Louvor Perfeito

por: Dr. Daniel Oscar Plenc [1]

O canto, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece (PP. 594). É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais (Ed. 167).

Dentre os conselhos registrados ao longo dos 70 anos de ministério de Ellen White, estão enunciados certos princípios fundamentais que podem orientar a utilização da música na liturgia da igreja. O propósito deste artigo é apresentar alguns aspectos básicos do lugar ocupado pela música no culto. Ela é um dom de Deus, outorgado com propósitos de adoração, edificação e evangelização. É um presente do Céu, que o homem precisa apreciar e cultivar.

No Céu, a morada de Deus, existe música de louvor. “A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a terra, há música e canto – “ações de graça e voz de melodia”. Isaías 51:3“.

“Sobre a terra recém-criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam”. Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos”. – Ellen G. White. Educação, pág. 161 [2].

Ellen White é consciente de que a música tem sido desvirtuada pelo inimigo para servir a maus propósitos. Porém crê que continua sendo um dom que enriquece a vida dos filhos de Deus. “A história dos cânticos da bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar elevar a alma”.

“Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros”.

“Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível à sua influência”. – Ellen G. White. Educação, pp. 167-168.

Orientação Necessária

A orientação divina sobre a música e o canto evitará os extremos do emocionalismo e do formalismo, do descuido e do profissionalismo. “Os verdadeiros pastores conhecem o valor da obra interior do Espírito Santo sobre o coração humano. Satisfazem-se com a simplicidade nos cultos. Em vez de dar valor ao canto popular, volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra, e dão de coração louvor a Deus. Acima do adorno exterior, consideram o interior, o ornamento de um espírito manso e quieto. Na sua boca não se acha engano”. – Evangelismo, pág. 502.

Existem reiteradas advertências sobre o perigo de empregar pessoas não convertidas e métodos mundanos. “Em seus esforços para alcançar o povo, os mensageiros do Senhor não devem seguir as maneiras do mundo. Nas reuniões realizadas, não devem depender de cantores do mundo nem de exibições teatrais para despertar o interesse. Como se pode esperar que aqueles que não têm nenhum interesse na Palavra de Deus, que nunca leram Sua Palavra com sincero desejo de lhe compreender as verdades, cantem com o espírito e entendimento? Como pode seu coração estar em harmonia com as palavras do canto sagrado? Como se pode o coro celeste unir a uma música, que é meramente uma forma?”.

“Como pode Deus ser glorificado quando confiais para o vosso canto em um coro mundano que canto por dinheiro? Meu irmão, quando virdes essas coisas em seu verdadeiro aspecto, só tereis em vossas reuniões apenas o canto suave e simples, e pedireis a toda a congregação que se uma a esse canto…”.

“Não se deve negligenciar o canto nas reuniões realizadas. Deus pode ser glorificado por esta parte do culto”. E quando cantores oferecem seus préstimos, devem ser aceitos. Dinheiro, porém, não deve ser usado para contratar cantores. Muitas vezes o canto de hinos simples pela congregação tem um encanto não possuído pelo canto de um coro, por mais hábil que seja.

“Exibição não é religião nem santificação. Coisa alguma há, mais ofensiva aos olhos de Deus, do que uma exibição de música instrumental, quando os que nela tomam parte não são consagrados, não estão fazendo em seu coração melodia para o Senhor. A oferta mais agradável aos olhos de Deus é um coração humilhado pela abnegação, pelo tomar a cruz e seguir a Jesus…”.

“Deus é glorificado por hinos de louvor vindos de um coração puro, cheio de amor e devoção para com Ele…”.

“Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como galhos de figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois a alegria de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus…”.

“O Senhor revelou-me que, se o coração está limpo e santificado, e os membros dão participantes da natureza divina, sairá da igreja que crê a verdade um poder que produzirá melodia no coração. Os homens e as mulheres não confiarão então em sua música instrumental, mas no poder e graça de Deus, que proporcionará plenitude de alegria. Há uma obra a fazer: remover o cisco que se tem trazido para dentro da igreja”. – Evangelismo, págs. 502-508.

Uma experiência de ensino

O claro desejo do Senhor é conduzir o culto a uma experiência serena, livre de confusão e ruído. São ilustrativos os comentários de Ellen White, feitos sobre a música durante a reunião campal de Indiana, em 1990.

“Foi-me dada instrução relativamente à última experiência dos irmãos de Indiana e o ensino que deram as igrejas. Mediante esse movimento e ensino o inimigo tem estado operando para desencaminhar almas.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 31 e 32.

“A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. Nada existe nestas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e povo em geral”.

“O Espírito Santo nunca se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. È melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma benção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo…”.

“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos”. – Mensagens Escolhidas. Págs. 35 – 38.

Meio de adoração

Para Ellen White, a música é um veículo adequado para a adoração e o louvor. “A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido cultivo da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.” – Patriarcas e Profetas, pág. 594.

“Portanto, ao reunir-vos sábado após sábado, cantai louvores Àquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. (…) Seja o amor de Cristo a preocupação dos que pregam a Palavra! Seja ele expresso em linguagem simples em cada hino de louvor!”. – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 33.

