Senhor de Nossa Adoração – Lição da Escola Sabatina dos Jovens – 2005

Introdução

“Vamos nos ajoelhar diante do nosso Criador. Ele é o nosso Deus; nós somos o povo que Ele guia, somos o rebanho do qual Ele cuida” (Salmos 95:6 e 7).

A verdadeira adoração deve vir do coração. Podemos adorar a Deus em uma igreja ou no topo de uma montanha, sozinhos ou em congregação, com um sussurro ou com uma exclamação de júbilo.

Leitura adicional: I Crônicas 16:29 ; Salmos 47 ; 63:1-4 ; 99:9 ; 150 ; Isaías 56:6 ; João 4:25 ; Atos 4:24-31 ; Hebreus 10:25 ; Apocalipse 14:6 e 7 ; 15:1-4 ; 19:1-10


Participação Ativa

1. Quais são algumas das razões apresentadas na Bíblia para adorarmos a Deus? Salmos 95:6 e 7 ; Salmos 99:9 ; Apocalipse 4:8-11 e 5:8-14

2. Como os habitantes de Listra reagiram depois que Paulo e Barnabé curaram em nome de Jesus um homem incapacitado? Atos 14:8-18. Por que essa reação foi compreensível? Como podemos ser tentados, em pleno século 21, a fazer o mesmo, isto é, adorar algo ou alguém que não é Deus?

Em minha época de faculdade fiz um texto intitulado Culto e Adoração. Como um dos requisitos da matéria, um de meus colegas de classe e eu tivemos que assistir a um culto de adoração em certas igrejas protestantes no centro de Washington, D.C.

Cheios de expectativas, aparecemos numa igreja no domingo de manhã e nos juntamos aos adoradores regulares que já estavam nos bancos.

Um excelente órgão e um coral com a mistura exata de vozes femininas e masculinas criaram uma atmosfera de adoração. Uma leitura dramática de vários textos das Escrituras – entre eles Isaías 53 – sintonizou ainda mais nossa mente para a adoração ao Senhor. E então, finalmente, chegou a hora do sermão, que foi apresentado por um dos pregadores mais famosos do país.

O pregador se levantou, colocou-se no púlpito, e surpreendeu a maior parte da congregação – pelo menos nós dois que íamos escrever um relatório sobre seu sermão: “Amigos”, ele disse, “faz muito tempo que estamos precisando de alguns momentos de silêncio nesta igreja. Acabamos de ouvir um texto nos lembrando dos sofrimentos do Senhor de nossa adoração. O melhor que podemos fazer é simplesmente nos manter em silêncio e refletir sobre esse texto. Que o Espírito Santo guie nossos pensamentos ao adorarmos ao Senhor através de alguns momentos de silêncio.”

Então o pregador se assentou – e durante os 20 minutos seguintes não se ouviu um único ruído no santuário. Estávamos todos sozinhos apenas com nossos pensamentos. Nunca me esquecerei daquele culto.

Isto me faz pensar no filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, o qual nos lembra que muitos de nós temos uma compreensão equivocada do que significa a verdadeira adoração. Vamos à igreja prontos para avaliar todo o programa do culto – e especialmente o sermão. Depois, discutimos ansiosamente se foi uma experiência boa ou ruim ir à igreja naquele dia. Não devemos ser apenas expectadores num culto, como quando assistimos a uma apresentação num teatro, mas devemos ser participantes ativos.

O importante a pensarmos não é onde adoramos – que era a preocupação principal da mulher samaritana junto ao poço. O mais importante é quem e como adoramos. A adoração em espírito e em verdade não requer necessariamente que aumentemos o volume dos instrumentos musicais que acompanham os cânticos de louvor, ou que imitemos o programa das igrejas carismáticas. Deus não estava na tempestade no Monte Carmelo, mas na quietude que o circundava.

Talvez precisemos de mais silêncio em nossos cultos, para que o Senhor de nossa adoração possa alcançar-nos com o estímulo necessário para estarmos mais bem preparados para dar nosso testemunho ao mundo que nos rodeia.

Walder Hartmann
Daugaard, Dinamarca


A Genuína Adoração

Por meio de orações silenciosas de ações de graças e louvor, podemos adorar ao nosso Deus a qualquer hora, em qualquer lugar. (Veja I Tessalonicenses 5:17.) Também existem ocasiões para adoração coletiva, como ocorria nos antigos festivais hebreus, onde diferentes ocasiões eram separadas para vários atos de adoração e ações de graças. (Veja Levítico 23:4-44.) No entanto, mais universal do que os festivais judeus é o sábado, que foi separado pelo Criador como um tempo para todos os povos de Deus, judeus ou gentios.

