A Teologia da Música Sacra

por: Gerald A. Klingbeil

Introdução

O titulo desse artigo é A Teologia da Música Sacra – que, de certa forma, é uma frase difícil de ser definida.Que tem a teologia a ver com a música? Não se refere a teologia a nossa compreensão a cerca de Deus, Jesus, o Espírito Santo, a salvação e os eventos finais (escatologia) – e não as coisas mundanas como é a música? Se é possível escrever uma Teologia da Música Sacra – seria também possível escrever uma teologia da dança, ou uma teologia do comer? Enquanto me preparava para esse seminário, senti que podia dizer como o profeta Amós em Amós 7:14 “Não sou profeta nem filho de profeta” – ou em outras palavras: “Não sou músico profissional, nem tampouco estudei por cinco anos num conservatório ” – mas sou um teólogo e portanto buscaremos a base teológica para a música no contexto eclesiástico. Neste artigo examinaremos a importância e as possibilidades incríveis que a música oferece à igreja, como também alguns dos problemas e desafios que se colocam em nosso caminho. Tratarei de desenvolver o assunto de acordo com as divisões abaixo:

  1. Música e Teologia – Que tem um a ver com o outro?
  2. Música como Teologia – A perspectiva bíblica concernente o uso de propósito da música.
  3. Ellen G. White, Música e Teologia.
  4. Teologia na Música – Adorando de uma maneira significativa no começo do século XXI.

Para começarmos, vamos descrever três situações “típicas” numa igreja, com uma pergunta difícil relacionada ao significado e uso da música. Talvez você possa imaginar-se nestas situações e refletir na maneira como você reagiria e suas razões.

  • Os jovens de sua igreja desejam estar mais envolvidos na experiência de adoração da igreja. Mas eles não gostam do tipo de música que usamos no Hinário Adventista. Eles querem trazer para a igreja, digamos, “música contemporânea”? Você como a pessoa responsável deve tomar uma decisão. Que dirá você aos jovens e por quê?
  • Um membro de sua igreja, recentemente batizado, sugere que baseados na Palavra de Deus nós deveríamos expressar nossa alegria perante do Senhor não simplesmente com palavras, mas também em ação. Ele pensa que da mesma forma que Davi “dançou diante” do Senhor e cantou com tamborins e bumbos, nós deveríamos fazer o mesmo. Qual seria a sua reação a esta situação e que razões daria?
  • Um quarteto masculino acaba de cantar um negro spiritual a capella. Um membro mais idoso da igreja se levanta, visivelmente irritado, sai da igreja resmungando a cerca da música ruim que se introduziu na igreja remanescente de Deus. O que diria você ao irmão ou ao quarteto e por quê?

1. Música e Teologia – Que tem um a ver com o outro?

Como pastor sempre estou conhecendo novas igrejas. É interessante ver que com freqüência o estado espiritual de uma igreja pode ser “escutado” na maneira como canta uma igreja. Uma igreja que canta com alegria e energia, no geral também é uma igreja que trabalha arduamente para compartilhar a mensagem de nosso Salvador, e da mesma forma, uma igreja que arrasta a melodia de seus hinos, em geral não é muito missionária e também é fria. A música é decididamente uma benção. Como veremos posteriormente, a música foi uma parte integral da experiência de adoração do Velho e Novo Testamentos. O grande reformador Lutero escreveu em certa oportunidade: “A música é um dom precioso e grandioso que freqüentemente me tem despertado e movido a alegria da pregação… Depois da teologia, concedo à música o lugar mais elevado e de maior honra… Meu coração palpita e se emociona em resposta à música, que me tem refrescado e liberado de pragas malignas”.

