu que nem Paulo e Silas nem os outros prisioneiros haviam escapado, ele, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (vs. 29 e 30).

5. Por que esse evento levou o carcereiro a perceber por si mesmo sua necessidade de salvação? Que papel as orações e canções de Paulo e Silas tiveram sobre os prisioneiros, que não fugiram, e sobre a conversão desse homem e de toda a sua família?

É surpreendente pensar que nosso louvor pode transformar o destino eterno daqueles que nos cercam. Se Paulo e Silas tivessem ficado na escuridão, murmurando e reclamando, como os prisioneiros freqüentemente fazem, você acha que alguém teria sido salvo naquela noite?

Não sabemos o que aconteceu ao carcereiro e sua família mais tarde, mas você pode imaginá-los lendo as palavras que Paulo mais tarde escreveu de outra prisão em Roma: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nEle, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu” (Filipenses 1:29 e 30). Se eles leram isso e pensaram em como o sofrimento de Paulo lhes trouxe alegria, certamente deve ter trazido um cântico ao seu coração e um novo desafio de permanecer fiéis a qualquer custo.

Resposta sugestiva: Provavelmente, o carcereiro tivesse percebido que os apóstolos tinham um poder sobre-humano que poderia salvá-lo. Esse poder levou os outros prisioneiros a reconhecer a presença de Deus.

Quem pode ser influenciado para Deus por meio de uma canção de louvor vinda de seu coração? Faça um esforço combinado para ser mais aberto e efusivo no louvor a Deus ao redor de outros. Você não conhece o efeito positivo que isso pode ter.


Quinta

Uma arma eficaz

Leia II Crônicas 20:1-30. Como Josafá descobriu, o louvor é uma arma poderosa. Depois de receber o relatório de que uma “grande multidão” vinha contra ele, Josafá não partiu imediatamente para a ação militar mas “se pôs a buscar ao Senhor” (v. 3).3

Vindo o povo de Judá a Jerusalém para um jejum, Josafá admitiu a realidade da situação, dizendo: “Em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti.” (v. 12).

6. Quando você vê um “grande exército” se aproximando, qual é sua reação instintiva? Da resposta de Josafá, nos versos 3-12, o que você pode aprender para lidar com essa hostilidade esmagadora?

Quando o Espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, este anunciou corajosamente: “Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco.” (v. 17). Depois disso, eles adoraram a Deus e cantaram louvores a Ele “em voz alta, sobremaneira” (v. 19). Embora fosse Deus que iria lutar por eles, ainda assim eles tiveram que sair para enfrentar o inimigo.

Mas essa não foi uma marcha comum para a guerra. Josafá designou um coral para cantar louvores ao Senhor enquanto marchavam. “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados” (v. 22). De acordo com o autor, Deus interveio bem no momento em que eles exerceram fé em Sua promessa, tendo começado a louvá-Lo “pelo esplendor de Sua santidade” (v. 21, NVI).

Resposta sugestiva: Josafá conclamou um jejum, intercedeu pelo povo perante o Senhor, lembrando os grandes feitos do Senhor no passado e Sua promessa de preservá-los na terra prometida.

Leia novamente os textos de hoje. Que princípios espirituais podem ser aplicados à sua caminhada com Deus, especialmente em tempos de provações e tensão?


Sexta

Estudo adicional

Ellen G. White, Profetas e Reis, pp. 190-203; Patriarcas e Profetas, pp. 487-498.

“Eduquemos, pois, o coração e os lábios a entoar o louvor de Deus por Seu incomparável amor. Eduquemos a mente a ser esperançosa e a permanecer na luz que irradia da cruz do Calvário. Nunca devemos nos esquecer de que somos filhos do celeste Rei, filhos e filhas do Senhor dos Exércitos. É nosso privilégio manter um calmo repouso em Deus.” – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 253.

“E enquanto O adoro e exalto, gostaria que se unissem a mim nesse louvor. Louvem ao Senhor quando caírem em trevas. Louvem-nO mesmo em tentação. “Alegrai-vos sempre no Senhor, diz o apóstolo, outra vez digo: regozijai-vos.” Fp 4:4. Trará isso tristeza e escuridão a suas famílias? Não, absolutamente, mas raios de sol. Vocês receberão raios de luz eterna do trono de glória e os difundirão ao seu redor. Quero exortá-los a se ocuparem nesse trabalho, irradiando luz e vida à sua volta, não só no próprio caminho, mas na trajetória daqueles com quem se associam. Seja seu objetivo tornar melhor a vida dos que os cercam, erguê-los e apontar-lhes o Céu e a glória, levá-los a buscar, acima de todas as coisas terrenas, o tesouro eterno, a herança imortal, as riquezas imperecíveis.” – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, pp. 593 e 594.