3. Sob o ponto de vista da universalidade do sábado, o que diz o relato da criação? Gênesis 2:1-4

4. Leia Apocalipse 14:6 e 7, e depois responda às seguintes perguntas:

a) A quem a mensagem do “evangelho eterno” deve ser levada? Compare esta resposta com o que acabamos de ler em Gênesis 2:1-4.
b) A quem nos é dito que devemos adorar?
c) Como as suas respostas às perguntas 1 e 2 o ajudam a entender o papel do sábado na mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14?

O Criador-Pastor inspira a genuína adoração (Salmos 95:6 e 7). Na rica linguagem metafórica do livro de Salmos, imagens contrastantes são colocadas juntas para mostrar que Deus é ao mesmo tempo supremo e exaltado e também próximo e compassivo em relação aos seres humanos. Ele é, por exemplo, tanto Criador quanto Pastor (Salmos 95:6 e 7). Estas duas imagens de Deus servem para ampliar nossa percepção dEle, aprofundar nosso relacionamento com Ele, e estimular nossa resposta em adoração. Como Criador, Deus inspira reverência e admiração em Suas criaturas, e como Pastor Ele inspira um senso de intimidade e segurança. Reverência e admiração, intimidade e segurança são características importantes da genuína adoração.

Os Salmos, porém, não são meras exibições de belas cenas religiosas. Eles nos convidam a deixar nossa adoração ser substancial; a nos prostrarmos (verso 6), e ao assim fazê-lo, indicar que reconhecemos nosso Deus não apenas intelectualmente mas com todo o nosso ser, e que nossa intenção é completa devoção a Ele. Esta atitude de devoção ficará em contraste com a atitude de infidelidade representada às vezes pelo povo de Israel (verso 8) quando o Criador-Pastor estava procurando levá-los à Terra Prometida.

O Cordeiro é o centro da genuína adoração (Apocalipse 5:8-14 ; 14:1-3). Até os inquietantes e perturbadores cenários do livro do Apocalipse são, às vezes, interrompidos por poderosas cenas de louvor sem reservas. Todas estas cenas apocalípticas de adoração têm a Pessoa do Cordeiro como seu enfoque exclusivo (Apocalipse 5:8-14 ; 14:1-3). A profundidade da adoração parece corresponder apenas às profundezas das quais os adoradores foram salvos. Na verdade, o próprio assunto do cântico deles é o ponto ao qual o Cordeiro foi para salvá-los (5:9). Sua própria vida foi oferecida. A adoração aqui é demonstrativa: eles tocam instrumentos, queimam incenso, prostram-se, cantam em voz alta, e circundam completamente o trono onde o Cordeiro está assentado. Esta é uma adoração universal (verso 13) porque o Cordeiro, por meio de Seu sangue, conquistou uma vitória universal, e somente a adoração universal e irrestrita será suficiente.

O Filho do Homem desejava a adoração genuína (João 2:13-16). “Parem de fazer da casa de Meu Pai um mercado!” (João 2:16). Enquanto Jesus expulsava os cambistas do templo, Suas palavras e atos lembravam a antiga paixão que ardia no coração daqueles que verdadeiramente viviam para honrar a Deus (João 2:17 ; Salmos 6:9). Na verdade, Jesus não apenas partilhava do zelo dos profetas (Jeremias 7:11), mas também o personificava; esses profetas conclamaram o povo a uma restauração da devoção sincera a Deus e a um abandono da idolatria.

Os pátios do templo ofereciam um local de adoração para os gentios, mas o constante abuso de comércio nos pátios exteriores significava o impedimento de este grupo de adoradores expressar sua devoção a Deus no templo, e este era o próprio objetivo para o qual o templo fora construído (Isaías 56:7). Algo estava errado. O interesse próprio tinha sutilmente suplantado a adoração genuína. Os atos de Jesus brotavam de Seu profundo anseio por ver a adoração genuína restaurada não apenas à vida de Israel mas a todas as pessoas que desejavam adorar o Pai.