Mas a música também é um osso de contenda na igreja contemporânea. Dentro e fora da IASD, as denominações e congregações estão lutando sobre o lugar e o estilo de música na experiência de adoração. A adoração tem-se transformado numa palavra clichê que pode significar quase tudo, segundo o desejo do autor. Um número recente de Adventist Review (da Revista Adventista norte-americana), dedicou um grande espaço à contribuição que os artistas adventistas têm dado a música cristã contemporânea, gravando com os principais nomes deste comércio. O autor Jeff Trubey, que está envolvido profissionalmente com o negócio da música cristã e é um líder de juvenis no campus da escola de Madison, em Nashville, TN, alega que a palavra-chave na discussão deveria ser relevância. A música deve ser relevante e não obsoleta. A música deve falar as pessoasdentro e fora da igreja.

Em 1996, uma edição da revista Ministério Adventista (edição em espanhol) estava dedicada a investigar mais a relação entre música e adoração. Os artigos desta edição vão desde a perspectiva história, até a influência da música. Incluindo uma curta compilação de escritos de Ellen G. White sobre os benefícios da música. Outro assunto interessante nesta discussão, era a dança. Recentemente, um artigo sugerindo mais liberdade e flexibilidade (numa análise de certa forma deficiente de material bíblico) foi publicado em Diálogo Universitário, uma publicação dirigida aos estudantes universitários. Outra questão de algum modo relacionada com a música tem a ver com o aplauso. É correto aplaudir na igreja? É uma expressão de alegria ao Senhor? Angel Rodríguez (do Instituto de Investigação Bíblica da Associação Geral) tomou recentemente este assunto, mas sem conclusões absolutas.

Algo está acontecendo me nossa igreja. E não somente na América do Norte e na Europa. Os artistas adventistas nos EUA cantam diante de audiências de 10 mil jovens (adventistas e não adventistas), participando de um dos maiores mercados da música nos EUA, lucrando algo em torno de US$538 milhões anualmente. No entanto, enquanto enfatizamos as bênçãos da música, em diversas ocasiões nos encontramos como líderes da igreja, como membros leigos voluntários, e como músicos profissionais, muitas vezes em meio a problemas com estilo e forma apropriados para adoração. Isto causa com freqüência longas discussões sobre o gosto pessoal, o qual nada tem a ver com os assuntos básicos. O que mais se necessita é uma base bíblica do propósito da música que por sua vez nos proporcionará direção para usá-la em nossos dias. Este é um ponto que precisa ser enfatizado especificamente. No entanto, as referências a tambores e dança (Salmos 140:4-5) são tomadas totalmente fora do contexto (tanto o histórico específico como o cultural). Nosso método exegético e ferramentas hermenêuticas têm que ser as mesmas como quando estamos tratando um texto difícil com respeito ao estado do mortos ou a divindade de Jesus. O argumento de que “se era praticado no VT, devemos praticar agora” é definitivamente um pensamento descuidado, de maneira que seguindo uma aplicação deste princípio mencionado seríamos levados a praticar o sacrifício duplo, queimando as ofertas recebidas durante a semana seguinte em nossas igrejas. A questão concernente ao estilo de música não pode ser resolvida baseando-se na aparência (ou não aparência) de um termo ou frase do Velho ou Novo Testamento. Mas sim, baseando-se sobre os princípios específicos tomados na Palavra de Deus.

2. A Música como Teologia – A perspectiva bíblica concernente o uso de propósito da música.

A música é tão antiga como este planeta. Na realidade é mais antiga, já que nos é mencionado que Lúcifer foi um dos maiores músicos do universo antes de sua queda. Gênesis 4:20-22 menciona vários começos: o primeiro fazendeiro, o primeiro herdeiro, e Jubal – o primeiro músico. Na arqueologia do antigo Oriente a música é um fenômeno bem atestado. Temos encontrado fragmentos de flautas, harpas, tambores, castanholas, trombetas, etc. A atividade musical também foi ilustrada por uma quantidade de ilustrações pictóricas, em sua maioria provenientes do Egito e Assíria. A música foi um meio importante para expressar o estado emocional de uma pessoa – seus desejos, esperanças, frustrações, etc.