A música e o canto nas reuniões celestiais constituem-se ofertas de adoração, não atos de gratificação própria. A música da igreja é degradada quando apresentada como um mero espetáculo musical. “Fui dirigida a alguns de vossos ensaios, e fui levada a ler os sentimentos que existiam no grupo, sendo vós a pessoa preeminente. Havia mesquinhos ciúmes e invejas, ruins suspeitas e maledicências. O culto de coração é o que Deus requer; as formas e o culto de lagrimas são como o metal que soa e o címbalo que tine. Vosso canto visa a exibição, não louvar a Deus com o espírito e o entendimento. O estado do coração revela a qualidade da religião do que professa piedade”. – Evangelismo, pág. 507.

Uma carta por ela enviada a um diretor de coral contém advertências sobre vários aspectos de interesse para a musica na igreja: “O irmão S, possui um bom conhecimento de musica, porem sua educação musical tende mais satisfazer as necessidades de um espetáculo do que o culto a Deus. O canto em um serviço religioso é parte da adoração, (…) Qualquer coisa estranha e extravagante no canto destrói a seriedade e a santidade do culto”.

“Você adota atitudes indignas, dando à sua voz todo o volume que pode. Você afoga os finos acordes e sons das vozes mais musicais que a sua. Esse exercício corporal e a voz rude e forte não é melodia para os que ouvem na Terra e no Céu. Esse canto é defeituoso e não é aceito por Deus como musica perfeita, suave, e de doces acordes. Não existem entre os anjos tais exibições como as que tenho visto em nossas reuniões. Tais notas e gestos toscos não são vistos no coro angelical. Seu canto não choca o ouvido. … Não é forçado e exagerado, requerendo exercício físico”.

“O irmão S. exibe-se. Seu canto não tem poder para subjugar corações e tocar sentimentos. (…) As demonstrações e contorções corporais, a aparência desagradável do esforço exagerado estão tão fora de lugar na casa de Deus, tão cômico que foram tiradas as impressões serias feitas nas mentes”.

“O irmão S. é um caso difícil de se tratar. È como uma criança indisciplinada e mal educada. Quando é repreendido, em vez de receber a repreensão como uma benção, deixa que lhe invadam seus sentimentos e se desanima a ponto de não fazer nada. Se não puder fazer tudo como quer, à sua maneira, não colabora com nada. Ele não se tem dedicado ao trabalho com sinceridade para mudar suas manias, mas tem se abandonado aos próprios sentimentos de teimosia que o separam dos anjos celestes e atraem os anjos maus ao seu redor”.

“Não basta compreender os fundamentos do canto, mas com esse conhecimento deve haver uma conexão tal com o Céu que os anjos possam cantar através de nós”. – Manuscrito 5, 1874.

Veículo de edificação

Entre os múltiplos benefícios espirituais da musica cristã, é mencionado seu poder “para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço”. – Educação, pág. 168.

O cântico de Moisés foi ensinado aos filhos de Israel com uma finalidade: “Era importante às crianças aprenderem o canto; pois isso lhes falaria para advertir, restringir, reprovar e animar. Era um sermão contínuo”. – Evangelismo, pág. 497.

Durante a peregrinação de Israel, o cântico era o meio de gravar na mente do povo muitas lições preciosas. “Muitas vezes na jornada se repetia este cântico, animando os corações e acendendo a fé nos peregrinos…”.

“Assim, elevam-se seus pensamentos acima das provações e dificuldades do caminho; abrandavam-se os princípios da verdade na memória; fortalecia-se a fé”. – Educação, pág. 39.

“O louvor e o canto também consolidam a vitória sobre o desânimo e a tentação. Que o louvor e ações de graças sejam expressos em cânticos. Quando tentados, em lugar de dar expressão a nossos sentimentos, ergamos pela fé um hino de graças a Deus”. – Evangelismo, pág. 499.

“O Canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua benção.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 254.

Nas escolas dos profetas, a música era ensinada com “um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus”. – Patriarcas e Profetas, pág. 594.

Instrumento de salvação

Muitas pessoas podem ser conduzidas à salvação pelo uso adequado da música. “A melodia do canto, derramando-se dos corações num tom de voz claro e distinto, representa um dos instrumentos divinos na conversão de almas”.

“O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé”.

“Alunos, ide aos caminhos e valados. Esforçai-vos por alcançar as classes elevadas assim como as mais humildes. Entrai no lar do rico e do pobre, e à medida que tiverdes oportunidade, perguntai: ‘Gostaríeis de que cantássemos? Teríamos prazer em cantar alguns hinos para ouvirdes’. Depois, ao estarem os corações abrandados, talvez se abra o caminho para fazerdes uma breve oração pedindo a benção de Deus. Não haverá muitas pessoas que o recusem”. – Evangelismo, págs. 496, 500 e 502.

Dom cultivado

O canto e a música são dons do Criador, que necessitam ser apreciados e cultivados em Sua honra. É dito que os seres celestiais se unem ao louvor genuíno dos filhos de Deus.

“Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais tomam o tom e unem-se ao cântico de ações de graças. Aquele que nos outorgou todos os dons que nos habilitam a ser cooperadores de Deus, espera que seus servos cultivem a voz, de modo a poder cantar e falar de maneira que todos entendam. Não é o canto alto que é necessário, porém entonações claras, a pronúncia correta, a dicção distinta. Tomem todos tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor de Deus seja entoado em sons claros, suaves, sem asperezas e estridências que ofendam o ouvido. A aptidão de cantar é dom de Deus ; seja ele usado para glória Sua.”

“A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração, Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável”.

“Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas a sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se quer planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor.” – Evangelismo, págs. 504 e 505.

È aconselhada a designação de diretores de música que selecionem, organizem e conduzam o cântico congregacional. “Um pastor não deve designar hinos para serem cantados, enquanto não estiver certificado de que os mesmos são familiares aos que cantam. Uma pessoa capaz deve ser indicada para dirigir esse serviço, sendo seu dever verificar que se escolham hinos que possam ser entoados com o espírito e com o entendimento também (…)”.

“Os que fazem do canto uma parte do culto divino, deve escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres, e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada. (…)”

“Pode se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém não é música. O bom canto é como a música dos pássaros – dominado e melodioso”.

“Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequado ao culto da casa do Senhor.” As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eles se unem a nós no cântico. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento.” – Evangelismo, págs. 506 – 510.

“Deus é glorificado por hinos de louvor partidos de um coração puro e cheio de amor e devoção para com Ele.” – Mensagens Aos Jovens, pág. 294.

Participação de todos

No conceito de Ellen White, a música e o cântico não devem ser cultivados em um circulo restrito de profissionais, mas devem ser uma expressão de adoração participativa. Os dirigentes devem ser designados, mas eles devem procurar ampliar a participação.

“Há pessoas que tem especial dom para cantar, e ocasiões há em que uma mensagem especial é anunciada por um solo ou por um canto feito por vários. Mas raramente deve ser o canto feito por uns poucos. A aptidão de cantar é um talento que exerce influência, a qual Deus deseja que todos cultivem e empreguem para glória de Seu nome.”

“Nas reuniões realizadas, escolham-se alguns para tomar parte nos serviços de canto. E seja este acompanho de instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor a música instrumental em nossa obra. Esta parte do serviço deve ser cuidadosamente dirigida; pois é o louvor de Deus em canto.”

“O canto não deve ser sempre feito por uns poucos. O mais freqüentemente possível, una-se toda a congregação.” – Evangelismo, págs. 504 e 507.

Emprego de instrumentos

Na experiência litúrgica, Ellen White também dá muito importância ao cultivo da música instrumental “Seja o talento do canto introduzido na obra. O emprego de instrumentos de música não é absolutamente objetável. Eles eram usados no cultos dos tempos antigos. Os adoradores louvavam a Deus com a harpa e o címbalo, e a música deve ter seu lugar em nossos cultos. Isto acrescerá o interesse.” – Evangelismo, págs. 500 e 501.

Houve ocasião em que a falta de um órgão foi suprida adequadamente por uma guitarra [3]: “Um plano bastante comum na Suécia, porém novo para nós, foi adotado para suprir a falta de um órgão. Uma senhora que ocupava um quarto junto à sala de reuniões, e que era hábil guitarrista, possuindo uma voz doce e musical, costumava suprir no culto, o lugar do coro e do instrumento. A nosso pedido, ela tocou e cantou em nossas reuniões.” – Ellen G. White. El Ministério Pastoral (Silver Springs, Md: Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, 1977), pág. 206.

É evidente o interesse de Ellen White na utilização sábia da música e do canto no culto comunitário. Em seu pensamento, a música é um precioso dom do Criador que Ele deseja orientar para o cumprimento de Seus propósitos. Desse modo, à medida que a música cristã é dirigida a Deus em adoração, os crentes são orientados para sua edificação e os não crentes são evangelizados.

Tal como acontece com os demais aspectos da vida, o crente cultivará com esmero e equilíbrio o dom da música e do canto, para a glória do Senhor.


Dr. Daniel Oscar Plenc é Professor da Faculdade de Teologia da Universidade Adventista do Prata. Diretor do Centro de Investigação White, sede na Argentina


Fonte: Revista Ministério, março/ abril, 2004, pp. 17-20.


Notas dos editores do Música Sacra e Adoração:

[1] Agradecemos à Loide Simon por esta contribuição ao nosso espaço virtual. 

[2] Todos os livros citados neste artigo sem a indicação de autoria, são de Ellen G. White. Diferentes parágrafos entre aspas, em seqüência, são parte de uma mesma citação de autoria do autor e livro citados no último parágrafo entre aspas da mesma seqüência.

[3] Evidentemente, o instrumento citado aqui, trata-se do instrumento conhecido em português como violão (e que em inglês chama-se guitar), uma vez que a guitarra eletricamente amplificada não existia ao tempo da Sra. White.