O ensino de Cristo promove a genuína adoração (Colossenses 3:16). As Escrituras, segundo Jesus as ensinou (Colossenses 3:16) tinham o objetivo de dar substância à vida e adoração da comunidade cristã. A música favorecia isto. Havia uma afinidade quase natural entre o ensino e aprendizado da Palavra, e a expressão da Palavra em louvores e cânticos. Pode-se dizer que a Palavra de Deus faz nascer a genuína adoração e a conserva. Neste contexto, a música e o cântico não são meramente um fim em si, mas servem ao propósito de encher a mente do crente com a Palavra de Deus.

Pense nisto

1. Quão importante é a relação entre a Bíblia e a adoração?
2. Quais são as ligações entre a maneira como vivemos e a maneira como adoramos?
3. Identifique três maneiras por meio das quais você pode impedir a adoração de se tornar um mero ritual.
4. Como as cenas de adoração apresentadas ao longo da Bíblia (tais como o Cordeiro como sendo o centro da genuína adoração) são diferentes da idolatria?

Robert Fisher
Duagaard, Dinamarca


O Povo do Espírito

5. O que significa adorar “o Senhor na beleza da Sua santidade”? I Crônicas 16:8-36 ; João 4:23 e 24

A adoração verdadeira é muito mais do que formas, cânticos ou liturgia. Em sentido real, é uma obra, a expressão humana de gratidão por quem Deus é, e as grandes coisas que fez por nós por meio de Jesus. Assim como João disse: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos” (I João 5:3), também revelamos nosso amor a Deus adorando-O. É um tipo de expressão de amor diferente de guardar os Seus mandamentos, mas, ainda assim, é uma expressão. Certamente, foi sobre isso que Jesus falou quando disse que devemos adorar o Senhor em “espírito e em verdade”.

6. Com essa idéia em mente, o que motivou Jesus a purificar o templo? João 2:13-16

“Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem” (João 4:23). Já ouvi muitos sermões declarando que devemos ser o “povo da Bíblia”. Como adventistas, cremos que somos o povo da Bíblia e que isto leva ao conhecimento da verdade. Isto é muito importante, mas somos também o povo do Espírito?

Uma das partes mais importantes de nossa experiência de adoração é o cântico. Cada um de nós tem sua própria experiência singular quando permitimos que o Espírito Santo entre em nosso coração, e a expressão que então vem de nós é o cântico. Contudo, nossa cultura, experiências de infância ou expectativas de conformidade com a tradição podem reprimir nossa experiência de adoração – particularmente no que diz respeito à música.

No ano passado, tive o privilégio de cantar o Messias de Handel como parte de um grande coral na Casa de Ópera de Sydney. Sábado passado fui a um congresso jovem com cânticos de adoração contemporâneos e um grupo musical jovem. Em minha igreja de origem canto hinos e cânticos de louvor. Em todos estes casos, meu ato de cantar me leva para mais perto de Deus e é uma parte importante de minha experiência de adoração.

“O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.” – Patriarcas e Profetas, pág. 594.

“Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível a sua influência.” – Orientação da Criança, pág. 523.

Cada um de nós tem o desafio de permitir que o Espírito Santo entre em nossa vida. A manifestação do Espírito Santo se fará sentir na maneira como adoramos ao nosso Deus – especialmente em nosso cantar. Portanto, se você gosta de música instrumental, hinos, ou louvor contemporâneo e cânticos de adoração, não deixe seu coração ficar frio ao poder do Espírito Santo. Pois então poderemos ser de fato o povo do Espírito e da verdade.

Pense nisto

Como posso entrar numa experiência de adoração mais significativa com Deus por meio da música?

Robin Hill
Sydney, Austrália


Evidências dos Atos de Deus

7. Que expressões de adoração existem nas seguintes passagens? Ao ler esses textos, pergunte a si mesmo: De que tipo de ambiente eles parecem falar – algo sombrio e solene ou jovial e exuberante? Uma coisa é automaticamente santa se for sombria, ou automaticamente irreverente se for jovial? Salmo 47 ; 63:1-4 ; 150 ; 149:3

“A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. … O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.” – Patriarcas e Profetas, pág. 594.

8. Como você entende o conselho de Paulo para louvarmos a Deus cantando salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão em nosso coração? Colossenses 3:16

Existem apresentações musicais que podem entreter ou ser esteticamente agradáveis, mas que não trazem nem um resquício da graça de Deus. Só a música que parte de um coração tocado pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados, é adoração “em espírito e em verdade”.