Há uma longa lista com os diferentes usos da música no Velho e Novo Testamentos. No nível secular, a música foi utilizada para celebrar (por exemplo, durante a festa de bodas tal como menciona Jer. 16:19), para acompanhar o trabalho monótono, como pisar uvas (Jer. 48:33), ou a perfuração de um poço (Núm. 21: 17-18), para festas de despedida (Gên. 31:27) , depois de uma vitória militar (o cântico de Maria após a vitória em Êxo. 15:20ss. Ou o cântico de Débora em Juí. 5), etc.

No nível religioso, a música foi utilizada com ainda mnemônica (como se refere Deut. 31:19, onde a história do êxodo deveria ser ensinada aos israelitas mediante a composição de um cântico), como um meio de louvor no templo (I Crôn. 6:3 [TM 6:16] quando Davi estabelece músicos especiais para os serviços de adoração no templo (também I Crôn. 15:22) como parte da experiência de adoração do povo (ver II Crôn. 29:27 quando o povo se uniu m cântico após a queima de oferta que havia sido oferecida com o acompanhamento de instrumentos), etc. O livro dos Salmos na realidade, foi um hinário do Israel antigo.

Em Daniel 3:5 uma orquestra completa é utilizada para impressionar as mentes e os corações dos que estavam presentes na planície de Dura. Nesta situação a música deveria ter algum tipo de efeito de lavagem cerebral. Todos deveriam curvar-se e adorar a estátua. As conotações religiosas deste ato estão além de qualquer discussão.

No Novo Testamento encontramos somente cinco instrumentos diferentes ( a flauta dupla ou aulos, a lira, a trombeta, os címbalos e possivelmente o gongo). Nenhuma teologia compreensiva da adoração é fornecida no Novo Testamento, apesar de encontrarmos algumas pistas importantes:

  1. O canto no serviço de adoração deve ser compreensível, I Cor. 14:7-8 menciona instrumentos sem vida produzindo sons que deveriam ser compreendidos – da mesma forma que a “língua” e s palavras que produz precisam ser facilmente compreendidas – um bom argumento contra a opinião do “dom de línguas” sendo sons irreconhecíveis causados pelo “espírito”.
  2. O canto na adoração pode ser expresso em salmos (a herança do VT para a igreja no NT), hinos e canções espirituais (Efé. 5:19).
  3. O canto é uma expressão da comunidade e comunhão ( Mat. 26:30). É bem provável que o cristianismo do NT utilizou elementos cruciais de adoração tanto do VT como da tradição rabínica. Assim temos a ênfase em canto a capella, que era uma pratica comum nas sinagogas judaicas.

3. Ellen G. White, Música e Teologia.

Esta seção deste artigo poderia ser tratada como uma contribuição separada para nosso estudo da Teologia da Música Sacra. O índice dos escritos de EGW contém mais de três páginas de referências que mencionam diretamente a palavra “música”, e muitas outras que mencionam “adoração”, “culto”, etc. Assim sendo, direcionaremos nossa atenção a algumas referências sobre música e a igreja.

Ellen White sugere que a música é uma ferramenta importante no evangelismo (Ev, 362), mas não deve ser usada somente para mover as pessoas emocionalmente (Ev, 366). É interessante notarmos que Ellen White não baniu – como Calvino fez – os instrumentos musicais dos serviços de culto da igreja (Ev, 365). No entanto, ela faz advertências quanto ao extensivo uso da música – tanto na igreja como em nossos lares (MJ, 292) – um uso que está fora da proporção com a mordomia do nosso tempo. Assim – como praticamente em tudo – o maravilhoso dom de Deus é transformado numa pedra de tropeço para o nosso crescimento espiritual.