Perguntas para reflexão

1. Que papel tem o louvor da comunidade na vida do cristão? Como você descreveria o louvor em seus cultos de sábado? É enriquecedor? Encoraja os membros a manter a fidelidade em meio à provação e ao trauma? Se não é, o que pode ser feito?

2. O que significa louvar ao Senhor mesmo quando “caírem em trevas” ou louvar “mesmo em tentação”? Como o louvor pode nos ajudar nessas situações?


Auxiliar e Comentários Adicionais

Texto-Chave:Filipenses 4:4

Ensine a classe a…

Conhecer: Que o louvor não é algo que fazemos quando pensamos nele ou sentimos vontade; é um estilo de vida que devemos cultivar.
Sentir: A percepção de que Deus é a fonte que supre todas as nossas necessidades, o que levará ao desejo genuíno de louvar a Deus.
Praticar: Permitir que o louvor a Deus penetre nossa vida e nos dê a coragem que de outra forma não teríamos.

Esboço

I. Uma vida de louvor (Filipenses 4:4-7)

A. Deus precisa do nosso louvor, ou o louvor serve mais para nosso benefício? Por que Deus quer o nosso louvor?
B. Quando os cristãos se referem ao louvor, normalmente se referem a algo específico que acontece em um culto na igreja. Como o conceito bíblico de louvor vai além disso?
C. Como o louvor transforma nossa reação às circunstâncias da vida?

II. Regozijai-vos sempre (Atos 16:16-34)

A. Por que devemos nos regozijar sempre? Tudo o que acontece é da vontade de Deus?
B. Se nem tudo que nos acontece é necessariamente da vontade de Deus, como o louvor a Deus pode transformar os eventos ou situações?
C. Às vezes, é necessário nos disciplinarmos para louvar a Deus quando as coisas não parecem estar indo bem?

III. Louvor e realidade (II Crônicas 20:1-30)

A. Por que é benéfico expressar verbalmente o louvor a Deus?
B. Como nosso louvor exteriorizado pode afetar os que nos rodeiam?
C. Você já esteve em alguma situação que parecia ter sido mudada de maneira direta e dramática para melhor por meio do louvor a Deus?

Resumo: Deus quer o nosso louvor porque isso nos ajuda a permanecer atentos ao nosso relacionamento com Ele. Por isso, seja o que for que aconteça ao seu mundo, continue a louvar a Deus e observar o efeito que isso causa em sua atitude e ao seu redor.


Ciclo do aprendizado


Motivando

Em nossos dias, existe uma tendência de considerar a vida como sendo nada mais que uma série de problemas, a ser resolvidos preferencialmente por meio do poder e da força. Por exemplo:

Quando sentem que foram tratados incorretamente, alguns buscam um advogado e procuram abrir um processo, em vez de tentar dialogar com as pessoas envolvidas.

Quando estão doentes, não é incomum que os pacientes optem pela cirurgia, mesmo que o problema possa ser resolvido por meios mais simples.

Freqüentemente, quando um país ameaça outros, os países mais poderosos respondem às ameaças com força militar, em vez de tentar primeiramente a mediação.

Evidentemente, existe um lugar apropriado para cada uma dessas reações. Mas as Escrituras sugerem que os cristãos têm um repertório maior de respostas à disposição. Enfrentar os problemas da vida com louvor e oração parece ser a mais estranha dessas respostas, para pessoas acostumadas a confiar no poder e na força. Mas o louvor é uma resposta poderosa, otimista, e tem um poder para provocar mudanças que muitas vezes é menosprezado.

Pense nisto: Como o mundo seria diferente se todos considerassem os desafios da vida como oportunidades para louvar a Deus?


Explorando

Comentário bíblico

I. O contexto do louvor

(Leia Filipenses 4:4-7.)

Louvor, ações de graças e oração como estratégias para solucionar as dificuldades da vida parecem ter pouco valor para a mente acostumada a resolver os problemas por meio da força. Mas, além de convocar as energias do Céu em nosso favor, esses são os fundamentos de uma atitude cristã. Pois, quando delegam a Deus o exercício do poder, os cristãos são liberados para manifestar uma gentileza determinada e inconfundível (v. 5). A palavra grega (epieikes) dá a idéia de generosidade, magnanimidade e até mesmo a disposição de submeter-se aos outros. Em II Coríntios 10:1, Paulo considera a mansidão uma qualidade central da personalidade de Cristo.