Em João 4:23 e 24, descobrimos que Deus busca verdadeiros adoradores. A adoração consiste em muitas coisas e pode tomar muitas formas. Podemos adorar a Deus com nossa vida, com nossos cânticos, ou de outras maneiras em que escolhamos nos expressar.

Basicamente, a adoração tem a ver com a verdade bíblica de outra realidade – a realidade de Deus. Adorar ao Deus do Universo faz com que nos concentremos em outra verdade em vez daquela que vemos com nossos olhos físicos. Que diferença podemos esperar que esta outra realidade faça em nossa própria vida quando adoramos?

Quando falamos dos fatos e do caráter de Deus que não vemos, estamos sendo obedientes e agindo em fé. Este ato é inspirado pelo próprio Deus. I Coríntios 12:3 diz que nossa proclamação de Jesus como Senhor é obra do Espírito Santo. Proclamando Seu senhorio, tomamos parte na realidade de Deus.

De acordo com II Coríntios 1:21 e 22, o Espírito Santo nos é dado como evidência – uma garantia de que temos ligação com a realidade de Deus. Gálatas 5:22 e 23 fala de como a realidade de Deus da paz, alegria e amor é revelada em nossa vida. Ao adorarmos Jesus, nossa realidade será transformada por Ele por meio do Espírito.

Deus deseja tornar real para você o fato de que, apesar dos desafios e problemas do dia-a-dia, pode haver paz, alegria, etc. (II Coríntios 5:1-5). Pelo Espírito Santo, a adoração afeta a realidade dentro de você, mostrando a você quão grande Deus é, e mostrando a você, concretamente, o que significa o fato de que Jesus venceu o maligno. Através disto, Deus pode mudar a sua realidade. A adoração regular tem um grande efeito porque a verdade sobre Deus em nós é fortalecida pela confiança que depositamos nEle.

Peça a Deus que lhe revele neste dia o que significa o fato de Jesus ser Senhor, e peça-Lhe que revele a você o verdadeiro significado de Sua salvação. Considere suas prioridades para este dia. Considere seus relacionamentos. Considere seus planos para o futuro.

Tina Kjeldal
Copenhagen, Dinamarca


Nutrição Espiritual

9. Na experiência dos primeiros cristãos, ao se reunirem para adorar, qual era o efeito de sua adoração? Atos 2:46 e 47

A verdadeira adoração nos transforma. O salmista Davi declarou: “Fiquei alegre quando me disseram: “Vamos à casa de Deus, o Senhor” (Salmos 122:1). Ele declarou: “A tua presença me enche de alegria” (Salmos 16:11). Experimentamos alegria quando adoramos a Deus em espírito e em verdade. Embora sempre haja o perigo de sermos levados pelo exagero e emocionalismo (como se vê em certos tipos de adoração), também existe o perigo de nossa adoração ser fria, morta e inanimada, o que nem é em espírito nem em verdade.

10. Como a vida dos primeiros cristãos foi afetada depois da adoração, logo após a libertação de Pedro e de João? (Atos 4:24-31). O que podemos aprender dessa história sobre o efeito da adoração coletiva sobre nós?

A adoração coletiva deve nos levar para mais perto de Deus e uns dos outros; deve nos encher do desejo de proclamar as grandes novas de Cristo, e este crucificado. Se esta não for a sua experiência, você não adorou; simplesmente passou por um serviço religioso.

Um freqüentador da igreja escreveu uma carta para o editor de um jornal e reclamou que não fazia sentido nenhum ir à igreja toda semana. “Faz 30 anos que eu vou à igreja”, ele escreveu, “e nesse tempo ouvi cerca de 3 mil sermões. Mas não consigo me lembrar de nem um só deles. Portanto acho que estou perdendo meu tempo e os pastores estão perdendo o deles ao pregarem sermões”.

Isto iniciou uma verdadeira discussão na coluna de “Cartas para o Editor”, o que o editor achou ótimo. Ela durou semanas, até que alguém escreveu algo que encerrou a discussão: “Faz 30 anos que sou casado. Nesse tempo minha esposa preparou umas 32 mil refeições. Mas não consigo lembrar o cardápio completo de uma única dessas refeições. Mas eu sei isto: todas elas me nutriram e me deram as forças de que eu precisava para o meu trabalho. Se minha esposa não me tivesse dado essas refeições, eu estaria morto hoje. Da mesma forma, se não tivesse ido à igreja para me nutrir, eu estaria espiritualmente morto hoje!”