Enquanto descreve a escola dos profetas dos tempos antigos, Ellen White enfatiza o uso da música na preparação dos ministros valorosos (PP, 644). Aparentemente, Ellen White tem no geral uma visão muito positiva com relação ao ministério da música na igreja, embora ela faça advertências urgentes contra excessos e abusos. Como em todos os seus escritos, ela demonstrou um equilíbrio admirável em suas afirmações sobre o uso da música. Certamente a música é um dom de Deus com o propósito de ser utilizado em nossos serviços de culto e no evangelismo (como também na vida pessoal), mas de forma alguma a música pode ocupar uma posição mais exaltada do que o próprio evangelho. Em outras palavras, a música não pode se tornar tão importante que nós nos esqueçamos da verdadeira missão e propósitos da igreja.

4. Teologia na Música – Adorando de uma maneira significativa no começo do século XXI.

No século XXI a igreja ASD enfrenta grandes desafios. Assuntos como a ordenação de mulheres, nossa posição com relação a homossexuais e o homossexualismo, dúvidas de estilo de vida, etc.estão sendo colocados na agenda da igreja. Desde de nós não vivemos num vácuo cultural e social, nós teremos que enfrentar estes assuntos – não baseados nas mudanças das convenções culturais, mas baseados no “Assim diz o Senhor…”

Música – ou melhor, “estilos de adoração” fazem parte das perguntas mencionadas acima. Igrejas tipo celebration ou tradicionais não são um problema exclusivo da Igreja Adventista, mas um desafio na esfera do protestantismo e catolicismo (numa escala menor). Uma pesquisa desenvolvida pela revista Your Church com 286 igrejas norte-americanas selecionadas aleatoriamente, indicou a existência de três “tipos de igrejas” no tocante a música e estilo de adoração: 38% cantam quase que exclusivamente hinos tradicionais; 25% são moderadamente tradicionais cantando entre 51-75% de hinos tradicionais e somente 13% as igrejas podem ser denominadas não tradicionais (cantando menos de 50% de hinos tradicionais). Freqüentemente ouço perguntas como estas:

  • A música só é própria para o culto quando tem pelo menos 150 anos?
  • Não está a forma de expressão e adoração diretamente ligada ao nosso universo cultural e a nossa experiência?
  • Baseados no que, decidimos qual música é “boa” e qual é “ruim” ?

As dúvidas são claras. O que dizer das respostas? Falando historicamente nós podemos conhecer que os pilares da igreja cristã, como Lutero e Wesley, cujos hinos nós gostamos de cantar, freqüentemente usaram “música popular” ou, em outras palavras, a música conhecida nas ruas e mercados, colocando um novo texto e assim transformando-as em nossas favoritas. Freqüentemente a reação da igreja estabelecida (tanto protestante como católica) foi um grande “NÃO”. Mas os resultados não foram os esperados. Dizer “não” baseando-se nas estruturas da autoridade não parece ser a maneira de confrontar estas dúvidas. É assim que a teologia (estudo sobre Deus) precisa entrar na discussão. Infelizmente na teologia sistemática e moderna há muito pouco espaço para assuntos como estilos de adoração. Mas baseados na palavra inspirada de Deus, respostas para os desafios da igreja remanescente precisam ser encontradas. A tradição não pode ser a resposta definitiva, desde que nós como igreja somo os “filhos espirituais” daqueles que lutaram contra a tradição. Mais ainda, algumas tradições de nossos pioneiros seriam bem chocantes para nós (por exemplo, o costume de Tiago White de entrar pelo corredor central da igreja cantando antes de começar o seu sermão).