Pense nisto: Dê um exemplo em que a mansidão foi mais eficaz na solução de um problema que os meios mais convencionais.

II. Derrubando as paredes pela oração

A permissão de Deus para a matança de tribos inteiras é uma legítima dificuldade teológica na história da queda de Jericó (Josué 5:13). Mas, nessa discussão, tente manter o foco da classe na interpretação da história apresentada em > Hebreus 11:30, um exemplo em que Deus fez o trabalho pesado em resposta à fé, ao louvor e à oração de Seu povo.

III. A vida de louvor

O salmo 145 é conhecido pelos leitores hebreus como o tehillah de Davi, que significa “louvor de Davi”. Enquanto muitos salmos têm notas de louvor, o tehillah é notável por seu desenvolvimento elevado e artístico desse tema. (Para mais informações sobre este salmo, veja o Passo 3 Praticando!)

IV. Um testemunho que condena

(Leia Atos 16:24 e 25.)

O que mais surpreende no verso 25 não é simplesmente que os apóstolos estavam cantando e louvando no cárcere, mas a menção casual ou trivial como o fato é mencionado. A rapidez com que o autor passa da descrição da prisão para os cânticos e louvores sugere que o autor de Atos estava tão acostumado a esse tipo de comportamento dos apóstolos que isso não era nada surpreendente para ele. Para o público moderno, acostumado à oração como atividade particular, a falta de acanhamento dos apóstolos nos lembra que o louvor a Deus é algo que podemos fazer publicamente, mesmo quando estamos cercados por pessoas que não podem partilhar nossas convicções.

Pense nisto: O que as pessoas ouvem de você quando está passando por dificuldades? Queixas ou louvores?

V. Uma arma que conquista

Recapitule os principais pontos da batalha de Josafá em II Crônicas 20:1-30.

Essa história, como a história da queda de Jericó, mostra que louvor e oração não significam passividade; nos dois casos, Deus esperava que houvesse cooperação por parte dos que oraram por ajuda.


Praticando

O louvor é uma parte da vida espiritual a ser melhor entendida na prática que na análise teológica. Leia com sua classe o Salmo 145. Se possível, convide os membros de sua classe a ler esse salmo alternadamente, ou cada verso por uma pessoa. Estimule-os a ler com expressão, tornando a leitura o mais atraente que puderem.

Peça que a classe escreva salmos de louvor pessoais para compartilhar. Você pode fornecer um modelo como este:

Senhor, Tu és (mencione qualidades de Deus).

______________________________________________________.

Neste mundo, Tu tens (inclua atos e sinais de Deus observáveis para todos).

______________________________________________________.

Eu Te louvo por que em minha vida, Tu (descreva sinais pessoais de Deus em sua vida).

______________________________________________________.

No futuro, sei que posso confiar em Ti para (mencione expectativas dos atos de Deus em sua vida ou no mundo).

______________________________________________________.

Lembre-se de que Davi escreveu para o idioma de seus dias e usou linguagem de seus dias sobre eventos daquele tempo, e do ponto de vista pessoal. Peça que os membros evitem linguagem rebuscada ou bíblica, usando palavras muito pessoais e modernas para louvar a Deus.


Aplicando

Uma das maiores obras de devoção cristã é Confissões, de Agostinho de Hipona. Escrito cerca de 400 anos depois de Cristo, é o relato sincero da jornada de Agostinho para Deus, que o levou a tornar-se um dos evangelistas e teólogos mais influentes da primeira igreja. Ele começa as Confissões com louvor, especificamente, com uma citação do Salmo 145:

” Tu és grande, Senhor, e digno de ser louvado: grande é Teu poder e para Tua sabedoria não existe limite. E o homem, que parte de Tua criação, deseja Te louvar, o mesmo homem que leva dentro de si a mortalidade, que tem dentro de si o testemunho de seu pecado e o testemunho de que resistes ao orgulhoso. Mas o homem, parte de Tua criação, deseja Te louvar. Tu o despertas a alegrar-se para orar a Ti, pois nos fizeste para Ti mesmo, e nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti.” Confissões de S. Agostinho, livro 1, v. 1-3, p. 43.

De acordo com Agostinho, a oração surge naturalmente quando refletimos sozinhos sobre mortalidade, pecaminosidade, orgulho e necessidade de Deus. Para Agostinho, o louvor era o primeiro passo essencial no crescimento espiritual.

Pense nisto: O Salmo 22:26 diz que “aqueles que buscam o Senhor O louvarão” (NVI). Se você percebe que falta alguma coisa em sua relação com Deus, pense se porventura o elemento perdido não é o louvor sistemático e sincero.


Fonte: http://www.cpb.com.br