Nós nos sentimos bem quando escolhemos refeições saudáveis. Considere isto:

Porção. Uma boa porção de alimento dá a você nutrição e energia suficientes. Certifique-se de ter alimento espiritual diariamente para manter-se saudável espiritualmente.

Maneira de cozinhar. Fast foods são rápidas e fáceis, mas têm menos nutrição do que alimentos preparados adequadamente. Seja ativo e se envolva mais em escolher uma boa fonte de alimento espiritual, bem como em prepará-lo e consumi-lo. Você vai apreciar o preparo e a refeição.

Os olhos abrem o apetite. Uma adoração bem preparada proporciona bênçãos extras e a alegria de adorar. Quão maravilhoso seria se todo mundo tomasse tempo e aplicasse esforço extra para colocar seus talentos na adoração. A adoração seria mais alegre e seria um momento pelo qual você ansiaria. Apresentar alguma parte cantada ou falada, trabalhar no som, arranjar as flores, são só alguns exemplos de como você pode participar. Você deve ter pelo menos um destes talentos.

Uma pequena mudança faz uma grande diferença.

Irma Hill
Sydney, Austrália


Para Todos os Povos

Encontre alguns textos do Novo Testamento que falem sobre a morte de Cristo por nós na cruz. Pense no que significa aquela morte; escreva como você compreende Sua morte e o perdão oferecido a você. Ore e peça que Deus lhe ajude a compreender a sublimidade do que Cristo fez. Em seguida, você vai ficar cheio do desejo de adorá-Lo, pois, de todas as razões que temos para adorar a Deus, nenhuma é melhor do que a cruz. Será o privilégio dos redimidos adorar a Deus por todos os séculos infindáveis da eternidade. (Veja O Desejado de Todas as Nações, pág. 770).

Deus não tem limites. Como Criador, Ele não está confinado a uma raça, uma nação ou uma cultura. Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, Sua graça não era exclusivamente para os judeus. Em Nínive, uma das maiores cidades do mundo, milhares de pessoas se arrependeram. Os estrangeiros que se voltavam para Deus e aceitavam Sua aliança eram bem-vindos em Jerusalém. O templo devia ser chamado “casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7).

Isto passou a ser muito mais verdadeiro após o tempo de Jesus aqui na Terra. Foi mostrado aos apóstolos através da experiência de Pedro com Cornélio (Atos 10) que o evangelho da salvação é, de fato, para todas as pessoas. Adoraremos a Deus em unidade, pois somos todos iguais diante da Cruz.

Mas não há duas pessoas idênticas, nem há dois grupos idênticos de pessoas. Os judeus vinham a Jerusalém para as festas, mas freqüentavam suas sinagogas o resto do ano. Hoje não vamos mais a Jerusalém para adorar, mas adoramos o Pai “em espírito e em verdade” (João 4:23). Somos unidos através da obra do Espírito Santo e da verdade da Palavra de Deus. E, é claro, há diferenças culturais.

Uma igreja rural do centro-oeste dos Estados Unidos não adorará da mesma forma que uma igreja da área metropolitana de Londres, na Inglaterra, e ambas irão diferir muito de uma igreja de aldeia em Papua-Nova Guiné. Espera-se, porém, que o espírito e a verdade transcendam diferenças culturais, de forma que o amor e a graça de nosso Salvador sejam evidentes em nossa adoração, a despeito do contexto.

Muitas coisas estão mudando no mundo hoje, e termos como “globalização” e “aldeia global” afetam a maneira como vemos nossa identidade. A cultura não é mais decidida só pela geografia; escolhemos para nós mesmos de quais sociedades queremos fazer parte, portanto vivemos uma vida muito diferente da do nosso vizinho do lado.

Isto, obviamente, representa um grande desafio para os esforços missionários e a adoração, pois pessoas extremamente individualistas preferirão diferentes estilos de adoração. Simplesmente lamentar este desenvolvimento seria inútil; em vez disso, devemos continuar a explorar novas maneiras de alcançar as pessoas que não pertencem à igreja e novas maneiras de adorar um Senhor que é grande demais para estar restrito a uma única cultura humana. E lembre-se de que adorar em espírito e em verdade não tem a ver conosco ou com nossos desejos, mas com nossa concentração no Deus que nos une.

Kenneth Birch Petersen
Aarhus, Dinamarca


Fonte: http://www.cpb.com.br