Sem proclamar estar completo ou que sou autoridade final, baseado nos princípios bíblicos estudados acima sobre o uso e função da música no culto, eu gostaria de sugerir os seguintes pontos:

  1. Baseado no ato divino de criação do ser humano como um ser completo, nenhuma linha divisória deve ser estabelecida entre os lados intelectual e racional de nosso ser. Contrário a algumas idéias atuais de adoração, a música não é o complemento emocional para a pregação intelectual da palavra de Deus. A música deve também possuir um aspecto racional/intelectual.
  2. O culto (e assim a música) deve ser desenvolvido baseado na autoridade da Palavra de Deus, e não baseado em teorias e contextos contemporâneos. Ao passo que é verdade que um indígena na floresta Amazônica irá expressar o seu amor por Deus de maneira diferente de um advogado de sucesso de Washington, DC, ambas expressões precisam ser modeladas pela Palavra de Deus (e não em referência a processos culturais). Na realidade, o evangelho de Jesus Cristo precisa penetrar na nossa consciência cultural e regenerá-la. caso contrário, algo terrível deu errado.
  3. O conselho de Paulo aos coríntios (I Cor. 14:7-8) sobre “instrumentos sem vida, produzindo sons incompreensíveis” deve ser aplicado ao ministério da música da IASD também. Se a embalagem (ou mídia) está sufocando a mensagem, algo está errado. Em outras palavras: se a música está muito alta, for pobremente apresentada, o K-7 do play-back rangendo, a bateria dominando, a amplificação muito improvisada, algo deve ser mudado.
  4. Da mesma forma que nós respeitamos e promovemos idiomas diferentes e dialetos diferentes (investimos muito dinheiro em traduções da Bíblia para alcançar um número muito limitado de pessoas de um determinado grupo étnico), nós também devemos respeitar os diferentes instrumentos e estilos utilizados para louvar a Deus. Nenhum instrumento pode em si mesmo ser designado como “bom” ou “mal”. Devemos manter em mente que o órgão não era apropriado para o culto há uns 400 anos atrás. Isto quer dizer que não somente a música religiosa de estilo europeu (escrita por Bach ou Handel) ou música religiosa norte-americana (escrita por nossos pioneiros) deve ser considerada relevante, mas também a música folclórica locar, utilizando instrumentos locais (naturalmente dentro das diretrizes propostas aqui).
  5. O culto e a música são somente veículos de um assunto mais amplo na igreja remanescente de Deus: unidade (João 17; I Cor. 1:10). Unidade e comunhão são um dos aspectos mais importantes de nossa vida na igreja. Não quero dizer isto para oferecer uma solução fácil para evitar conflito, mas este aspecto deveria abrir nossas perspectivas com relação às coisas na vida de nossa congregação que são importantes e “prioritárias”. Se a minha idéia de música e adoração está em conflito direto com a idéia do meu irmão, eu não irei lutar pela minha idéia, mas em amor fraternal irei considerar o meu irmão mais importante do que a idéia. Se este princípio fosse praticado por todos (infelizmente uma afirmação hipotética) nós então teríamos poucos conflitos.

Conclusão

A preparação deste artigo não foi uma tarefa fácil. Embora seja um teólogo, estou também envolvido como músico com os nossos jovens. A abertura e a liberdade que a Palavra de Deus nos oferece é algo que devemos oferecer a outros. Como sempre, um trilho mediano, sem a facilidade dos extremos, é muito difícil de ser seguido. Mas a Palavra de Deus nos desafia a sermos aqueles que podem amar e suportar alguém com uma opinião diferente. As linhas convencionais separando “liberais” e “conservadores” de alguma forma ofuscaram-se enquanto estudava este tópico. O que precisamos é de filhos de Deus criativos que podem vencer o desafio e colocar em prática o que os autores bíblicos consideraram essencial: a integridade de adoração (ex.: adoração que fala tanto ao intelecto como as emoções), uma cultura cristã (e não necessariamente ocidental), uma clara proclamação da mensagem (sem a mídia ser o aspecto mais importante), e o reconhecimento de que a unidade e diversidade cristãs são os paradigmas chave para a “cultura”cristã. No final o que vale é o fato de que somos a letra e a música da “canção do Cordeiro que foi morto” (Apoc. 5:6) e que é digno de receber nossa honra e louvor.


Gerald A. Klingbeil, PhD, é Diretor de Pesquisas da Faculdade de Teologia , Universidade Peruana Union.